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Especialista aponta eficiência produtiva em áreas de arroz irrigado

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arroz irrigado

Tema fez parte de painel sobre mercado do arroz e da soja realizado pela Federarroz

A importância do agronegócio na economia brasileira foi um dos temas abordados no painel “Cenários de Curto e Longo Prazo para o Arroz e a Soja” realizado de forma online pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), nesta quarta-feira, 25 de fevereiro. O painel previsto para a 31ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas foi adiado devido ao vendaval ocorrido no dia 10 de fevereiro em Capão do Leão que paralisou a programação. O palestrante foi Carlos Cogo, consultor em Agronegócios na Cogo Inteligência em Agronegócio e a mediação ficou a cargo do produtor rural Gilberto Pilecco.

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O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, afirmou no início da apresentação que a entidade lutou muito e teve muita coragem em realizar a Abertura Oficial da Colheita do Arroz em um momento de pandemia. “Temos a convicção de que é nossa obrigação oferecer as ferramentas para que o produtor continue ativo e com sustentabilidade em seus negócios”, enfatizou.

Ao iniciar sua palestra, Cogo destacou que neste momento em que as economias estão sendo retomadas e a vacinação contra a Covid-19 avança gradualmente em vários países do mundo, os alimentos estão passando por um processo de alta. Ressaltou que o índice de preços do grupo das oleaginosas, cereais, carne, leite e açúcar está deflacionado em níveis reais mais altos desde 2014. “As cotações das commodities agrícolas nas bolsas internacionais em dólares já ultrapassaram agora em 2021 os níveis pré-pandemia com a soja subindo 22,3%, o arroz 10,5% e o milho 31,4%”, informou.

Santa Catarina dá início à colheita do arroz com lançamento de novo cultivar

O especialista disse que o mesmo ocorreu com o petróleo, o que acabou favorecendo as cotações do milho, soja, algodão e dos biocombustíveis, mas que também impactou nos preços dos fertilizantes e defensivos. “Por isso, os produtores já estão fazendo a compra dos insumos para a próxima temporada”, explicou Cogo, destacando que a evolução dos preços no mercado interno, em reais, registrou ganhos devido à questão cambial, com a desvalorização do real em 25% em 12 meses somada à alta das commodities em dólares. “Por exemplo, o preço do arroz ganhou 75% e o da soja 92%”, observou.

Cogo também falou sobre as exportações lembrando que o Brasil exportou em 2020 U$101 bilhões no agronegócio e importou U$ 13 bilhões, deixando saldo na balança comercial de U$ 88 bilhões. Segundo ele, com esta marca o Brasil se torna o maior exportador líquido global do agronegócio, inclusive superando os Estados Unidos. “O segundo melhor desempenho foi do arroz com 46% de exportações a mais em volume. Isto é uma tendência. Já a soja teve um crescimento de 12%”, explicou.

De acordo com o especialista, o agronegócio colaborou no ano passado com 26% do PIB brasileiro, é a maior colaboração desde 2005, o que mostra o grande crescimento do setor em relação a outros setores da economia. Já o Valor Bruto da Produção mostra uma projeção para 2021 com um cenário ainda melhor que o de 2020, com um faturamento que deverá romper a marca de R$ 1 trilhão, crescimento de quase 12% em comparação à 2020.

Em relação à área de arroz no Brasil, Cogo informou que houve uma queda, passando dos 6 milhões de hectares no início dos anos 80, para a faixa de 1,7 milhão, ou seja, neste período de 4 décadas, a área caiu 74% e a produção cresceu 15%. Já a produtividade média puxada pelas áreas de arroz irrigado cresceu 336%. Cogo ressaltou que este crescimento demonstra eficiência produtiva. No Rio Grande do Sul, também houve queda na área de arroz com uma expressiva expansão da soja na Metade Sul do Estado. “Este balanço gerou um reequilíbrio no setor, tornando novamente viável a competitividade da produção de arroz irrigado naquela região”, ressaltou.

O consultor em agronegócios também falou sobre a queda de consumo per capita do arroz. Disse que nos anos 80 o brasileiro consumia 50,1 Kg de arroz por habitante/ano e que em 2019 este consumo caiu para o nível mais baixo, 32,4 Kg, mas se recuperou em 2020. “A ajuda emergencial do governo federal no ano passado foi toda canalizada para o consumo de produtos da cesta básica onde se inclui o arroz”, salientou.

No encerramento do painel, o presidente da Federarroz afirmou que ao somar os resultados da soja e do arroz fica muito clara a importância da participação da oleaginosa na propriedade. Colocou que a soja realmente aumenta a fertilidade do solo e a produtividade e, consequentemente, diminui o custo de produção. Velho disse, ainda, que os produtores precisam racionalizar as suas áreas, atualizar os custos de produção e ter cuidado com os investimentos. “Tenho a convicção que neste novo normal a sociedade brasileira terá um reconhecimento muito maior ao agronegócio, percebendo o quanto vale em tempos de pandemia não faltar alimentos no supermercado. E a Federarroz se orgulha em alavancar este protagonismo que o Estado tem na produção nacional de arroz”, concluiu. O painel contou com o patrocínio da Ihara.

Por Rejane Costa/AgroEffective

AGRONEWS – Informação para quem produz

Notícias

Grupo de Trabalho é criado em busca de encontrar alternativas para evitar aumento de ICMS para os fertilizantes

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fertilizante

Uma audiência pública discutiu nessa segunda-feira (19) o aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os fertilizantes. Esses insumos, utilizados na produção agrícola, foram excluídos da renovação do benefício previsto pelo Convênio 100/97 e serão tributados de forma gradativa, partindo de 1% até 4% em 2025.

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A proposta da discussão proposta pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), da Câmara dos Deputados, é buscar alternativas para reverter a taxação. O evento reuniu representantes do governo federal e do setor produtivo.

O vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Neri Geller (PP-MT) informou a AGRONEWS BRASIL que é veementemente contra qualquer tipo de aumento de tributo ou taxação sobre um setor que já está sobrecarregado e tem sido o principal garantidor da balança comercial brasileira. “É andar completamente na contra mão de tudo que já fizemos e já avançamos para garantir a sobrevivência econômica dessa atividade”, disse que Geller.

O deputado federal Jerônimo Goergen (Progressista-RS), autor do requerimento da audiência pública, ressaltou que caso não avance a Reforma Tributária em 2021, nos próximos anos teremos a elevação dos tributos nos insumos. O parlamentar destaca ainda que o momento pede um debate mais profundado sobre os impactos nos custos de produção e os reflexos da proposta do reajuste sobre a inflação e o preço dos alimentos.

Estudos apontam que por exemplo, os fertilizantes e defensivos compõem praticamente metade dos custos de produção da soja. “ Foi criado um grupo de trabalho interministerial, envolvendo todas as frentes, governo, câmara e produtores, que vai elaborar um Plano Nacional de Fertilizantes. Mas, caso seja aprovada a Reforma Tributária esse assunto pode ser solucionado definitivamente”, conclui Goergen.

O Plano Nacional de Fertilizantes tem o objetivo de aumentar a produção e oferta de fertilizantes nacionais (adubos, corretivos, condicionadores), além de reduzir a dependência dos produtos importados e ampliar a competitividade do agronegócio no mercado internacional.

Veja também como foi a Audiência Pública realizada hoje!

Aumento de ICMS nos fertilizantes
Clique na imagem para assistir a live realizada na manhã desta segunda-feira(19)

Por: Márcio Moreira – AGRONEWS

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Opinião

Poesia: O autodidata

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poesia autodidata

Dedico estes versos a todos que aprenderam a aprender, são criativos, resistem aos padrões impostos, e estão sempre propondo o amanhã.

O que é o autodidata?
Os lampejos de uma genialidade indisciplinada.
Os raios de um globo de plasma eletrizado.
As bromélias do cerrado incendiando a mata.
O diamante bruto nunca lapidado.
A obra de uma vida, a cada instante.

O que é o autodidata?
Muitas vidas e nenhuma, ao mesmo tempo.
A criatividade randômica, a efetividade relativa.
O sábio que salva a cidade, sendo depois esquecido.
A rebeldia obstinada e a perspectiva divergente.
O olhar alternativo e a resistência aos padrões.

O que é o autodidata?
Um olhar renovado sobre tradições antigas.
A ojeriza ao lugar comum.
A rígida disciplina da contravenção metódica.
A incessante busca da voz, ao invés dos ecos.
Uma vida honoris causa.

O que é o autodidata?
A oficina do meu pai no quintal de casa.
Os jogos de xadrez no corredor do Campus.
Trancar-se no quarto esmurrando a parede.
Matar aula para estudar na biblioteca.
O olhar iluminado, de Anninha, minha filha.

Manoel Delgado Júnior
Poesia: O autodidata 1

Por: Dr. Manoel G. Delgado Júnior – Diretor do IBAA Cuiabá

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Notícias

Amigo produtor, atenção para o início da vacinação contra febre aftosa

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febre aftosa

Deverão ser vacinados 170 milhões de bovinos e bubalinos de todas as idades, na maioria dos estados brasileiros

A primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2021 começa no dia 1º de maio. Nessa etapa deverão ser vacinados bovinos e bubalinos de todas as idades, para a maioria dos estados brasileiros, conforme o calendário nacional de vacinação. Ao todo, espera-se imunizar cerca de 170 milhões de animais. 

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Dos 21 estados que realizam a imunização dos animais neste período, no Amazonas e em Mato Grosso participam apenas os municípios que ainda não suspenderam a vacinação, enquanto no Espírito Santo ocorrerá para bovinos e bubalinos com até 24 meses de idade.

As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina.

https://agronews.tv.br/receita-de-cupim-na-panela-de-pressao/

Além de vacinar o rebanho, o produtor deve também declarar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração de vacinação deve ser realizada de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reforça que devem ser adotadas medidas de cuidado com a Covid-19 para a garantia da manutenção dos compromissos com as zonas reconhecidas como livre de febre aftosa com vacinação perante a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

Em caso de dúvidas, a orientação é procurar o órgão de defesa sanitária animal de seu estado.

AGRONEWS – Informação para quem produz

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