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Estado do Paraná amplia liderança como maior produtor de peixes de cultivo do Brasil

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Mesmo ante os reflexos causados pela pandemia do novo coronavírus, atividade cresceu 11,5% no Estado, em 2020, com produção de 172 mil toneladas pescadas

A piscicultura do Paraná continua sua trajetória de, ano a ano, conquistar resultados que permitem consolidar a sua soberania nacional. Mesmo ante os reflexos causados pela pandemia do novo coronavírus, a atividade cresceu 11,5% no Estado, em 2020, com produção de 172 mil toneladas pescadas. Absoluto como principal produtor de peixes de cultivo no país, o Paraná ainda ampliou sua liderança no ranking: produziu 130% mais que São Paulo, o segundo colocado. De quebra, a organização da cadeia produtiva e a disponibilidade de lâminas d’água em abundância trazem uma perspectiva para lá de positiva. A tendência para os próximos anos é de que a piscicultura paranaense continue crescendo, levando cada vez mais peixe à mesa de consumidores brasileiros e de outros países.

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Os dados constam do Anuário Peixe BR 2021, que traz um mapeamento da atividade em todo o país em relação ao ano anterior. Segundo o levantamento, o setor teve um início de 2020 difícil. As vendas despencaram mesmo na Semana Santa, considerada o “Natal” da piscicultura, preocupando os diversos elos da cadeia produtiva. Na segunda metade do ano, no entanto, a atividade decolou. Foi o melhor semestre desde o começo da série histórica (2014). Com a recuperação, a produção brasileira cresceu 5,9%, chegando a 802,8 mil toneladas. Sozinho, o Paraná responde por 21% deste montante, o que atesta a força da atividade no Estado. Além disso, em 2020, pela primeira vez a piscicultura ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão gerados em Valor Bruto de Produção (VBP).

“A nossa piscicultura tem se estruturado, com um nível de profissionalização, como referência nacional. Isso é resultado de um esforço integrado dos elos da cadeia, que têm investido e se qualificado e, por outro lado, oferecido um produto competitivo e de qualidade. Temos espaço para crescer”, ressalta o presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette.

Tilápia: o carro-chefe

O bom desempenho da piscicultura no Paraná está diretamente relacionado à tilápia, considerada o carro-chefe da atividade no Estado. A espécie começou a ser produzida no interior ainda na década de 1980, mas em pequena escala. Por ser um peixe com muito espinho, os produtores enfrentaram entraves na comercialização naqueles primórdios. Na década de 1990, no entanto, o produto passou a ser vendido em filés, agregando valor. Uma das viradas que contribuiu para a profissionalização do setor ocorreu no início dos anos 2000, quando as cooperativas passaram a apostar na tilápia. Com isso, a atividade ganhou em escala e atraiu novos produtores.

Hoje, 96,5% dos peixes de cultivo produzidos no Paraná (166 mil toneladas) são tilápia – o que corresponde a um terço da produção nacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado tem 24,6 mil produtores de tilápia, a maioria com produção voltada a cooperativas, como a C.Vale e a Copacol. O Anuário também atribui o crescimento da piscicultura no Paraná à desburocratização do licenciamento ambiental, já que a atividade se desenvolve no Estado, principalmente, em tanques escavados de pequenas e médias propriedades.

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“Inúmeros fatores ajudam a explicar a liderança absoluta do Paraná. Temos uma estrutura fundiária com pequenas propriedades com grande número de nascentes, acesso a insumos de alimentação e uma forte estrutura cooperativista, além de acesso a crédito”, diz Guilherme Souza Dias, técnico do Departamento Técnico Econômico (DTE) da FAEP. “A tilápia é o ‘nelore’ das águas. Ou seja, é uma espécie rústica, de crescimento acelerado e com atributos zootécnicos que a tornam adaptável. Tem uma versatilidade produtiva e de consumo. Vai bem do sashimi ao ceviche”, acrescenta.

O administrador e analista do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), Edmar Gervásio, destaca que as cooperativas intensificaram sua capacidade de produção e de processamento em 2020, o que foi decisivo para o avanço da piscicultura. Para o especialista, esse foco industrial na produção tem papel determinante para que toda a cadeia produtiva se desenvolvesse, a ponto que o Estado conquistar destaque em âmbito nacional.

“Na última década, especialmente, a atividade passou a ter foco industrial. Tendo como líderes as cooperativas, a piscicultura se torna um negócio em crescimento ano após ano”, define.

Investimento como trampolim

A supremacia do Paraná também se traduz nos investimentos do setor. Em 2020, os piscicultores paranaenses contrataram R$ 152 milhões em crédito – mais de um terço do total contratado no país. O Estado também lidera o acesso a financiamento para investimentos, com R$ 29 milhões captados no ano passado para expansão das atividades. Para os especialistas, o acesso a recursos de financiamento da atividade está diretamente relacionado à solidez e ao profissionalismo do setor. Em razão disso, a expectativa é de que a piscicultura continue em expansão no Paraná.

Paraná de olho no mercado internacional

Um dos novos olhares para os próximos anos deve ser a exportação. Hoje, o Paraná é o terceiro no ranking de Estados que mais embarcam tilápia para outros países. Mesmo assim, a expansão impressiona: só no ano passado, as vendas externas aumentaram 32%. Essas operações se dão a partir de logísticas bem ajustadas, para o peixe chegue ao destino ainda fresco, em 48 horas. Em novembro do ano passado, o Boletim Informativo detalhou a logística de embarque de tilápias a Miami, nos Estados Unidos, por meio de aviões.

“O mercado de tilápia no Paraná cresce pelo menos 10% a cada ano. Em 2020, não foi diferente, mesmo com os desafios sanitários. A expectativa para os próximos anos é que cresça ainda mais, porque a indústria está investindo pesado, além de gerar mais empregos, oferecer boa remuneração”, aponta Edmar Gervásio, do Deral.

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“As perspectivas são de crescimento. Temos um potencial gigantesco de produção e espaço para consolidar a tilápia no mercado internacional. Além disso, temos espécies tropicais que o mundo não conhece, que também podem ser boas alternativas internacionais”, diz Guilherme Dias, DTE da FAEP.

Oeste do Paraná: a “capital” da tilápia

Paralelamente a outras atividades agropecuárias, o produtor rural Valcir Zanini cultiva tilápias há mais de dez anos, em Cascavel, Oeste do Paraná. “No começo, eu criava peixe mais por gosto, para o nosso consumo mesmo”, relembra. Nos últimos anos, com apoio da prefeitura, Emater e Sindicato Rural de Cascavel, os piscicultores da região passaram a se organizar. Em 2018, criaram a Associação dos Aquicultores do Oeste do Paraná (AquiOeste). De lá para cá, a entidade ganhou corpo. E não é para menos: segundo o Anuário da Peixe BR, o Oeste do Paraná responde por 90% da tilápia produzida no Paraná.

“Hoje, a associação tem 48 produtores de tilápia. Mas temos outros 50 se cadastrando para começar na atividade, esperando o licenciamento e a outorga da água”, diz Zanini, presidente da AquiOeste. “Nós temos um potencial enorme de crescimento. Temos 60 hectares de lâminas d’água aproveitados pela piscicultura. Mas Cascavel tem 600 hectares que ainda podem ser usados na atividade. É uma boa oportunidade, um setor que vem remunerando bem”, acrescenta.

Em Palotina, também na região Oeste, Edmilson Zabott cultiva tilápias há 23 anos. Como um dos pioneiros, acompanhou o desenvolvimento da cadeia produtiva. Hoje, ele produz 280 toneladas por ano. O produtor – que também se dedica à avicultura – fala com orgulho da potência que a região se tornou na piscicultura e das perspectivas para o setor nos próximos anos.

“O grande produtor de peixes de cultivo no Brasil chama-se Oeste do Paraná. Somos a capital. Palotina se destaca pelo volume de lâminas d’água, mas não é só: todos os municípios da região, juntos, permitem esse destaque. Foi essa força conjunta que fez com que a gente estruturasse a cadeia produtiva”, aponta. “Tivemos o primeiro abatedouro de peixes do Brasil. Depois, aumentamos a tecnificação e a produção. Agora, com as cooperativas fomentando o setor produtivo, temos um produto ainda melhor, mais competitivo e em maior volume”, acrescenta.

Além das cooperativas, Zanini destaca a atuação da Emater e do SENAR-PR para a consolidação da cadeia produtiva na região. Segundo o presidente da AquiOeste, ambas as entidades levaram conhecimento técnico, por meio de consultorias e de cursos de qualificação oferecidos aos produtores da região. Ele diz que cerca de 150 piscicultores da região já frequentaram capacitações – a mais recente, uma capacitação que abordou novos tratos para tilápias.

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“No início, muitas pessoas pensavam que era só escavar um tanque e encher de peixes. Tem que acompanhar diariamente o PH, o oxigênio, os nitritos, fazer alimentação no horário certo. O SENAR-PR e a Emater foram e têm sido fundamentais na profissionalização dos produtores da nossa região”, diz. “Quando passar a pandemia, vamos trazer um curso do SENAR-PR para ensinar as cozinheiras de hotéis, restaurantes e as merendeiras a fazerem novos pratos com peixe. Tudo isso ajuda a movimentar o setor”, aponta.

Energia e alimentação são gargalos para o setor

Apesar do bom momento e das perspectivas alvissareiras, a piscicultura do Paraná ainda tem que superar alguns entraves, relacionados aos custos de produção. Um deles é a energia elétrica, já que a produção de peixes depende de aeradores – equipamentos que mantêm a oxigenação dos tanques no período noturno –, que precisam ficar ligados das 19 horas às 7 horas do dia seguinte. Recentemente, o governo do Paraná tornou lei a Tarifa Rural Noturna, que concede desconto de 60% na tarifa da energia consumida em unidades rurais, das 21h30 às 6 horas. O desconto é limitado a 6 mil kilowatts/hora (kw/h).

“Para o piscicultor, o desconto é insuficiente. Todo produtor gasta pelo menos 25 mil kw/h. A gente precisa que o governo entenda que a energia é um dos nossos principais custos de produção e que a piscicultura é importante para a economia do Estado”, destaca o produtor Edmilson Zabott.

A alimentação dos peixes também tem pesado no bolso do produtor. A ração tem como principais insumos o milho e a soja – que vêm com as cotações nas alturas. Por isso, se o piscicultor não se organizar e fizer a gestão do negócio, pode perder renda lá na frente. Para o produtor Valcir Zanini, o segredo é acompanhar o mercado bem de perto. “Hoje, o custo que mais aumentou é o da ração. O produtor tem que ter tudo na ponta do lápis, para não tomar susto”, observa.

Além disso, os produtores que ainda não são integrados podem ter dificuldades – e perder dinheiro – na hora da comercialização. Como o ciclo de produção da tilápia é de nove meses, a recomendação é de que os piscicultores pensem com antecedência na destinação do produto final. Uma boa dica são os contratos prévios de comercialização.

“Em anos anteriores, tivemos produtores que levaram calote de alguns aventureiros que vinham, compravam o peixe e, depois, não pagavam. O produtor que cria por conta pode apostar nos contratos de comercialização, que dão uma segurança. Tem que pensar na comercialização, porque quando o peixe está pronto, o produtor tem um custo desnecessário de deixá-lo no tanque”, disse.

​​​​​​​Por Sistema FAEP/SENAR-PR

AGRONEWS – Informação para quem produz

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Centro-Oeste não é contemplado pelo Experiências do Brasil Rural

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O que era para apoiar e promover o turismo rural no país, acabou por excluir Mato Grosso, expoente celeiro agrícola e de riquezas naturais, assim como os demais estados e o Distrito Federal, que compõem a região central brasileira.

A lista dos oito roteiros pré-selecionados para participarem do projeto “Experiências do Brasil Rural”, iniciativa que é resultado da parceria entre os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Turismo (MTur), junto à Universidade Federal Fluminense (UFF). Ao todo, participaram da primeira fase do processo seletivo 52 propostas que contemplavam as quatro cadeias produtivas priorizadas para o projeto: queijo, vinho, cerveja e frutos da Amazônia.

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Geraldo Donizeti Lucio
Geraldo Donizeti Lucio

Para o agente técnico da EMPAER de Mato Grosso, Geraldo Donizeti Lucio, que é especialista em Turismo Rural, o edital de seleção do MAPA, automaticamente eliminou nosso estado, por não ter um roteiro formatado com as características propostas, que são muito presentes nas regiões sul e sudeste do país. “ Dos 27 estados, apenas 52 experiências foram apresentadas em todo o país”, afirmou Geraldo.

As cadeias produtivas do vinho, queijo, cerveja e frutos da Amazônia foram escolhidas pelo MTur e pelo MAPA a partir de políticas públicas e priorizações dos dois ministérios, cujo objetivo é promover o fortalecimento da agricultura familiar no turismo por meio do incentivo à promoção e comercialização de produtos e serviços da agricultura familiar no turismo. Além disso, foram critérios para definição das cadeias produtivas, o potencial de desenvolvimento de atividades de turismo relacionadas a elas; sua distribuição territorial – visando abranger uma maior diversidade de regiões com o projeto – bem como, buscou-se priorizar o apoio a cadeias sensíveis, que são as mais sujeitas à concorrência com produtos internacionais no mercado interno.

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O projeto “Experiências do Brasil Rural” integra uma série de medidas realizadas pelo governo federal para fomentar o turismo rural, segmento considerado crucial na retomada das atividades turísticas no contexto pós-pandemia.

Leopoldo Nigro
Leopoldo Nigro

Para empresário do setor hoteleiro, Leopoldo Nigro, que integra o Trate Turístico de Mato Grosso, as queimadas no pantanal e a pandemia foram os dois super vilões que detonou a estrutura financeira dos equipamentos turísticos na região da maior planície alagada do mundo. “Juntos (fogo e pandemia) desmontaram as equipes que estavam treinadas, hoje os profissionais do turismo estão em outros segmentos econômicos, por que muitos hotéis e pousadas fecharam e houveram muitas demissões”, disse Nigro. Ele ressaltou ainda que no atual governo estadual está tendo um movimento diferente em relação a melhoria da infraestrutura que sinaliza positivamente para turismo.

Caso Mato Grosso tivesse sido contemplado pelo “Experiências do Brasil Rural”, com certeza representaria para o setor turístico uma ajuda a estabilizar a economia local e cria negócios e empregos diretos e indiretos. “Infelizmente, o edital precisava ser mais abrangência, faltou contemplar outras cadeias produtivas do agronegócio”, ressaltou Geraldo, que citou os municípios que já tem um roteiro definido para o turismo rural, por exemplo, Rondonópolis, Cáceres, Campos, Nova Mutum, Barão de Melgaço e Mirassol d’Oeste. ”Nós temos aqui também no pantanal um tipo de turismo rural bem diferente da região sul e sudeste”. Dessas cidades mato-grossenses, ele destacou Nova Mutum e Campo Verdes, que já definiram um roteiro de turismo rural tecnológico. “

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Quando questionado sobre a diferença dos dois roteiros estruturados (turismo rural e o turismo agrotecnológico), a turismóloga Leidiane Viegas definiu o que o turismo rural está diretamente ligado a agricultura familiar, afazeres do campo, nele o visitante busca o contato direto com a natureza, a rotina no campo, culturas locais, e valoriza-se a hospedagem domiciliar em um ambiente totalmente rural, com destaque para a experiência a ser vivida no local. Já o turismo agrotecnológico está diretamente ligado ao conjunto de atividades turísticas decorrentes de visitas técnicas e encontros de interesse profissional, institucional, comercial, técnico, científico e social relacionados à cadeia de valor e à tecnologia do agronegócio.

Leidiane Viegas, que atualmente é presidente da Associação Turística do Portal do Agronegócio, que abrangendo 10 municípios (Sinop, Nova Mutum, Lucas do rio Verde, Sorriso, Nova Ubiratã, Tapurah, Cláudia, Santa Carmem, Novo Horizonte do Norte e Porto dos Gaúchos), destacou que esses municípios, juntos, somam quase 63 mil quilômetros quadrados, o equivalente a 7% do estado de Mato Grosso. E que o PIB dos municípios que compõem o Portal do Agronegócio tem um índice de crescimento de 44% a mais que o estadual e, 145% maior que o nacional. Além do destaque no setor do agro, os municípios que são destinos principais, possuem infraestrutura de serviços, aeroportos, hotéis, restaurantes, agências de viagens, locadoras de veículos, entre outros. Já os municípios que são destinos secundários, possuem bom acesso, além de atrativos nas mais variadas áreas.

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Leidiane destacou ainda que no Portal do Agronegócio existem inúmeros atrativos turísticos, tanto naturais, quanto de negócios, com propriedades rurais com grande infraestrutura para receber visitantes. “Atualmente quem mais visita esse tipo de atrativo são possíveis investidores, empresários que já estão ou desejam ingressar na atividade econômica da qual o atrativo faz parte”, acrescentou Viegas.

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Conforme a listagem, foram selecionados oito roteiros turísticos localizados prioritariamente entre os 158 municípios componentes das 30 rotas prioritárias do Investe Turismo, sendo contempladas quatro macrorregiões brasileiras. Na região Norte, a rota “Amazônia Atlântica”, situada nas cidades de Bragança, Curuçá e Augusto Corrêa, no Pará, aposta na disponibilização de experiências na pesca e na degustação de queijos artesanais, farinhas de mandioca e frutas orgânicas. Já na região Nordeste, o roteiro “Terra Mãe do Brasil”, oferta aos turistas de Porto Seguro (BA) a experiência em meio à natureza e o desfrute de novos sabores.

Na região Sudeste, o destaque foi para a cadeia produtiva do queijo, que está representada nas rotas “Agroturismo” (ES), “Rota do Queijo – Terroir Vertentes” (MG) e “Rota Gourmet das Terras Altas da Mantiqueira’ (MG). Já na região Sul, a cadeia produtiva do vinho está evidenciada nos roteiros “Ferradura dos Vinhedos” (RS), “Caminhos do Campo” (SC) e “Farroupilha Colonial” (RS).

Por Márcio Moreira – AGRONEWS

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Vazio Sanitário: prazo para colheita da soja é dia 15 de maio

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Produtores devem se preparar para o período de 10 de junho a 10 de setembro, quando é proibido semear ou ter planta viva, para o controle da ferrugem asiática

No dia 15 de maio, Paraná dá início ao combate à ferrugem asiática da soja. Nesta data termina o prazo para a colheita ou dessecação da oleaginosa, com o objetivo de preparar as áreas de cultivo para o vazio sanitário, período no qual é proibido semear ou manter plantas vivas de soja no campo.

A medida visa reduzir a sobrevivência do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, e evitar a possibilidade de ocorrência da doença durante a safra. No Paraná, o vazio sanitário acontece no período de 10 de junho a 10 de setembro, sendo 9 de junho o prazo final para a eliminação de plantas vivas nas propriedades rurais.

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Atualmente, a ferrugem asiática é considerada a principal doença da soja, devido à rapidez com que se dissemina nas plantas e seu potencial destrutivo. O clima úmido e temperaturas amenas favorecem o desenvolvimento do fungo, que se propaga facilmente pelo vento e pode incidir em qualquer estágio da cultura. Dependendo da intensidade e severidade da doença, os danos podem causar perdas de produtividade de até 90%.

Por isso, em um período de 90 dias, nenhuma planta de soja deve existir nas lavouras paranaenses. “O fungo causador da ferrugem asiática precisa da planta de soja para sobreviver. Portanto, o vazio sanitário é importante para evitar a disseminação, reduzir sua presença no ambiente e garantir o retardamento dos primeiros focos na próxima safra. A principal forma de controle é o manejo precoce”, destaca Ana Paula, do Sistema FAEP/SENAR-PR.

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De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, a doença possui um custo médio de US$ 2,8 bilhões por safra no Brasil, incluindo métodos de controle e prejuízos com perdas. O Paraná é um dos Estados que mais sofrem com a ferrugem asiática no país. No ciclo 2020/21 foram registradas 100 ocorrências da doença em planta, atrás apenas do Rio Grande do Sul, com 138.

A pesquisadora da Embrapa Soja, Claudine Seixas, reforça que o controle da ferrugem asiática começa antes mesmo do início do vazio sanitário, com a eliminação de plantas que possam servir de hospedeiro para o fungo. Quanto mais cedo a doença chega nas lavouras, maiores são as chances de severidade e, consequentemente, de perdas expressivas. “O vazio sanitário aliado ao monitoramento dos esporos significa adiamento seguro das aplicações de fungicida. Com essas informações, o produtor vai poder fazer o controle no momento adequado”, acrescente.

As determinações e prazos estão previstos na Portaria 342 de 2019, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), e seu cumprimento é obrigatório. Os produtores rurais que não cumprirem as recomendações estão sujeitos à aplicação de multas e, em casos mais graves, interdição da propriedade.

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Além do vazio sanitário, as estratégias de manejo da doença incluem a utilização de cultivares precoces e a semeadura no início da época recomendada, para que o fungo não ataque plantas muito jovens e a doença se desenvolva com mais severidade; o uso de cultivares com genes de resistência e de fungicidas.

Controle

A utilização de coletores de esporos (estrutura do fungo com alta capacidade de proliferação e que dá início à doença) tem se consolidado como uma técnica confiável para aperfeiçoar o manejo da ferrugem asiática nas lavouras. O coletor é um equipamento que detecta os esporos do fungo e auxilia técnicos e produtores na tomada de decisão sobre o momento da aplicação de fungicida.

A técnica inibe as chamadas “pulverizações calendarizadas”, que obedecem a um cronograma previamente definido, realizadas mesmo sem saber se há presença do fungo na lavoura. As aplicações desnecessárias acarretam em aumento do custo de produção, além de reduzir a eficácia dos fungicidas.

“A identificação dos esporos permite a realização do manejo precoce com uso adequado de fungicidas. E evitar que os produtos disponíveis no mercado percam eficiência de controle”, afirma Ana Paula Kowalski, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Há três safras, os sojicultores paranaenses contam com o serviço Alerta Ferrugem, que monitora a ocorrência dos primeiros esporos de ferrugem asiática nas lavouras de soja. O Alerta Ferrugem fornece informações que auxiliam na decisão sobre o melhor momento para a aplicação de fungicidas – que não seja de forma precoce, que leva ao desperdício de produto, ou tardia, comprometendo a produtividade. Com isso, o uso de agroquímicos obedece a critérios estritamente técnicos, levando em consideração três fatores: lavouras no período de florescimento, presença de esporos na região e ambiente favorável para o desenvolvimento da doença.

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“Os dados são um indicativo de que o fungo está circulando no ambiente. É um alerta para subsidiar os agricultores e assistência técnica com relação ao momento em que a doença está entrando nas lavouras”, explica Edivan José Possamai, coordenador estadual do Programa Grãos do IDR-Paraná. “A cada três aplicações de um agricultor que não usa as informações do Alerta Ferrugem, o que usa faz apenas uma aplicação”, relata.

De acordo com Possamai, a ferramenta também mostra a importância do vazio sanitário, pois, quanto há cumprimento correto da medida, a doença aparece mais tardiamente nas lavouras. Na safra 2020/21, foram registradas 208 confirmações de esporos, de 249 coletores instalados em propriedades estrategicamente selecionadas nas regiões produtoras no Estado.

Por Sistema FAEP/SENAR-PR

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MAPA

Mapa publica zoneamento agrícola da soja para safra 2021/2022

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O plantio é mais intenso nos meses de outubro e novembro. A divulgação das portarias foi antecipada para auxiliar no planejamento da safra

Foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12) as portarias de Nº 110 a 125 com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2021/2022, para o cultivo da soja. Nesta publicação, as unidades da federação contempladas foram: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

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A soja adapta-se melhor a temperaturas do ar entre 20ºC e 30ºC. A temperatura ideal para seu crescimento e desenvolvimento está em torno de 30ºC. A faixa de temperatura do solo adequada para semeadura varia de 20ºC a 30ºC, sendo 25ºC a temperatura ideal para uma emergência rápida e uniforme.

Zarc

O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

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O modelo agrometeorológico considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

https://agronews.tv.br/safra-de-feijao-podera-ter-quebra-de-ate-40-devido-clima/

Complementarmente, no zoneamento da soja, também é considerado o risco fitossanitário causado pela ferrugem asiática da soja, pois o Zarc leva em conta as recomendações de instituições de pesquisa e órgãos estaduais sobre medidas de manejo que incluem o período de vazio sanitário e o calendário de plantio.

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android

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Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos” .

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