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Depois do “Leite sem vaca”, vem agora o “Café sem grão”

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Segundo a Startup idealizadora, o “Café sem grão” pretende acabar com a crise climática mundial. Vamos tentar entender tudo isso.

Primeiro veio “Leite sem vaca“, feito a partir de bactérias e leveduras geneticamente modificadas para fermentar açúcar – e criar um líquido que contém caseína, alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina, as três proteínas que dão ao leite suas características típicas; depois inventaram o “Impossible Burger“, Hambúrgueres vegetarianos tradicionais feitos de combinações de soja, feijão e lentilha têm uma textura seca e desintegrada que tenta imitar a carne bovina; e agora surgiu o “Café sem grão“.

Sobre o Café sem grão

A startup Atomo, de Seattle, criou a primeira xícara de café molecular do mundo. A bebida é feita totalmente sem grãos, parece e tem cheiro de café comum, mas não é. A maior diferença é que o produto foi projetado para ter um sabor mais suave e menos amargo. Mesmo sem possuir grãos de café, a bebida ainda contém cafeína, que é produzida a partir de ingredientes naturais.

A receita exata não foi divulgada, mas pode ter sementes de melancia ou cascas de sementes de girassol. A Atomo trabalhou junto com a desenvolvedora de alimentos Mattson para desenvolver o café. Os fundadores da empresa afirmaram que é preciso uma solução mais sustentável para ajudar a satisfazer o hábito diário de tomar café, devido aos efeitos crescentes das mudanças climáticas.

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Depois do "Leite sem vaca", vem agora o "Café sem grão"

Nosso café é como carne cultivada em laboratório é para carne convencional“, disse Jarret Stepforth, Ph.D., co-fundador e cientista-chefe da Atomo. “Estamos construindo café com os mesmos compostos exatos, assim como a carne à base de células é construída com a mesma proteína, gordura e assim por diante como a carne convencional.”

Dr. Stepforth, um cientista de alimentos com mais de 20 anos de experiência em empresas como Chobani, Campbell Soup Co. e McDonald’s, desenvolveu a ideia enquanto explorava novas formas de otimizar o café para reduzir sua amargura. Ele se juntou ao co-fundador e diretor executivo Andy Kleitsch, um empreendedor serial, e juntos eles reverteram o café para mapear os principais compostos que lhe dão seu aroma familiar, sabor, sensação bucal e cor.

Há cerca de 1.200 compostos agora, mas nem todos eles conferem a percepção do café“, disse o Dr. Stopforth. “Olhamos essa viagem do grão verde ao grão assado até o extrato e começamos a entender os componentes principais que compõem as grandes características.” Segundo o pesquisador, quanto mais investigavam a composição química do café, mais aprendiam sobre seu crescente impacto ambiental.

Abaixo você pode assistir uma matéria feita pelo canal de tecnoligia CNET, com os detalhes desta inovação.

Você também pode conferir a matéria completa sobre o Leite sem vaca, clicando na imagem abaixo.

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Conheça o “leite sem vaca” – empresas tentam recriar leite em laboratório

A pergunta que eu deixo à você, meu amigo leitor, é a seguinte: se podemos tomar uma boa xícara de café (se possível feito em fogão de lenha), beber um leite fresco tirado na hora e comer um bom churrasco com carne natural, porque substituir tudo isso por coisas artificias? Deixe a sua opinião nos comentários desta matéria.

Por: Vicente Delgado – AGRONEWS

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Bernardo

    10 de junho de 2021 às 08:00

    Que tal plantar o café em Sistemas Agroflorestais, na sombra, que é como a planta realmente gosta de viver, em vez de inventar um “café sem grãos”?
    Por favor, sejamos mais sensatos e coerentes tanto com a natureza quanto com as pessoas. O café não é o problema, o eucalipto também não, nem o milho, nem a soja… o problema é que áreas enormes são dedicadas somente a monoculturas, e portanto são degradadas em pouco tempo, ao contrário do que acontece nas agriculturas sintrópica e regenerativa, em que o solo se torna mais fértil a cada cultivo e manejo.

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