Codesp suspendeu a operações de cargas vivas no Porto de Santos na última semana.

O veto ao transporte de cargas vivas no Porto de Santos, anunciado pela Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp), na última semana, segue repercutindo no setor. Em nota divulgada à imprensa, a Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), criticou a decisão alegando que a Codesp não fez nenhuma consulta técnica ao setor pecuário.

A entidade também reforçou a importância do Porto de Santos para as exportações de gado vivo para o Brasil e afirmou que o País segue as exigências de rigorosos protocolos de bem-estar animal e exigências sanitárias nacionais e internacionais.

Por fim, a Assocon pede que o Governador Geraldo Alckmin permita que os embarques sigam normalmente pelo Porto de Santos e pelo Porto de São Sebastião.

Confira a nota na integra:

A Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), entidade que representa produtores que utilizam sistemas intensivos de produção em gado de corte, recebeu com grande indignação a informação que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) suspendeu as operações com o transporte de cargas vivas no Porto de Santos.

Essa decisão da Codesp ocorreu em atendimento a solicitação do Deputado Federal Ricardo Izar e não contemplou a devida consulta técnica ao setor pecuário.

O Brasil é um importante produtor e exportador de proteína animal e por conta disso segue rígidos protocolos dos países importadores. Esses protocolos incluem temas relacionados ao bem-estar animal na produção, transporte e abate.

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O Brasil também produz inúmeros trabalhos sobre o tema bem-estar animal. Citamos aqui os desenvolvimentos pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), pelo professor e pesquisador Mateus José Rodrigues Paranhos da Costa, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) na UNESP, campus de Jaboticabal.

É importante ressaltar que a iniciativa privada também tem relacionamento constante com a Comissão Técnica Permanente de Bem-estar Animal, no Ministério da Agricultura (Mapa). Um dos trabalhos desenvolvidos entre essa Comissão e membros do setor produtivo foi a Resolução nº 675, de 21/06/2017, que dispõe sobre o transporte de animais de produção ou interesse econômico, esporte, lazer ou exposição.

Como é possível observar, o setor produtivo é extremamente preocupado com o tema bem-estar animal e segue todas as orientações técnicas para promover as liberdades necessárias aos animais de produção. Destacamos também que o Brasil é signatário da OIE – Organização Internacional de Saúde Animal e, por conta disso, aplica as recomendações dessa organização sobre o tema bem-estar animal.

Além dos pontos colocados anteriormente, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o Brasil vem crescendo no mercado de exportação de bovinos vivos. No acumulado de 2017 foram exportadas 306.500 cabeças, alta de 35,3% em relação a 2016. Em 2016 o Brasil exportou US$ 163,90 milhões e em 2017 (até novembro) US$ 209,4 milhões em bovinos vivos. Os Portos do Estado de São Paulo são extremamente importantes para o escoamento dessa produção.

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A entidade solicita ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin por meio de ofício que os próximos embarques de cargas vivas, considerando o cumprimento dos rígidos protocolos relacionados ao bem-estar animal e das regras sanitárias nacionais e internacionais vigentes, sigam normalmente, seja no Porto de Santos ou através do Porto de São Sebastião.

Assocon – Associação Nacional da Pecuária Intensiva

Fonte: Portal DBO/Assocon

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