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Chuvas na colheita da soja aumenta os grãos avariados

Para o ano que vem, espera-se que a área da soja para a safra 2022/23 em Mato Grosso continue avançando, alta de 2,95% em relação à safra passada, estimada em 11,73 milhões de ha

No que tange ao rendimento, a estimativa de produtividade exibiu alta de 1,80% ante a safra passada, ficando prevista em 58,51/sc. Apesar de o indicador estar acima do observado no ano passado, algumas regiões registraram falta de chuvas no mês de novembro de 2022, o que limitou o potencial produtivo.

Além disso, segue a preocupação quanto às chuvas na hora da colheita da soja, o que pode influenciar no aumento de grãos avariados. Em relação à venda, a comercialização da safra 2022/23 alcançou 35,80% da produção, atraso de 7,63 p.p. ante a safra passada. Esse cenário é justificado pela modificação do perfil do produtor, que tem aguardado melhores preços para negociar sua produção, e a baixa necessidade de fazer caixa neste momento.

Por fim, é esperado que em 2023, a demanda por soja continue aquecida e, segundo o Imea, as exportações podem alcançar 24,21 milhões de toneladas e o consumo no estado cresça para 11,30 milhões de toneladas, caracterizando mais um recorde em Mato Grosso.

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De acordo com a análise do Cepea, “Com as demandas interna e externa aquecidas, o preço do farelo de soja se mantém em alta no mercado brasileiro, segundo indicam dados do Cepea. Na Argentina (principal abastecedora global deste derivado), a oferta da safra 2021/22 é baixa e o mercado está incerto quanto ao volume a ser produzido na temporada 2022/23, devido ao clima desfavorável”.

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  • Alta nos custos: devido à alta nos preços dos insumos, o custeio da safra de soja 2022/23 exibiu avanço de 67,21%, em comparação com a passada, fechando a R$ 4,910,24/ha;
  • Maior margem: com o aumento nos preços do óleo e do farelo, a margem bruta de esmagamento apresentou incremento de 27,78% em relação à média de 2021;
  • Cepea sobe: diante da quebra de safra na América do Sul, o indicador Cepea exibiu alta de 11,22%, ante o comparativo anual, fechando com média de R$ 189,16/sc;
  • Queda do dólar: com a entrada de moeda estrangeira, motivada pela alta da taxa de juros (Selic), o dólar exibiu queda anual de 4,07%, com média de R$ 5,18/US$.

Por Daniele Balieiro com informações do Imea

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