Algodão: dólar e Nova York sustentam mercado doméstico

Os preços domésticos do algodão encerram a primeira semana de agosto em alta. “A firmeza no mercado externo e o dólar mais forte em relação ao real, aliados a escassez de fibras de alto padrão, justificam a recente recuperação verificada no interno”, explica o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento

A colheita segue avançando dentro da normalidade, mas os lotes beneficiados têm como prioridade o atendimento de contratos fechados antecipadamente. A média do Brasil era de 31% da área colhida no dia, ante 24% na semana anterior, conforme a Abrapa.

algodao

No CIF do polo industrial paulista, a fibra fechou a quinta-feira (5) indicada a R$ 5,05 por libra-peso. No acumulado em relação ao mesmo período do mês e do ano passado, acumulava altas de 6,3% e de 77,2%, respectivamente.

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No FOB exportação do porto de Santos/SP, o produto brasileiro fechou cotado a 95,64 centavos de dólar por libra-peso (c/lb). Ante ao contrato de maior liquidez negociado em Nova York, a pluma brasileira era cotada por um valor 5,5% superior, contra 6,4% do dia anterior. Há uma semana e há um mês, era superior em 8,1% e em 7,5%, respectivamente.

No cenário internacional, destaque para a colheita de algodão na Argentina na temporada 2020/2021, que chegava a 99,97% da área, informou o Ministério da Agroindústria do país em relatório do dia 5. Em igual período do ano passado, a colheita estava em 100%. Na semana anterior, o percentual era de 96%. A área para 2020/21 está projetada em 406,773 mil hectares, ante 444,41 mil hectares na temporada anterior.

Por Rodrigo Ramos – Agência Safras

AGRONEWS – Informação para quem produz

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