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Por que só se fala em ESG?

O tema sustentabilidade voltou a fazer parte da pauta estratégica das organizações, agora com o nome de ESG – enviromental, social and governance (ambiental, social e governança, em tradução livre). E esse artigo vai esclarecer os principais tópicos desta nova onda sustentável.

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Tudo o que vivemos desde o começo de 2020 fez com o que o ESG se tornasse uma pauta recorrente e indispensável nas conversas estratégicas das organizações. Mais do que ter discursos bonitos de diversidade, inclusão, impacto social e ambiental, ética e compromisso com a redução de desigualdades, o tema é proposto atualmente como metas que as organizações precisam adotar para que o impacto sustentável da organização seja mensurado por meio de ativos financeiros tangíveis.

ESG

E aqui vai tudo o que você precisa saber sobre isso:

  • As mudanças climáticas têm se tornado cada vez mais severas: enchentes como as que aconteceram na China e na Alemanha no mês de julho, ondas de frio ou calor extremo, seca de reservas hídricas e crise de abastecimento elétrico são só alguns dos impactos das ações humanas no meio ambiente.
  • O capitalismo de stakeholders já é uma realidade: se antes as organizações se preocupavam unicamente com o que geraria mais lucros para seus acionistas, hoje não é bem assim que funciona. De acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto Akatu e a GlobalScan, 70% dos consumidores esperam que as empresas não agridam ao meio ambiente e 60% deles buscam consumir de empresas que agem para fazer do mundo um lugar melhor.
  • Além do consumo o capitalismo de stakeholders impacta na atração e retenção de talentos: o alinhamento de valores e propósitos das organizações com os valores e propósitos individuais de seus colaboradores gera maior engajamento e melhores resultados.
  • Há quem diga que é só uma moda para gerar mais lucros: e pode ser o caso de algumas empresas que usam de tendências como estratégias de marketing, mas isso não se sustenta com um estímulo cada vez maior às economias circulares e compartilhadas.
  • Quanto maior o impacto causado ao meio ambiente, maior o abismo social: desmatamentos e queimadas tornam o ar mais seco e poluído, diminuindo a possibilidade de chuva, o que gera crises hídricas e elétricas. Se o custo de energia elétrica e água sobem, sobe também o risco de racionamento, apagões e falta de água. Isso torna a produção de bens de consumo mais cara, gerando inflação, que, por consequência, aumenta as desigualdades sociais. Reduzir o impacto ambiental não é só reduzir a produção e o consumo de plástico e outros derivados de petróleo, mas considerar as pegadas de carbono e o acesso a direitos básicos como luz, água e saneamento.
  • O mercado financeiro já está se movimentando: a entrada de novos investidores em bolsas de valores e fundos de investimento faz com que as organizações se movimentem para trazer a pauta de ESG para o dia a dia, uma vez que ela faz com que o valor da empresa aumente.

Os impactos sociais, ambientais e culturais do que estamos vivendo atualmente é o que vai ditar como viveremos nos próximos 5, 10, 15, 20 anos. Por isso, se ESG ainda não é uma pauta aberta na sua estratégia, está na hora de começar a ser.

Por: UOL Edtech

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