Diárias de Mercado

Café: bolsa de NY recua e negócios com café podem perder ritmo no Brasil

O mercado brasileiro de café deve perder ritmo na comercialização nesta quinta. Neste momento, dólar e Nova York registram perdas, o que deverá afastar os negociadores após um bom momento nesta semana

O mercado registrou preços mais altos mais uma vez na quarta-feira. A alta do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) deu sustentação às cotações no mercado nacional. O dia foi mais ativo na comercialização novamente, com maior volume de negociações ocorrendo nos picos de preço em NY e no dólar. Depois o dólar acomodou e os ganhos foram reduzidos na bolsa, o que também arrefeceu o movimento no Brasil.

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No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação terminou o dia em R$ 750,00/755,00 a saca, no comparativo com R$ 740,00/745,00 de ontem. No cerrado mineiro, arábica bebida dura com 15% de catação teve preço de R$ 755,00/760,00 a saca, contra R$ 745,00/750,00 do dia anterior.

Já o café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço de R$ 540,00/545,00, no comparativo com R$ 535,00/540,00 de ontem. O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, ficou em R$ 455,00/460,00 a saca, no comparativo com R$ 445,00/450,00 de ontem.

Comercialização

A comercialização da safra de café do Brasil 2020/21 (julho/junho) chega a 90% até o dia 13 de abril. O dado faz parte de levantamento de SAFRAS & Mercado, que mostra que as vendas evoluíram em 3 pontos percentuais em relação ao mês anterior.

As vendas estão levemente avançadas em relação ao ano passado, quando 89% da safra 2019/20 estava comercializada até então e também acima da média dos últimos 5 anos para o período, que é de 88%. Assim, já foram comercializadas 62,80 milhões de sacas de 60 quilos, tomando-se por base a estimativa de SAFRAS & Mercado, de uma safra 2020/21 de café brasileira de 69,5 milhões de sacas.

Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, o dólar alto e a recuperação na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) acabou elevando os preços no físico interno, o que trouxe um pouco mais de vendedores ao mercado. “Apesar do interesse, o fluxo de negócios segue bem cadenciado”, indica o consultor.

As vendas de arábica subiram para 89% da produção, em leve vantagem em relação a igual período do ano passado (88%) e também acima dos 87% de média histórica. Já as vendas de conilon ganharam um pouco mais de ritmo e alcançam 95% da safra, contra 92% em igual período do ano passado e 91% na média de 5 anos. “A chegada da safra brasileira 2021 explica o avanço no fluxo de vendas”, comenta Barabach.

Nova York

Os contratos com entrega em julho registram desvalorização de 0,15% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), cotados a 131,90 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos com entrega em julho/2021 fecharam o dia a 134,05 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 2,10 centavos, ou de 1,6%.

Câmbio

O dólar comercial registra desvalorização de 0,51% a R$ 5,64.

Indicadores Financeiros

As principais bolsas da Ásia encerraram mistas. Xangai, -0,52%. Tóquio, +0,07%.

As principais bolsas na Europa registram cotações firmes. Paris, +0,34%. Londres, +0,46%.

O petróleo opera em baixa. Maio do WTI em NY: US$ 62,78 o barril (-0,55%).

O Dollar Index registra baixa de 0,08% a 91,62 pontos.

Por Dylan Della Pasqua – Agência Safras

AGRONEWS – Informação para quem produz

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