Segundo o Índice Scot Consultoria de Custo de Produção, de fevereiro a julho, os custos da atividade leiteira caíram 12,1%. Esta queda foi influenciada pela maior disponibilidade de alimentos concentrados, como milho e farelos e, consequentemente, quedas nas cotações destes produtos.

Além da queda da cotação dos alimentos concentrados, os preços dos fertilizantes e suplementos minerais também caíram, colaborando com a redução dos custos.

Já no segundo semestre os custos subiram (Figura 1).

O ajuste positivo na cotação dos alimentos energéticos, com destaque para o milho, puxou a elevação dos custos.

Preço ao produtor
Os últimos quatro meses foram de queda do pagamento do leite ao produtor, em função do aumento da produção e da queda da demanda.

Desde junho, quando a cotação começou a cair, a desvalorização soma 7,5%. Com isso, a margem da atividade se estreitou. Veja a figura 2.

Considerações finais
O aumento do custo de produção, as condições ruins das pastagens e as margens da atividade se estreitando para o produtor deverão interferir no ritmo de crescimento da produção neste último bimestre, até a melhoria da capacidade de suporte das pastagens.

Em curto e médio prazos, continua a pressão de baixa, mas alguns fatores nos mostram que o ritmo de queda deverá ser menor daqui para a frente, podendo o mercado ganhar sustentação a partir de novembro.

São estes fatores de sustentação: os estoques enxutos nas indústrias, as reações nos preços dos lácteos no atacado, além da expectativa de uma retomada do crescimento da economia, o que seria positivo para o consumo em médio e longo prazos.

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Por Diana Cifuentes – Analista de mercado da Scot Consultoria.

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