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7ª Prova de Leite a Pasto da Embrapa no DF abre inscrições em junho

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Os criadores que vão inseminar ou cobrir novilhas Gir Leiteiro, Sindi, Guzerá ou seus cruzamentos durante o mês de março até o dia 4 de abril poderão, a partir de 1º de junho, inscrever animais na 7ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto do Zebu Leiteiro no Centro de Tecnologias para Raças Zebuínas (CTZL) da Embrapa Cerrados (DF), que será realizada a partir de 4 de outubro e terá duração de 12 meses, sendo dois meses de adaptação e 10 meses de avaliação.

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Coordenada pela Embrapa Cerrados e pela Associação Criadores de Zebu do Planalto (ACZP), a prova zootécnica busca o melhoramento genético das raças zebuínas com aptidão leiteira por meio da identificação de matrizes em grupos de animais contemporâneos de cada raça que apresentem potencial genético para a produção de leite a pasto. Nesta edição, os técnicos vão identificar as melhores novilhas das raças Gir Leiteiro, Sindi, Guzerá e seus cruzamentos que, em 305 dias de lactação em pasto rotacionado com suplementação, se destacarem nos atributos produção de leite, reprodução, idade ao parto, qualidade do leite, persistência de lactação e avaliação morfológica.

Para o pesquisador Carlos Frederico Martins, coordenador da Prova, a avaliação é de fundamental importância para que o criador possa comparar todos os atributos de importância econômica na produção leiteira dos seus animais com os do grupo de novilhas contemporâneas de outros criatórios e de diferentes acasalamentos. “Com isso, ele pode verificar como está o sistema de criação e acasalamentos na propriedade”, afirma.

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Martins aponta que a Prova também é importante para os criadores que ainda não fazem controle leiteiro na fazenda, sendo uma oportunidade para realizarem o primeiro controle leiteiro oficial e começarem a comercializar genética. “Eles terão a comparação dos animais não só em nível local, na Prova, como em nível nacional, pois a avaliação da lactação é oficial pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ)”, diz, explicando que as informações geradas pela Prova alimentam o PMGZ Leite Max, programa de melhoramento genético para o zebu leiteiro, e ficam disponíveis aos criadores.

O pesquisador destaca, ainda, que a Prova controla o ambiente produtivo na pastagem, o arraçoamento e o manejo dos animais, sem quaisquer artificialismos, em um sistema de criação comumente adotado nas fazendas do Brasil Central. “Por isso, ela agrega valor ao material genético colocado pelo criador, com a chancela da Embrapa e da ABCZ. Ao final, as novilhas são ranqueadas e o produtor pode analisar o ranqueamento de todos os atributos medidos, permitindo que ele faça modificações nos acasalamentos e melhores negócios com os animais mais bem classificados”, afirma.

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A Prova será realizada em Brasília (DF), no CTZL, localizado na DF 180, Km 64 s/n. As inscrições dos animais poderão ser realizadas a partir do dia 01/06/2021 na ACZP, pelo e-mail [email protected]. São oferecidas 25 vagas para novilhas da raça Gir Leiteiro, 10 vagas para novilhas da raça Sindi, 10 vagas para novilhas Guzerá e seis vagas para novilhas de cada cruzamento. As vagas serão preenchidas conforme a ordem de chegada das inscrições. Cada criador poderá inscrever até dois animais de cada raça, podendo, ainda, inscrever uma terceira novilha, que ficará em fila de espera caso as vagas não sejam totalmente preenchidas.

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O criador que inscrever apenas uma novilha pagará taxa de R$ 2.800,00 divididos em cinco vezes mensais. Caso inscreva duas novilhas, o valor será de R$ 2.500,00 por novilha, divididos em cinco vezes mensais. Se forem inscritas três novilhas, será cobrado R$ 2.200,00 por novilha, divididos em 5 cinco parcelas mensais. Para a genotipagem de identificação dos alelos da beta caseína no leite e análise genômica para as novilhas Gir Leiteiro, será cobrado R$ 200,00 por novilha.

Os animais deverão dar entrada no CTZL entre os dias 4 e 8 de outubro de 2021. As novilhas Gir Leiteiro, Sindi e Guzerá devem estar registradas na ABCZ nas categorias de PO ou LA. Devem ser primíparas, com idade máxima de 46 meses na data do parto, devendo estar obrigatoriamente gestantes de sete meses. Os partos deverão ser realizados durante o período de adaptação no CTZL, no período de 20/12/2021 a 08/02/2022, de acordo com os períodos limites de parição estabelecidos pela ABCZ.

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Para mais informações sobre a prova zootécnica, acesse o edital aqui.

A 7ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto do Zebu Leiteiro tem o apoio da ABCZ, da Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro, da Associação Brasileira de Criadores de Sindi, da Associação Brasileira de Produtores de Leite, da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal, da Emater-DF, da Federação de Agricultura do Distrito Federal, do Sindicato dos Criadores de Bovinos, Equinos e Bubalinos do Distrito Federal, da Empresa de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária da Paraíba, da Universidade de Brasília e de empresas ligadas ao setor pecuário.

Por Breno Lobato/ Embrapa Cerrados

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Integrar criação de peixes com hortaliças economiza 90% de água e elimina químicos

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A criação de peixes associada ao cultivo de hortaliças, chamada de aquaponia, pode economizar até 90% de água em relação à agricultura convencional e ainda eliminar completamente a liberação de efluentes no meio ambiente, pois trata-se de um sistema fechado, diferentemente das criações convencionais. Motivados por essas vantagens, pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros (SE) têm desenvolvido sistemas de diferentes portes de aquaponia que podem ser de produção doméstica ou mesmo em escala industrial.

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Para o pesquisador da Embrapa Paulo Carneiro, o sistema tanto pode ser desenvolvido para consumo próprio, em sistemas caseiros para produção familiar, inclusive no meio urbano, em casa ou varanda de apartamento, desde que receba pelo menos cinco horas diárias de sol, como também com objetivo comercial, em larga escala, com altas densidades de peixes e vegetais. “O manejo é fácil e o produtor tem pouca coisa para monitorar, tanto na produção vegetal quanto de peixes. Hortaliças de ciclo curto, como alface, por exemplo, podem ser colhidas após quatro a seis semanas”, destaca.

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O termo aquaponia é derivado da combinação das palavras “aquicultura” (produção de organismos aquáticos) e ‘hidroponia’ (produção de plantas sem solo). Ela é composta por um tanque no qual são produzidos os peixes. Alimentados por ração, eles liberam dejetos ricos em nutrientes que, por sua vez, bombeados para uma parte superior, nutrem os vegetais. As raízes, ao retirar os nutrientes, purificam a água que retorna por gravidade para o local onde são produzidos os peixes.

https://agronews.tv.br/confira-os-segredos-de-quem-se-mantem-no-mercado-do-peixe/

Carneiro acredita que a aquaponia se tornará popular no Brasil a exemplo do que já acontece há mais de dez anos em vários países, embora ela ainda seja pouco conhecida por aqui. Ele acrescenta ainda que caso haja resistência em abater os peixes, o produtor pode criar peixes ornamentais.

Uma bomba faz a água circular entre o tanque com peixes, cujos dejetos nutrem os vegetais, e devolve a água limpa para o tanque

Qualidade ímpar

O produtor de vegetais hidropônicos no Município de Socorro, em Sergipe, Luiz Fernando de Araújo, aderiu de forma experimental à produção de alface crespa e roxa na aquaponia e percebeu a diferença em relação à produção hidropônica dos mesmos produtos. “É uma qualidade ímpar. Faz diferença no sabor do alimento, nas folhas e textura”, afirmou. “É fantástico. Maravilhoso.”, complementou. Fernando espera que a linha de pesquisa possa continuar para a produção aquapônica em escala maior, comercial.

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“Um projeto como esse funcionaria muito bem no Semiárido”, comenta Genivaldo Monteiro, assessor técnico da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). As casas, sítios e o comércio, na região rural do Semiárido, são muito distantes. A aquaponia produz alimentos saudáveis, com pouco consumo de água e pouco tempo de trabalho”, complementa Genivaldo. “É maravilhoso o quanto pode-se associar ciência e tecnologia com o desenvolvimento social e encontrar soluções para áreas extremas como o semiárido”, disse.

Além disso, o pesquisador Paulo Carneiro acredita que, no contexto educacional, professores do ensino fundamental e médio podem transformar a aquaponia em uma eficiente ferramenta de ensino em disciplinas como biologia, meio ambiente, física, química, matemática economia e engenharia.

Por Ivan Marinović Bršćan – Embrapa

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Brasil desenvolve sua 1ª soja com tecnologias para manejo de percevejo e ferrugem

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soja

Pesquisadores brasileiros desenvolveram a 1ª cultivar de soja do País com as tecnologias Block e Shield embarcadas, ou seja, possui resistência à ferrugem asiática da leguminosa – a mais severa doença dessa cultura – e tolerância ao percevejo, considerado uma das principais pragas do setor. A nova soja BRS 539 está disponível para que os produtores utilizem na safra 2021/2022

Desenvolvida em parceria entre a Embrapa e a Fundação Meridional, a BRS 539 é uma soja convencional que agrega a tecnologia Shield, linha de cultivares de soja que apresentam genes de resistência à ferrugem-asiática, oferecendo uma proteção extra para o produtor. A tecnologia não dispensa o uso de fungicidas, mas proporciona maior segurança no manejo da ferrugem da soja. “A cultivar Shield é uma ferramenta genética importante no contexto do manejo integrado. Essa tecnologia proporciona maior eficiência e segurança ao manejo químico da doença”, explica o pesquisador da Embrapa Soja Carlos Lásaro Pereira de Melo.

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Outro diferencial é que a BRS 539 é do portfólio da tecnologia Block, presente apenas nas cultivares Embrapa. “As cultivares BRS com essa genética ampliam a proteção da lavoura ao ataque dos percevejos que sugam as vagens e os grãos de soja, provocando perdas de qualidade e produtividade. Apesar de não dispensarem o uso de inseticidas, as cultivares Block permitem melhor convivência com os insetos no campo”, explica Melo.

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Características

Além de aliar as tecnologias Shield e Block, a cultivar apresenta alto potencial produtivo e manutenção de estabilidade de produção. Em testes experimentais realizados por três safras, em diferentes ambientes de produção das macrorregiões sojícolas (1 e 2), a BRS 539 mostrou altas produtividades. “Inclusive apresentou, em alguns desses ambientes, potencial produtivo acima de 90 sacas/ha (ou 5.400 kg/ha), superando as cultivares mais produtivas do mercado com as quais foi comparada”, relata Melo. Na safra 2019/2020, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a média de produtividade da soja brasileira foi de 3.379 kg/ha.

Características da cultivar de soja BRS 539 – Tecnologia Shield e Tecnologia Block

O pesquisador Rafael Petek reforça ainda que essa cultivar é convencional (não transgênica) e pertence ao grupo de maturidade 6.1. “É uma cultivar precoce, que permite semeadura antecipada, viabilizando plantio do milho safrinha na melhor época, nas regiões de indicação da cultivar na macrorregião sojícola 2 (Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul) e viabiliza a sucessão/rotação com culturas de inverno na macrorregião 1 (Paraná, Santa Catarina e São Paulo)”, detalha Petek ressaltando que a cultivar, além da ferrugem, também é resistente a outras doenças da soja como: cancro da haste, mancha “olho-de-rã”, podridão parda da haste, podridão radicular de Phytophthora e moderadamente resistente ao oídio e ao nematoide-das-galhas (Meloidogyne javanica).

Interessante à produção orgânica

A BRS 539 pode atrair o interesse dos produtores de soja em sistema orgânico, porque além de ser não transgênica, as características desse lançamento facilitam o manejo fitossanitário de pragas e doenças, portanto, podem reduzir o uso de químicos. “Dessa forma, entendemos que a BRS 539 pode viabilizar o cultivo do grão orgânico e ainda agregar mais rentabilidade ao produtor de soja orgânica”, destaca Melo.

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Por ser uma cultivar convencional, a BRS 539 pode ser comercializada por trades brasileiras e internacionais para diferentes nichos de mercado que demandam soja não transgênica. A Integrada Cooperativa Agroindustrial, presente há 25 anos em 50 municípios do Paraná e de São Paulo, conta com cerca de 11 mil cooperados e é um dos exemplos que mantém um programa de bonificação para a soja convencional. Em 2020, a Cooperativa gerou 1,3 milhão de sacas de soja convencional, o que representa entre 5% e 6% do total de recebimento e pagou R$ 6,00 a mais por saca recebida. “Esse é um programa que existe há mais de 20 anos na cooperativa, de extrema importância para a Integrada porque cria fidelização e gera valor ao cooperado”, explica o gerente comercial da Integrada, Alcir Antônio Chiari.

Parceria

De acordo com Ralf Udo Dengler, gerente-executivo da Fundação Meridional, esse é um dos lançamentos que traz inovações tecnológicas. “Tanta inovação só é possível devido à expertise da equipe técnica e à variabilidade genética do Banco Ativo de Germoplasma, localizado na sede da Embrapa Soja, em Londrina”, ressalta Dengler. “Há 21 anos, temos muito orgulho de sermos parceiros fortes e atuantes nesse trabalho, que oferece aos produtores um portfólio completo de cultivares em todas as plataformas (convencional, RR e Intacta), com elevado rendimento (conceito TOP 5000), sanidade, estabilidade e adaptação às mais diferentes condições de solo e clima”, declara o executivo. A Fundação Meridional atua em sete estados brasileiros (SC, PR, SP, MS, MG, GO e MT), por intermédio de 38 produtores de sementes.

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Desempenho a campo

Produtores que usaram as sementes da BRS 539 em testes de avaliação comprovaram a alta performance dessa cultivar. A Sinovatec Produtos Agrícolas, de Medianeira (PR), por exemplo, avaliou 11 cultivares e a BRS 539 foi a campeã desse ensaio, indicando a relevância das tecnologias Shield e Block presentes na cultivar. Além de apresentar o rendimento mais elevado, de 78 sacas/ha, não houve necessidade de aplicação de fungicida e nem de inseticida, o que mostra o elevado potencial de sanidade da nova cultivar. Além de produzir mais, também impacta no custo de produção, porque reduz os gastos com produtos químicos.

A nova cultivar também apresentou seu excelente desempenho na propriedade do produtor Fabio Von Gaevernitz Tanja, de Cambira (PR), nesta safra 2020/21. Tanja semeou a BRS 539 em um hectare da propriedade para avaliar seu desempenho e o resultado foi surpreendente, com rendimento de 85 sacas/ha.

Por Lebna Landgraf – Embrapa Soja

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Embrapa aposta na descarbonização da produção de leite

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A descarbonização da agricultura brasileira está no radar da Embrapa já há alguns anos com o desenvolvimento de pesquisas e tecnologias que reduzem a emissão de gases de efeito estufa e aumentam o sequestro de carbono na produção agropecuária

O assunto foi tratado pelo presidente da Empresa, Celso Moretti, durante coletiva de imprensa realizada no dia 27 de abril por ocasião das comemorações dos 48 anos da Embrapa. Um dos exemplos de destaque mais recentes nessa linha é o projeto realizado em parceria com a Nestlé, anunciado em março deste ano. “Vem por aí o leite de baixo carbono. (…) Nós estamos estudando indicadores de sustentabilidade e a implementação de boas práticas de produção que vão integrar um protocolo nacional pioneiro para essa produção”, afirmou.

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A adoção de tecnologias e boas práticas, como sistemas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), recuperação de pastagens degradadas e uso de aditivos na nutrição, é capaz de compensar as emissões de gases de efeito estufa geradas pela atividade leiteira e ainda pode tornar o sistema de produção mais resiliente, trazendo vantagens econômicas para o produtor.

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Com a parceria, serão elaborados protocolos por bioma e por sistema de produção pela Embrapa Pecuária Sudeste (SP), que servirão de base para uma calculadora de balanço dos gases de efeito estufa (GEE) e um sistema digital de monitoramento por meio de aplicativo. A calculadora, que será desenvolvida pela Embrapa Informática Agropecuária (SP), vai contabilizar o balanço de carbono nas propriedades de acordo com as características de cada região ou bioma e dos diferentes sistemas de produção, e vai permitir aos produtores compreender melhor onde estão concentradas suas emissões, contribuindo para uma tomada de decisão mais assertiva para reduzi-las.

“Nós entendemos que isso vai possibilitar que o produtor seja remunerado pela empresa ao demonstrar que está fazendo um leite de baixo carbono. Isso vai melhorar a competitividade do produtor de leite no Brasil”, ressalta Moretti. Ainda, segundo ele, os dados e inovações que serão obtidos nessa parceria serão abertos para todos os produtores de leite ou qualquer empresa ou cooperativa no Brasil.

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A iniciativa está alinhada com as políticas públicas do setor para redução das emissões de gases de efeito estufa, como o Plano Nacional de Adaptação e Mitigação de Gases de Efeito Estufa na Agropecuária (ABC+ 2020-2030) apresentado em 20 de abril pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), uma atualização do Plano ABC executado de 2010 a 2020. Além do leite de baixo carbono, a Embrapa também lançou neste ano o programa soja baixo carbono e está iniciando estudos voltados para a produção de algodão e café.

Parceria leite de baixo carbono

A Nestlé tem o objetivo de neutralizar todas as emissões de suas operações, incluindo as cadeias de fornecimento, até 2050, com metas intermediárias de redução de 20% até 2025 e de 50% para 2030. E os protocolos desenvolvidos pela Embrapa vão auxiliar as propriedades que fornecem leite à empresa a reduzirem as emissões de GEE por meio da implementação de boas práticas de produção.

Os indicadores utilizados no protocolo serão validados em escala experimental na Embrapa Pecuária Sudeste e em escala comercial nas propriedades leiteiras em diferentes regiões do país.

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https://agronews.tv.br/saiba-como-calcular-arroba-do-boi-corretamente/

A Embrapa Informática Agropecuária será responsável pela adaptação de modelos matemáticos e métricas que, por meio de um componente de software, serão integrados à calculadora que vai contabilizar o balanço de carbono nessas fazendas.

Serão realizadas capacitações de técnicos e produtores. Também está prevista a publicação de um guia de boas práticas para pecuária de leite de baixo carbono.

A adoção dos protocolos deverá ter impacto positivo nas metas de descarbonização da economia do país, com a oferta de práticas mitigadoras aos produtores e, dessa forma, de leite mais sustentável para a população.

Por Gisele Rosso – Embrapa Pecuária Sudeste

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