Mercado Financeiro

Dólar recua ante moeda real nesta terça-feira após feriado

Dólar acompanha exterior e recua ante real com precificação de vitória de Biden

Dólar acompanha exterior e recua ante real com precificação de vitória de Biden

O dólar operava em queda acentuada contra o real nesta terça-feira, acompanhando o comportamento da divisa norte-americana no exterior em meio à precificação de uma vitória do democrata Joe Biden nas eleições norte-americanas.

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Enquanto isso, os mercados locais voltavam de um fim de semana prolongado de olho na notícia de que o Banco Central pode reavaliar sua orientação futura se houver piora do cenário fiscal.

Às 10h05, o dólar recuava 0,68%, a 5,6992 reais na venda, depois de ter caído a 5,6754 na mínima do pregão. O dólar futuro negociado na B3 caía 0,97%, a 5,695 reais.

Em uma das datas mais esperadas do ano, os cidadãos da maior economia do mundo irão às urnas para decidir o resultado da acirrada disputa entre o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ex-vice, Biden, que aparenta ter garantido alguma vantagem nos últimos dias.

Embora “ainda não (seja) possível definir um resultado concreto”, o time econômico da Guide Investimentos destacou em nota que “um mercado aparentemente mais otimista segue avaliando como boas as chances de uma ‘onda azul’, onde os democratas levam, além da presidência, a maioria nas Casas do Legislativo -– fato que auxiliaria na transição mais rápida do poder e, como consequência, a aprovação mais rápida de novos estímulos econômicos na maior economia do mundo.”

Flávio Serrano, economista-chefe do banco Haitong, disse à Reuters que “a percepção mais contemplada é de que Biden trará um dólar mais fraco”, embora tenha ressaltado que essa é uma visão incerta, que pode não se concretizar.

Uma pesquisa da Reuters mostrou que as moedas da América Latina devem avançar ligeiramente contra um dólar mais fraco com uma potencial vitória democrata nos EUA, mas desafios domésticos continuarão a pesar após uma retomada inicial.

Além disso, acrescentou Serrano, se a aversão a risco relacionada à disseminação da Covid-19 nas principais economias retornar ao foco dos mercados, o dólar pode subir novamente.

“Hoje temos um dia um pouco mais calmo, ajudando ativos de risco, mas, recentemente, os mercados foram afetados por medo de uma situação mais adversa na Europa em países com estágio mais avancado da doença.”

No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de pares fortes caía quase 0,5%, enquanto as moedas australiana, sul-africana e mexicana, cujo movimento o real tende a acompanhar, operavam em alta.

Enquanto isso, no Brasil, o foco ficava na ata do Copom, divulgada nesta manhã, que mostrou que o Banco Central pode reavaliar sua orientação futura se houver piora do cenário fiscal, destacando que a deterioração das contas públicas é uma das preocupações da autarquia.

O BC fará nesta terça-feira leilão de swap tradicional para rolagem de até 12 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021.

Na última sessão, na sexta-feira, o dólar à vista teve queda de 0,44%, para 5,7383 reais.

Por Reuters

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