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Anomalia climática faz Alasca bater recorde de calor em pleno inverno

Anomalia climática com valores absurdamente altos e fora da curva climatológica de temperatura dizimaram recordes de temperatura alta no estado norte-americano, confira!

O recorde de maior temperatura já registrado no mês de dezembro no estado norte-americano do Alasca foi pulverizado e por uma ampla margem, tal o ar quente tropical que invadiu a região que nesta época do ano está acostumada com temperatura congelante que chega a até 50ºC abaixo de zero.

Anomalia climática

A temperatura em Kodiak, no Alasca, atingiu 19,4°C no dia 26, estabelecendo um novo recorde de temperatura máxima em dezembro para o estado. O valor é absurdos 11,7°C mais alto do que o do recorde anterior de máxima de 7,7°C estabelecido em 26 de dezembro de 1984, de acordo com o Serviço Meteorológico Nacional dos Estados Unidos (NWS). O aeroporto de Kodiak registrou 18,3°C, quebrando seu recorde mensal anterior de 5,0°C.

Outros recordes de temperatura máxima foram estabelecidos em 26 de dezembro em Bering, com Cold Bay registrando 16,6°C, quebrando seu recorde diário anterior de 6,6°C, estabelecido em 1978, 1988 e 1990, logo com uma diferença incrível de 10°C.

Por que estas diferenças de 10ºC a 12ºC acima do recorde anterior são absurdas? Em regra, quando um recorde de mínima ou máxima é quebrado a diferença em relação ao máximo prévio costuma ficar na ordem de décimos ou 1ºC ou 2ºC. Quando se está diante de um novo recorde mais de 10ºC distante do anterior o que se vê é situação absolutamente incomum e totalmente fora da curva da climatologia normal.

A temperatura de 19,4ºC em Kodiak, Alasca, em pleno inverno, é tão absurdamente alta para a localidade e o estado nesta época do ano e tão incrivelmente bizarra que a marca seria recorde estadual de máxima tivesse ocorrido em novembro, janeiro, fevereiro, março e abril, ou seja, seria recorde mesmo em meses de outono e primavera. Afinal, a temperatura observada é maior que qualquer uma já vista no Alasca entre os dias 27 de outubro e 7 de maio.

O “calor” foi resultado do ingresso de ar quente no Alasca de origem tropical a partir de um cavado. A corrente de jato (corredor de vento em elevada altitude) ondulou fortemente, o que levou ar muito quente para o Alasca e ar muito frio para o Oeste do Canadá e o Noroeste dos Estados Unidos.

Situação semelhante ocorre nas grandes ondas de frio no Sul do Brasil. Com a ondulação do jato polar, o Sul brasileiro registra frio muito intenso enquanto Ushuaia, na parte mais Sul da América do Sul, registra temperatura alta.

Fonte: Metsul

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