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Se prêmios da soja caírem mais, produtor perde o ganho cambial. Hora de vender

Também nessa coluna, mercado de crédito para o produtor tem uma nova opção para ser analisada, sem garantia de fazenda; e vaca louca diplomática?

Por Giovanni Lorenzon – AGRONEWS®

O dólar está com propulsão de alta, mesmo que oscile um dia ou outro para baixo. Passa dos R$ 5,40. Enquanto isso, os prêmios internos da soja, sobre as cotações de Chicago, estão em queda.

Na faixa de 190 pontos, contra 220 da semana anterior, e com tendência a perder mais força, na medida em que a oferta americana da safra vai aumentando, e o plantio no Brasil avança.

Há uma boa perspectiva para o produtor fazer dinheiro. Vender o grão.

Como pensa o analista Vlamir Brandalizze, se os prêmios caírem mais, anula o ganho cambial que o exportador pode ter agora.

São cerca de 25 milhões de toneladas da soja velha ainda não vendida. E é possível pensar também em antecipar vendas da soja nova, a da safra 21/22, em semeadura.

Alisson Dias, presidente da Safra Grãos, trading de mercado interno, operando a partir de Goiás, viu nesta terça (28) um grande movimento na sua mesa de operações.

Os clientes correndo atrás de vendas estavam com muito apetite.

Claro, ainda tem quem possa segurar soja para a virada do ano, quando os preços devem voltar a subir um pouquinho, mesmo que a safra brasileira esteja começando a ser colhida. E ainda torcendo para o dólar continuar sua escalada.

Isso porque a China vai precisar buscar 21 milhões de toneladas, até lá, para suprir seus estoques.

Mas, para os produtores menos capitalizados talvez a ordem de venda agora seja uma boa opção.

Como se costuma dizer, cavalo encilhado na porteira não pode deixar de ser montado.

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Dinheiro privado com consultoria de garantia

O banco digital WTK Agro é jovem, opera a partir de Florianópolis, e está prestes a fechar o ano com quase 500 mil contas.

O negócio da empresa é só crédito para o produtor. E está crescendo.

Por quê? Porque não exige garantias de propriedades e nem de produção dos tomadores.

A exigência mínima é o cliente apresentar direitinho sua proposta e o banco entender o negócio.

Marlon Ferreira, diretor de marketing, diz que o WTK leva até 40 dias para liberar o financiamento.

Mas os produtores entendem, porque sabem que isso ajuda, na medida em que a equipe técnica o auxilia a corrigir os pontos falhos.

Agora, o WTK vai estender essa consultoria durante todo o tempo no qual o cliente está atrelado.

Mais uma forma de ajuda para o produtor se precaver.

Desde consultoria agronômica à consultoria econômica e comercial, bola pra frente.

As linhas são para máquinas e equipamentos, para custeio de safra, para sustentabilidade e tecnologia, entre outras, com taxas de 6 a 14% ao ano.

Só não tem consultoria contra clima, naturalmente.

E o banco não tem frescura. Financia de R$ 1 mil a milhões.

E diz ter cerca de R$ 50 bilhões disponíveis para oferecer.

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Contaminação diplomática

Não temos como não falar da vaca louca, de novo. Mas rapidamente.

Por que até agora a China não voltou a importar carne bovina?

O Mapa não responde, mas se começa a ver que o caso está embrulhado por contaminação diplomática.

A China estaria fazendo corpo mole para descontar as críticas do governo brasileiro, mais ainda depois da pandemia. Não precisamos esmiuçar. Todo mudo acompanha.

Em 2019, no caso da vaca louca do Mato Grosso, a China levantou o embargo depois de 13 dias.

Agora, lá se vão quase 30 dias.

Não há nenhum impedimento técnico. Não há dúvida que os casos foram de doença atípica, sem contágio.

Então….

AGRONEWS® – Informação para quem produz

 
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