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Estudantes vivenciam esportes praticados por pessoas com deficiência

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Faltando uma semana para o encerramento das etapas regionais, os Jogos Escolares da Juventude propiciaram, apenas neste ano, experiências de crescimento pessoal a quase sete mil jovens atletas. Além da competição esportiva entre escolas, o evento trouxe práticas para que os estudantes pudessem conhecer atividades desportivas praticadas por pessoas com deficiência, como o futebol para cegos e o basquete em cadeira de rodas.

As Vivências Paralímpicas, como são chamadas, permitiram que os atletas tivessem a oportunidade de conhecer as complexidades da pessoa com deficiência, ajudando a desfazer estigmas, velhos conceitos e preconceitos. Um espaço reservado no local de refeitório conjunto se transforma em quadra de vivência de inclusão e de respeito às diferenças.

A experiência levada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) aos Jogos Escolares também tem o objetivo de ajudar a propagar as atividades de inclusão de pessoas deficientes no esporte a todos os municípios mato-grossenses. 

Em Pontes e Lacerda, município-sede da etapa regional Sudoeste que termina nesta quarta-feira (03.07), as práticas de vivência inclusiva têm tido uma grande participação do estudantes que são orientados a falar sobre a atividade quando retornarem aos seus municípios de origem.

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“A ação é bastante procurada aqui nos Jogos em Pontes e Lacerda, o pessoal está sendo muito participativo. Orientamos para que esses garotos e garotas repliquem a experiência e o que sentiram, nas escolas, para colegas, professores e para possíveis conhecidos que possuam alguma deficiência física. Temos o interesse de que mais pessoas no Estado, em todas as faixas etárias, possam usar o esporte como aliado para aprender a lidar com sua deficiência física”, destaca o superintendente de Esporte e Lazer da Secel, Rodrigo de Camargo Siqueira.

Jovens sendo orientados pelo superintendente Rodrigo Camargo em jogo de basquete em cadeira de rodas

Modalidade pioneira no desporto Paraolímpico no Brasil, o basquetebol em cadeira de rodas, é a maior atração da vivência. A maioria dos estudantes quer saber como fazer e testar suas habilidades na cadeira adaptada ao esporte. Para começar o treino, a equipe da Secel responsável pela atividade orienta cada participante sobre as possibilidades de deslocamentos, como o corpo se organiza na cadeira e sobre a necessidade de conciliar o controle da cadeira ao manuseio da bola. 

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Praticado a partir da década de 50 no país, o esporte exige, além da bola e da tabela de basquete, cadeiras de rodas com aro fixado à sua roda. “É esse aro que, pelo toque, define a intensidade do deslocamento, direção e frenagem da cadeira. Após os toques dados na cadeira, o jogador precisa quicar, passar ou arremessar a bola”, explica o coordenador de Esportes de Inclusão da Secel, Luiz Benedito Pinto Filho, mais conhecido como Tamba.

A atividade de vivência paralímpica também será levada para a etapa da competição escolar na região Nordeste, que será realizada em Porto Alegre do Norte, de 05 a 10 de julho.

Participação nas Paralimpíadas Escolares

Mato Grosso também se prepara para participar da etapa nacional da Paralimpíadas Escolares 2019, que ocorrerá em São Paulo/SP, no período de 18 a 23 de novembro. A competição organizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro é a maior do mundo para pessoas com deficiência em idade escolar.

A delegação mato-grossense contará com participantes nas modalidades de goalball, bocha, basquete 3×3 em cadeira de rodas e voleibol sentado, atletismo, natação, judô, tênis de mesa e tênis de campo em cadeira de rodas. O Estado será representado por equipes de esportes paralímpicos de Alta Floresta, Paranatinga, Tangará da Serra, Sorriso, Rondonópolis, Primavera do Leste, Sinop, Campo Verde, Várzea Grande e Cuiabá. 

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“Neste ano a delegação mato-grossense será representada por cerca de 60 atletas paralímpicos. Mas sabemos que muitos outros talentos podem ser despertados no Estado. É para ajudar na divulgação dessa possibilidade que temos essa atividade de vivência durante os Jogos Escolares e também estamos nos reunindo com instituições que podem contribuir conosco, como a Associação das Primeiras-damas de Mato Grosso e outras. Nosso objetivo é aumentar a participação de pessoas com deficiência no esporte, tanto de forma competitiva como de socialização”, esclarece Tamba, coordenador de Esportes de Inclusão da Secel.

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