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Mercado Financeiro

Contratação do crédito rural chega a R$ 169 bilhões em nove meses

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crédito

O valor representa aumento de 22% em relação a igual período da safra anterior. Os recursos destinados para investimentos aumentaram 43%

O valor das contratações de crédito rural somou R$ 169,44 bilhões entre julho de 2020 e março de 2021, o que representa um aumento de 22% em relação a igual período da safra anterior. Desse valor, R$ 90,77 bilhões foram destinados para custeio (aumento de 18%), R$ 53,39 bilhões para investimento (+43%), R$ 15,51 bilhões para comercialização (-3%) e R$ 9,77 bilhões para industrialização (+7%). Os dados são do Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2020/2021

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As contratações de crédito rural realizadas pelo conjunto dos pequenos e médios produtores, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) totalizaram R$ 47,1 bilhões, distribuídos em 1.311.710 operações. Este foi o maior volume de recursos já observado em igual período de safras anteriores. No total contratado desses dois programas, houve um aumento de 11,2%, sendo 17% no Pronaf, e 5% no Pronamp.

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Os demais produtores aumentaram acentuadamente sua demanda de crédito para investimentos (61%), sendo que para os pequenos e médios produtores se situou, respectivamente, em 8% e 0,2%. Suas contratações totais de crédito rural aumentaram 26%. O aumento na utilização relativa de recursos em fontes não controladas teve crescimento de 32%, principalmente os provenientes da emissão de Letras de Crédito do Agronegócio – LCAs (30%) e os recursos livres (78%), em sua maior parte utilizados por grandes produtores.

https://agronewsbrasil.com.br/mapa-publicou-o-manual-de-operacoes-e-anuncia-nova-fase-do-programa-nacional-de-credito-fundiario/

No que se refere à utilização de recursos da fonte Poupança Subvencionada no crédito rural, a participação dos demais produtores foi de R$ 14,51 bilhões (43%) no custeio e de R$ 4,23 bilhões (42%) nos investimentos.

No âmbito dos programas de investimento, com recursos do BNDES, administrados pelo Mapa, os principais destaques, em valor contratado e respectivo aumento, foram o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA): R$ 1,76 bilhão (62%), o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro): R$ 1,56 bilhão (27%), o Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra): R$ 747 milhões (112%) e o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop): R$ 597 milhões (151%).

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O Diretor do Departamento de Crédito e Informação do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, enfatizou o crescimento de 30% na utilização de recursos das LCAs no crédito rural, do qual participa em 15%, se situando em R$ 26,14 bilhões. Ele destacou, ainda, que o elevado crescimento da demanda por crédito rural, notadamente para investimentos. “Isso resulta do bom desempenho do setor agropecuário, evidenciado pelo aumento de suas exportações em 2020 e no início de 2021, pela previsão da Conab para a atual safra, 272,3 milhões de toneladas de grãos, aumento de 6%, e pela estimativa do Valor Bruto da Produção, que deverá atingir mais de R$ 1,0 trilhão em 2021”, explica.

AGRONEWS – Informação para quem produz

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Mercado Financeiro

Gâmbia e Costa Rica lideram importação de arroz do Brasil no mês de abril

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arroz

A República da Gâmbia liderou as compras de arroz (base casca) do Brasil em abril deste ano, com importações de 29.412 toneladas. Em seguida, aparece a Costa Rica, com 24.228 t. Os dois países responderam por quase a metade das 111.145 t do cereal brasileiro exportado no mês passado, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) e o Sindicato da Indústria do Arroz do Rio Grande do Sul (Sindarroz).

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Em abril, os embarques de arroz recuaram mais de 30 mil toneladas em relação ao mesmo mês de 2020, quando totalizam 145.508, informam a Abiarroz e o Sindarroz, com base em dados do Ministério da Economia. Além da Gâmbia e da Costa Rica, outros quatro países lideraram as compra do cereal do Brasil: Países Baixos (20.589 t), Peru (15.784 t), Nicarágua (4.115 t) e Venezuela (3.869 t).

As exportações brasileiras de arroz também tiveram redução no primeiro quadrimestre, em comparação com igual período de 2020. De janeiro a abril deste ano, o Brasil embarcou 318.869 t, contra 383.687 dos quatro primeiros meses de 2020.

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O recuo das vendas externas de arroz em abril não surpreendeu a associação. Segundo o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan, as exportações do cereal brasileiro estão voltando aos patamares anteriores à pandemia de covid-19, o que já era esperado pelo mercado.

“Com a pandemia, alguns países exportadores de arroz, como o Vietnã, Tailândia e Índia, restringiram as vendas externas. Com isso, houve um aumento expressivo das nossas exportações. Agora, com a retomada das atividades, os embarques do Brasil estão retornando aos volumes normais.”

Qualidade

Trevisan destaca também que há espaço para o aumento das exportações brasileiras de arroz no cenário de normalidade. “A qualidade do nosso arroz e a eficiência da nossa indústria arrozeira são os nossos diferenciais no mercado internacional. Isso tem contribuído para ampliar mercados.”

O diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz estima exportações de 1,5 milhão de t neste ano, contra 1,8 milhão t de 2020. Na avaliação de Trevisan, este será um volume muito bom de vendas externas.

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“Uma das estratégias da Abiarroz para alcançar este resultado é intensificar as ações promocionais do arroz brasileiro no mercado externo, por meio do projeto Brazilian Rice, desenvolvido em parceria com a Apex-Brasil”, informa Trevisan.

Importações

De acordo com a Abiarroz e o Sindarroz, as importações de arroz em abril somaram 102.142 t, contra 70.977 t do mesmo mês de 2020. No primeiro quadrimestre deste ano, o Brasil comprou de outros países, principalmente Paraguai, Uruguai e Argentina, 389.003 t do cereal. Em igual período de 2020, as importações alcançaram 331.218 t.

Por Abiarroz

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Mercado Financeiro

Etanol mira petróleo para tirar competitividade da gasolina e não sofrer pressão

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preço etanol

Com o petróleo em queda na quinta-feira, a gasolina manteve uma moderada defasagem na refinaria.

Na conta feita na Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a diferença para menor do combustível estava em 2% (e -3% do diesel), dia no qual o etanol hidratado cedeu 0,85% nas distribuidoras de Paulínia (SP). Terminou o dia em R$ 3,091 o litro, segundo o Cepea.

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Nesta sexta (14), o óleo cru sobe, aumenta a diferença para o combustível derivado, e leva expectativa para algum reajuste da Petrobras (PETR4) na próxima semana se mantido a sequência de alta do barril em Londres. Sobe 1,86%, a US$ 68,15, às 10h40 (Brasília).

A semana deve fechar com redução do biocombustível nas usinas, ou no máximo em estabilidade, seguindo as baixas nos preços de vendas das distribuidoras. Na semana anterior, a originação subiu mais de 10%, também de acordo com dados do Cepea, refletindo a queda de produção em abril, como informou a agremiação que reúne as empresas, Unica.

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O potencial do hidratado para não sofrer novas reduções, inclusive pelo aumento da produção que vem com o andar da safra no Centro-Sul, será via reajustes da gasolina.

Por Giovanni Lorenzon – Money Times

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Mercado Financeiro

Safra recorde e preços favoráveis garantem VBP elevado neste ano

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vbp

Apesar de pouca chuva na fase de plantio de algumas culturas, a tendência de recorde de safra não foi alterada

Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deste ano deve ser 12,1% superior em termos reais em relação ao de 2020, com base nos dados de abril. O valor estimado é de R$ 1,076 trilhão, enquanto o de 2020 fechou em R$ 960,2 bilhões.

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As lavouras continuam liderando o indicador, sendo previsto faturamento de R$ 741,2 bilhões e a pecuária, R$ 335,1 bilhões. O crescimento do valor das lavouras é de 16%, e da pecuária, 4,4%.

“A falta de chuvas no período de plantio de importantes culturas como, milho, soja e feijão, teve impactos ao prejudicar parcialmente essas lavouras. Esse fato, entretanto, não chegou a alterar o caminho de crescimento da safra. Permanecem, em essência os valores que representam resultado recorde da produção em 2021”, explica José Garcia Gasques, coordenador da pesquisa e de Avaliação de Políticas e Informação do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

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credito rural
Safra recorde e preços favoráveis garantem VBP elevado neste ano

A maior parte dos produtos analisados teve crescimento. Entre eles, algodão, com crescimento de 3,7% do VBP; arroz, 4,8%; banana, 2,4%; cacau, 8,3%; cana de açúcar, 1,3%; milho, 22,7%; soja, 31,3%; e trigo, 25,4%,

Na pecuária, os melhores resultados são no segmento de carne bovina, com crescimento previsto em 10,3%, e carne de frango, com alta de 2,2%.

Os campeões de faturamento em valores absolutos são soja, carne bovina, milho e cana de açúcar. Esse pequeno grupo contribui com 34% do VBP.

“Olhando a série de dados nos últimos 32 anos, verifica-se que este ano representa recorde para as seguintes atividades: algodão, soja, arroz, milho, trigo, carne bovina e leite”, analisa o coordenador.

Gasques destaca diversos fatores responsáveis pelos bons resultados do setor de grãos. “Os mais importantes são estoques baixos, demanda internacional e preços em expansão, e algumas incertezas com relação ao clima de países, como os Estados Unidos”.

Retrações no VBP foram observadas nas culturas de batata inglesa, café, feijão, mandioca e tomate. Carne suína e ovos também tiveram recuo.

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VBP por estados

Os dados regionais do VBP mostram a seguinte classificação dos estados: Mato Grosso (17,6%), Paraná (13,5%), São Paulo (11,2%), Rio Grande do Sul (10,6%) e Minas Gerais (9,8%).

credito rural
Safra recorde e preços favoráveis garantem VBP elevado neste ano

De acordo com Gasques, de janeiro a março deste ano, o agronegócio contribuiu com 42,3% nas exportações totais do país.

O que é VBP

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

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