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Mercado Financeiro

Custos de produção do trigo tem alta de 21,77% para esta safra

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custo de produção de trigo

Projeção da FecoAgro/RS avalia que gasto do produtor será de R$ 3,99 mil por hectare ou R$ 66,62 a saca

A safra de trigo deste ano iniciará com alta de 21,77% nos custos de produção se comparado a 2020. É o que indica o primeiro levantamento dos custos de produção da cultura do trigo para 2021 realizado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS). Na avaliação da entidade, a relação de troca poderia ser melhor se os valores não aumentassem além da inflação.

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Segundo a FecoAgro/RS, para cobrir estes gastos, incluindo a aquisição de insumos, manutenção de máquinas e equipamentos, combustíveis, entre outros, serão necessários desembolsar para cada hectare produzido R$ 3.997,10 considerando uma produtividade média de 60 sacas por hectare, ou seja, o custo para a produção de uma saca é de R$ 66,62 a saca de 50 quilos e o produtor precisará colher 52,96 sacas para pagar todos os gastos da lavoura. Na safra anterior o custo era de R$ 3.282,38, representando um custo por saca de R$ 54,71.

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Conforme o economista da FecoAgro/RS, Tarcísio Minetto, entre os ítens que compõem os custos básicos e que compõem a lavoura, os insumos e as máquinas são os maiores, além dos aumentos nos combustíveis nas últimas semanas que também deverão impactar. “Apesar dos aumentos de custos a relação de troca melhorou com a elevação do preço dos grãos em geral. Esse cenário se mostra favorável, mas no caso do trigo poderia ser melhor pois os custos se elevaram significativamente sendo repassada também para estes custos a variação cambial”, observa.

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Para o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, o aumento dos custos preocupa, pois isso diminui o resultado do produtor. O dirigente salienta que, mesmo com o aumento de custos, a Rede Técnica Cooperativa projeta um aumento de 10% na área de trigo no Rio Grande do Sul. Isso faz com que este ano se plante 1,02 milhão de hectares. “Esperamos não ter problema de clima e que possamos ter uma safra recorde de trigo, o que é muito bom para o produtor e para a economia”, destaca.

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Nos próximos dias a FecoAgro/RS também deverá lançar os custos de produção para as culturas da soja e do milho.

Por Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

AGRONEWS – Informação para quem produz

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Mercado Financeiro

Gâmbia e Costa Rica lideram importação de arroz do Brasil no mês de abril

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arroz

A República da Gâmbia liderou as compras de arroz (base casca) do Brasil em abril deste ano, com importações de 29.412 toneladas. Em seguida, aparece a Costa Rica, com 24.228 t. Os dois países responderam por quase a metade das 111.145 t do cereal brasileiro exportado no mês passado, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) e o Sindicato da Indústria do Arroz do Rio Grande do Sul (Sindarroz).

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Em abril, os embarques de arroz recuaram mais de 30 mil toneladas em relação ao mesmo mês de 2020, quando totalizam 145.508, informam a Abiarroz e o Sindarroz, com base em dados do Ministério da Economia. Além da Gâmbia e da Costa Rica, outros quatro países lideraram as compra do cereal do Brasil: Países Baixos (20.589 t), Peru (15.784 t), Nicarágua (4.115 t) e Venezuela (3.869 t).

As exportações brasileiras de arroz também tiveram redução no primeiro quadrimestre, em comparação com igual período de 2020. De janeiro a abril deste ano, o Brasil embarcou 318.869 t, contra 383.687 dos quatro primeiros meses de 2020.

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O recuo das vendas externas de arroz em abril não surpreendeu a associação. Segundo o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan, as exportações do cereal brasileiro estão voltando aos patamares anteriores à pandemia de covid-19, o que já era esperado pelo mercado.

“Com a pandemia, alguns países exportadores de arroz, como o Vietnã, Tailândia e Índia, restringiram as vendas externas. Com isso, houve um aumento expressivo das nossas exportações. Agora, com a retomada das atividades, os embarques do Brasil estão retornando aos volumes normais.”

Qualidade

Trevisan destaca também que há espaço para o aumento das exportações brasileiras de arroz no cenário de normalidade. “A qualidade do nosso arroz e a eficiência da nossa indústria arrozeira são os nossos diferenciais no mercado internacional. Isso tem contribuído para ampliar mercados.”

O diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz estima exportações de 1,5 milhão de t neste ano, contra 1,8 milhão t de 2020. Na avaliação de Trevisan, este será um volume muito bom de vendas externas.

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“Uma das estratégias da Abiarroz para alcançar este resultado é intensificar as ações promocionais do arroz brasileiro no mercado externo, por meio do projeto Brazilian Rice, desenvolvido em parceria com a Apex-Brasil”, informa Trevisan.

Importações

De acordo com a Abiarroz e o Sindarroz, as importações de arroz em abril somaram 102.142 t, contra 70.977 t do mesmo mês de 2020. No primeiro quadrimestre deste ano, o Brasil comprou de outros países, principalmente Paraguai, Uruguai e Argentina, 389.003 t do cereal. Em igual período de 2020, as importações alcançaram 331.218 t.

Por Abiarroz

AGRONEWS – Informação para quem produz

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Mercado Financeiro

Etanol mira petróleo para tirar competitividade da gasolina e não sofrer pressão

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preço etanol

Com o petróleo em queda na quinta-feira, a gasolina manteve uma moderada defasagem na refinaria.

Na conta feita na Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a diferença para menor do combustível estava em 2% (e -3% do diesel), dia no qual o etanol hidratado cedeu 0,85% nas distribuidoras de Paulínia (SP). Terminou o dia em R$ 3,091 o litro, segundo o Cepea.

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Nesta sexta (14), o óleo cru sobe, aumenta a diferença para o combustível derivado, e leva expectativa para algum reajuste da Petrobras (PETR4) na próxima semana se mantido a sequência de alta do barril em Londres. Sobe 1,86%, a US$ 68,15, às 10h40 (Brasília).

A semana deve fechar com redução do biocombustível nas usinas, ou no máximo em estabilidade, seguindo as baixas nos preços de vendas das distribuidoras. Na semana anterior, a originação subiu mais de 10%, também de acordo com dados do Cepea, refletindo a queda de produção em abril, como informou a agremiação que reúne as empresas, Unica.

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O potencial do hidratado para não sofrer novas reduções, inclusive pelo aumento da produção que vem com o andar da safra no Centro-Sul, será via reajustes da gasolina.

Por Giovanni Lorenzon – Money Times

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Mercado Financeiro

Safra recorde e preços favoráveis garantem VBP elevado neste ano

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vbp

Apesar de pouca chuva na fase de plantio de algumas culturas, a tendência de recorde de safra não foi alterada

Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deste ano deve ser 12,1% superior em termos reais em relação ao de 2020, com base nos dados de abril. O valor estimado é de R$ 1,076 trilhão, enquanto o de 2020 fechou em R$ 960,2 bilhões.

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As lavouras continuam liderando o indicador, sendo previsto faturamento de R$ 741,2 bilhões e a pecuária, R$ 335,1 bilhões. O crescimento do valor das lavouras é de 16%, e da pecuária, 4,4%.

“A falta de chuvas no período de plantio de importantes culturas como, milho, soja e feijão, teve impactos ao prejudicar parcialmente essas lavouras. Esse fato, entretanto, não chegou a alterar o caminho de crescimento da safra. Permanecem, em essência os valores que representam resultado recorde da produção em 2021”, explica José Garcia Gasques, coordenador da pesquisa e de Avaliação de Políticas e Informação do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

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Safra recorde e preços favoráveis garantem VBP elevado neste ano

A maior parte dos produtos analisados teve crescimento. Entre eles, algodão, com crescimento de 3,7% do VBP; arroz, 4,8%; banana, 2,4%; cacau, 8,3%; cana de açúcar, 1,3%; milho, 22,7%; soja, 31,3%; e trigo, 25,4%,

Na pecuária, os melhores resultados são no segmento de carne bovina, com crescimento previsto em 10,3%, e carne de frango, com alta de 2,2%.

Os campeões de faturamento em valores absolutos são soja, carne bovina, milho e cana de açúcar. Esse pequeno grupo contribui com 34% do VBP.

“Olhando a série de dados nos últimos 32 anos, verifica-se que este ano representa recorde para as seguintes atividades: algodão, soja, arroz, milho, trigo, carne bovina e leite”, analisa o coordenador.

Gasques destaca diversos fatores responsáveis pelos bons resultados do setor de grãos. “Os mais importantes são estoques baixos, demanda internacional e preços em expansão, e algumas incertezas com relação ao clima de países, como os Estados Unidos”.

Retrações no VBP foram observadas nas culturas de batata inglesa, café, feijão, mandioca e tomate. Carne suína e ovos também tiveram recuo.

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VBP por estados

Os dados regionais do VBP mostram a seguinte classificação dos estados: Mato Grosso (17,6%), Paraná (13,5%), São Paulo (11,2%), Rio Grande do Sul (10,6%) e Minas Gerais (9,8%).

Safra recorde e preços favoráveis garantem VBP elevado neste ano

De acordo com Gasques, de janeiro a março deste ano, o agronegócio contribuiu com 42,3% nas exportações totais do país.

O que é VBP

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

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