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Casos de “Vaca louca” não representam riscos à pecuária nacional, diz OIE

Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal – OIE, os casos confirmados de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) atípica ou “Vaca louca” não representam riscos para a pecuária nacional. Governo brasileiro estima que esta decisão fará com que a China retome as importações de carne bovina em breve.

A Organização Mundial de Saúde Animal – OIE manteve, nesta segunda-feira (06), o status do Brasil de país com “risco insignificante” para Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), mais conhecida por mal da vaca louca. A decisão foi anunciada dois dias depois de o Ministério da Agricultura ter confirmado a ocorrência de dois casos (04), em Minas Gerais e no Mato Grosso, de “origem atípica”, em que a causa é uma mutação em um único animal , e não por meio de da contaminação entre dois ou mais bovinos.

Com o laudo em mãos, o Ministério da Agricultura notificou os países importadores de carne bovina brasileira e suspendeu os embarques do produto para China. Com o posicionamento da OIE, a expectativa é que os chineses retomem em breve as encomendas do Brasil.

Com isso, diante dos resultados obtidos, esses casos foram concluídos por não representarem risco para a cadeia de produção bovina do país“, destacou o Ministério da Agricultura, em nota divulgada na tarde desta segunda-feira.

De acordo com o órgão, os animais foram atingidos de forma independente e isolada. Os casos foram confirmados pelo laboratório de referência internacional da OIE, localizado no Canadá, na última sexta-feira (03). Porém, somente no sábado, após as autoridades chinesas serem previamente informadas, a notícia foi divulgada para o público.

Casos atípicos

Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), estima-se que o período de suspensão das exportações para a China deve ser muito curto, de 15 a 30 dias. Dessa forma, não seria possível fazer estimativa dos prejuízos para os produtores mineiros de carne bovina.

Acordos internacionais determinam que qualquer país, diante de uma suspeita de ocorrência do mal da vaca louca, suspenda a venda de carne. O retorno ocorrerá assim que as autoridades chinesas avaliarem as informações sobre o registro dos casos identificados”, explica a secretaria.

O caso identificado em um frigorífico de Belo Horizonte se refere a uma fêmea bovina de aproximadamente dez anos. De acordo com a Seapa, a EEB atípica ocorre em bovinos de forma aleatória, espontânea e esporádica, e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados.

A população não precisa ficar abalada e deixar de consumir carne bovina por causa dos casos de “vaca louca” identificados nos dois Estados. As ocorrências foram consideradas atípicas, ou seja, não são transmissíveis a outros animais nem aconteceram por consumo de ração contaminada. A doença ocorre de maneira espontânea e esporádica, normalmente em animais mais envelhecidos.

Em 23 anos de fiscalização, apenas cinco casos de EEB atípica foram identificados no Brasil. A EEB clássica nunca foi registrada.

Parecer da OIE e retomada das exportações

Uma reunião com representantes dos governos do Brasil e da China, para a negociar a retomada das exportações ao país asiático, teria sido marcada para esta terça-feira, 7, com a participação da ministra Tereza Cristina, segundo informou a consultoria Agrifatto.

Abaixo você confere o parecer expedido pela OIE para Minas Gerais.

Casos-de-Vaca-louca-não-representam-riscos-à-pecuária-nacional---diz-OIE

Nota de esclarecimento

O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (INDEA-MT) informa que todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas, por este Instituto, antes mesmo da emissão do resultado final divulgado pelo laboratório de referência que registrou a ocorrência de caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina(EEB) – conhecida como o “mal da vaca louca”, em frigorífico de Nova Canaã do Norte, no estado.

Esclarecemos que o caso confirmado, a EEB atípica ocorre de maneira espontânea e esporádica e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados. Sendo assim, não há qualquer risco para a saúde humana e animal.

Após a confirmação, o Brasil, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) notificou oficialmente à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), conforme preveem as normas internacionais. Cumpre esclarecer que a OIE exclui a ocorrência de casos de EEB atípica para efeitos do reconhecimento do status oficial de risco do país.

Desta forma, o Brasil mantém sua classificação como país de risco insignificante para a doença.

Abaixo você confere o parecer expedido pela OIE para Mato Grosso.

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