Mercado Financeiro

Dólar supera R$5 pela 1ª vez em meio a aversão a risco global

O dólar chegou a superar 5 reais na manhã desta quinta-feira, mas reduzia a alta após ação do Banco Central, com os mercados tomados pela aversão a risco depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, proibiu viagens da Europa para os Estados Unidos, agravando as preocupações sobre o impacto econômico do coronavírus

Às 10h25, o dólar avançava 3,65%, a 4,8931 reais na venda após dois leilões de dólar à vista pelo BC, mas chegou a tocar o recorde histórico de 5,0287 reais na máxima do dia.

O salto do dólar seguia restrições abrangentes de Donald Trump a viagens da Europa para os EUA, obrigando passageiros a remarcar voos e deixando os mercados globais em pânico conforme as medidas de prevenção contra a doença afetam as cadeias de suprimento globais, elevando os riscos de uma recessão econômica.

Siga-nos no facebook e instagram

“Hoje, os mercados financeiros dão sequência ao caos instalado em função da expansão do coronavírus pelo mundo”, disse em nota a Correparti Corretora.

“Ontem, a OMS reconheceu a enfermidade como uma pandemia, o que serviu para aprofundar o sentimento de fuga do risco pelos investidores. Além disso, a proibição dada pelo presidente norte-americano (…) serve para aprofundar ainda mais o desmonte dos mercados.”

No exterior, a cautela generalizada impulsionava o dólar contra boa parte das divisas arriscadas, como rand sul-africano, lira turca, peso mexicano, dólar australiano e iuan chinês, que avançavam entre 0,7 e 3,7%. Enquanto isso, iene japonês e franco suíço, ativos considerados seguros, ganhavam contra a moeda norte-americana.

Somado à tensão internacional, o “fato de Congresso e governo domésticos estarem em conflito aumenta pressão” sobre o real, de acordo com Jefferson Laatus, sócio fundador do grupo Laatus.

O Congresso Nacional derrubou na quarta-feira veto presidencial a projeto que amplia o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), em um momento de acirramento da relação entre o Congresso e o Executivo tendo como pano de fundo a disputa pelo controle de recursos relacionados ao Orçamento Impositivo.

Em meio à disparada da moeda norte-americana, o Banco Central realizou nesta quinta-feira leilão de venda à vista de até 2,5 bilhões de dólares, em que vendeu 1,278 bilhões, depois de cancelar o anúncio de venda de até 1,5 bilhão feito no dia anterior.

Depois de não conseguir vender o total da oferta, o BC anunciou novo leilão de até 1,25 bilhões em moeda à vista, vendendo apenas 332 milhões.

“O Banco Central não conseguiu vender tudo ofertado nos leilões porque não há demanda na ponta à vista. Está tendo demanda no (dólar) futuro, uma medida de proteção”, disse Jefferson Laatus.

“Muita coisa vai acontecer ainda no dia de hoje, e a tendência é ver o BC fazendo vários leilões.”

Na última sessão, a moeda norte-americana fechou em alta de 1,61%, a 4,7207 reais na venda, segunda mais alta cotação de fechamento da história. Esta é o 15° pregão de alta do dólar em 17 sessões.

AGRONEWS BRASIL – INFORMAÇÃO PARA QUEM PRODUZ

Leia também: https://agronewsbrasil.com.br/vaca-brasileira-entra-para-o-guinness-book-por-produzir-mais-leite-em-um-unico-dia/

Fonte: Reuters

Artigos relacionados
Mercado FinanceiroNotícias

Dólar abre o mês de maio em alta, acima de R$ 5,00

GeralNotícias

Governo de Santa Catarina cria linha de crédito para apoiar suinocultores independentes

GeralMercado FinanceiroNotícias

Real digital deve chegar em 2022, confira!

Mercado FinanceiroNotícias

O contexto inflacionário brasileiro e as implicações do conflito entre Rússia e Ucrânia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.