fbpx
conecte-se conosco

Geral

Exclusivo: Em vídeo, Pres. do IBRAFE faz desabafo sobre o setor Feijoeiro

Publicado

em

Marcelo Lüders - IBRAFE

Em entrevista exclusiva ao portal AGRONEWS, o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão – IBRAFE desabafa e explica os detalhes sobre a Carta Aberta ao Setor Feijoeiro, publicada nesta sexta-feira (19) pela instituição, assista a entrevista no final desta matéria.

Quando você olha para o aspecto de consumo, ele (o feijão) também é uma causa social…”, estas são afirmações de Marcelo Eduardo Lüders – pres. do IBRAFE, que faz um desabafo sobre a situação atual do setor feijoeiro no Brasil.

Para entender melhor o teor da entrevista e a situação que se encontram os produtores de feijão, veja um trecho do texto publicado na Carta Aberta ao Setor Feijoeiro: “Com esta carta aberta, vocês, 1 milhão de produtores de Feijão do Brasil, com a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Feijão, do MAPA, e com os melhores profissionais da produção, alinhados aos empacotadores, exportadores, corretores, à imprensa e outras boas empresas e instituições que nos apoiam, estão convocados a se juntar aos esforços também da atuante Câmara Setorial do Feijão de São Paulo, ao atuante CBFP – Conselho Brasileiro do Feijão e Pulses – e à ABRAFE – Associação Brasileira das Indústrias de Feijão. Junte-se a nós. Solicitaremos uma reunião extraordinária de nossa Câmara Setorial, sob o MAPA, e convidaremos todos a participar. E, mais uma vez, não pequem por omissão. Ainda dá tempo de salvar muitas vidas.” O link para ler este material na íntegra está no final da matéria.

Leia também:  Anvisa inicia inspeção de laboratórios do agro para produzir vacinas contra Covid-19

Setor Feijoeiro uma causa social

Durante a entrevista, Lüders relembra que o feijão é a mais barata das proteínas, com menor impacto ambiental e que esta presente na maioria das casas, principalmente das pessoas de baixa renda. Mas tudo isso pode estar comprometido com a política de preços aplicada no setor. “Quando você olha para o aspecto de consumo, ele (o feijão) também é uma causa social. Qual classe social no Brasil não consome feijão? o milionário?… Eu diria pra você o seguinte, nem o milionário deixa de consumir feijão, o que muda é a frequência, isso sim. A frequência nas classes sociais menos favorecidas é maior, precisa ser maior, É A DIFERENÇA ENTRE A VIDA E A MORTE.

Segundo o presidente do IBRAFE, a ministra Tereza Cristina já sinalizou ouvir as reinvindicações do setor após ter recebido a Carta Aberta, e por isso há um agendamento para uma audiência pública com Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Feijão, que acontecerá no dia 30 de março, as 14h, de forma online. No vídeo ele faz um apelo para que todos os produtores, entidades e população em geral participe deste momento. “O que eu quero de prático, leia a Carta Aberta e informe-se. A resposta do Ministério foi imediata, reunião no dia 30 de março, às 14h, online, você não precisará ir até Brasília, você precisará clicar em um link, a reunião será aberta a todos os produtores brasileiros, todos. E a Câmara Setorial garante que se as sugestões dos produtores brasileiros não forem possíveis de serem todas ouvidas durante esta audiência, a Câmara Setorial do Ministério da Agricultura com o apoio do Conselho Brasileiro do Feijão e do IBRAFE, vai responder a cada email, cada sugestão vai ser analisada. Então participe!“, conclama Marcelo Lüders.

Leia também:  Colheita de milho de verão 2020/21 atinge 78,6% no Brasil, afirma SAFRAS

Abaixo você pode assistir a entrevista completa e lembre-se de escrever nos comentários qual a sua opinião sobre os preços do feijão.

Link para ler o texto completa da Carta Aberta ao Setor Feijoeiro: CARTA ABERTA

Perfil do entrevistado

Marcelo Eduardo Lüders é natural do Rio Negro (PR), é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão – IBRAFE e consultor da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Feijão do Ministério da Agricultura desde 2006. Atua como diretor da Correpar – Corretora de Mercadorias desde 1994. É especialista em feijão e corretor da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) desde 2002, além de editor do boletim diário Só Feijão desde 1995. Desde 2008, é membro do GPC Global Pulses Confederation. É o mentor e organizador do Fórum do Feijão, evento anual. Atua também como broker internacional, em especial de feijões, gergelim, pipoca ervilhas, palestrante sobre a cadeia produtiva e consultor de comercialização de feijões, pulses colheitas especiais.

Por: Vicente Delgado – AGRONEWS

#feijão #setor feijoeiro #ibrafe #agronews #agro #feijoeiro #produtores de feijão #carta aberta

Leia também:  Integrar criação de peixes com hortaliças economiza 90% de água e elimina químicos

MAPA

Mapa publica zoneamento agrícola da soja para safra 2021/2022

Publicado

em

soja

O plantio é mais intenso nos meses de outubro e novembro. A divulgação das portarias foi antecipada para auxiliar no planejamento da safra

Foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12) as portarias de Nº 110 a 125 com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2021/2022, para o cultivo da soja. Nesta publicação, as unidades da federação contempladas foram: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Siga-nos: Facebook | Instagram | Youtube

A soja adapta-se melhor a temperaturas do ar entre 20ºC e 30ºC. A temperatura ideal para seu crescimento e desenvolvimento está em torno de 30ºC. A faixa de temperatura do solo adequada para semeadura varia de 20ºC a 30ºC, sendo 25ºC a temperatura ideal para uma emergência rápida e uniforme.

Zarc

O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

Leia também:  Sol reaparece no Rio de Janeiro predominando neste fim de semana

O modelo agrometeorológico considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

https://agronews.tv.br/safra-de-feijao-podera-ter-quebra-de-ate-40-devido-clima/

Complementarmente, no zoneamento da soja, também é considerado o risco fitossanitário causado pela ferrugem asiática da soja, pois o Zarc leva em conta as recomendações de instituições de pesquisa e órgãos estaduais sobre medidas de manejo que incluem o período de vazio sanitário e o calendário de plantio.

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android

Leia também:  Anvisa inicia inspeção de laboratórios do agro para produzir vacinas contra Covid-19

Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos” .

AGRONEWS – Informação para quem produz

Continue lendo

Mercado Financeiro

Safra de Feijão poderá ter quebra de até 40% devido clima

Publicado

em

feijão

Estamos sob influência do fenômeno climático “La Niña”, que vem influenciando o clima desde o início desta safra. Excesso de chuvas em algumas regiões e longos períodos de estiagem em outras prolongaram a safra do milho e da soja, atrasaram o plantio de Feijões e interferiram negativamente na produtividade da safra.

O meteorologista, Luiz Renato Lazinski, explica que o “La Niña” é um fenômeno que interfere no clima em várias partes do mundo. “Aqui no centro sul do Brasil ele provoca bloqueios na atmosfera, não permitindo que as frentes frias avancem com regularidade pelo continente, com isso, as chuvas ocorrem de maneira muito irregular e abaixo da média, intercalando períodos curtos com muita chuva, com períodos maiores de pouca ou nenhuma precipitação. Esse é o cenário que estamos observando ao longo desta safra de verão e agora ao longo da safrinha”.

Siga-nos: Facebook | Instagram | Youtube

Em anos como este, as ondas de frio chegam mais cedo e prolongam-se até mais tarde e com uma intensidade muito maior. A chance de ocorrência de geadas precoces e tardias, nas áreas mais altas do centro sul do Brasil é muito grande.

https://agronews.tv.br/feijao-ibrafe-alerta-produtor-pare-de-perder-dinheiro/

O engenheiro agrônomo Cristiano de Almeida Dias, da região de Nepomuceno, em Minas Gerais, afirma que essa interferência climática está gerando reflexos nas colheitas recentes. Segundo ele, o plantio de milho e soja se estendeu além do habitual, atrasando o início do plantio de Feijão, que foi prejudicado também pela previsão de pouca chuva, que fez com que alguns produtores optassem por plantar trigo.

Leia também:  Anvisa inicia inspeção de laboratórios do agro para produzir vacinas contra Covid-19

“Começamos as colheitas na nossa região há 10 dias e temos observado uma quebra entre 30 e 40% de produtividade devido à falta de chuva. Muitos produtores já têm começado a reclamar das baixas produtividades”, sinalizou Dias.

Ele destaca ainda que regiões de Goiás e do Triângulo Mineiro têm plantado Feijões para exportação, como o Rajado e Caupi, diminuindo consideravelmente as áreas de Feijão-carioca.

Alternativas

Para driblar as intempéries climáticas os produtores podem adotar técnicas que amenizam os efeitos adversos do clima, como: escalonamento de plantio, uso de variedades mais resistentes a estiagem, plantio direto e enraizamento mais profundo.

“Em anos como este, as lavouras irrigadas têm um desenvolvimento muito melhor que as lavouras de sequeiro e, consequentemente produtividades melhores que as de sequeiro. A melhor solução para anos como este seria utilizar sistemas de irrigação, mas sabemos que nem todos têm essa possibilidade”, lembrou Lazinski.

Dias reforça que a técnica de plantio direto ajuda bastante a minimizar esses problemas, mas é um processo que deve ser implantado aos poucos, considerando as peculiaridades de cada região, com a demanda de alguns anos para a implantação e verificação da efetividade.

Leia também:  Safra de Feijão poderá ter quebra de até 40% devido clima

Por Ibrafe

AGRONEWS – Informação para quem produz

Continue lendo

Notícias

Agropecuária brasileira é reconhecida por sua sustentabilidade na Convenção-Quadro das Nações Unidas

Publicado

em

boi

No documento que faz referência ao Brasil, são citados o sistema integração lavoura pecuária floresta, a agricultura de precisão e a tecnologia baseada em ciência

O sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e a agricultura movida a ciência para uma produção com baixa emissão de carbono já comprovaram seus resultados para a produção sustentável da agropecuária brasileira. O reconhecimento, agora, vem pela Convenção-Quadro das Nações Unidas em relatório publicado em abril no âmbito da reunião de Koronivia para a agricultura. O UNFCCC é o tratado internacional resultante da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento.

Siga-nos: Facebook | Instagram | Youtube

No documento que faz referência ao Brasil, são citados o sistema integração lavoura pecuária floresta, como responsável por contribuir com a segurança alimentar e o desenvolvimento socioeconômico; a agricultura de precisão e a tecnologia baseada em ciência, que elevaram a produtividade e reduziram em 50% o preço dos alimentos, contribuindo com a segurança alimentar, o desenvolvimento sustentável e a renda dos agricultores.

O Secretariado da UNFCCC destacou ainda que a produtividade brasileira aumentou 386% e a área agrícola apenas 83%, o que significa a preservação de 120 milhões de hectares de floresta. “A chave para isso foi o investimento do Brasil em políticas públicas relevantes e tecnologia de base científica”, diz o texto, ressaltando a promoção da agricultura, baseada na intensificação sustentável; a inovação tecnológica; a adaptação às mudanças climáticas; e a conservação dos recursos naturais. Ainda de acordo com o relatório, “o Brasil pretende continuar esses esforços e usar oportunidades de cooperação intercâmbio de conhecimento e apoio multilateral como estratégias-chave para alcançar o desenvolvimento sustentável e a segurança alimentar”.

Leia também:  Feijão: ferramenta de software permite ter maior produtividade no setor

O Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) é um grande expoente da adoção de tecnologias para a produção com o compromisso de redução de gases de efeito estufa. Executado de 2010 a 2020, o Plano ABC registrou resultados bem-sucedidos, tornando-se referência mundial de política pública para o setor. Para a próxima década, o ABC+ reestrutura os conceitos e estratégias, mantendo o compromisso com a sustentabilidade na produção de alimentos, fibras e energia, promovendo resiliência e aumentando a produtividade e renda dos sistemas agropecuários de produção, permitindo ainda redução de emissões de gases de efeito estufa.

ILPF

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é outro fator para a produção sustentável, na medida em que promove a recuperação de áreas de pastagens degradadas agregando, na mesma propriedade, diferentes sistemas produtivos, como os de grãos, fibras, carne, leite e agroenergia. Busca melhorar a fertilidade do solo com a aplicação de técnicas e sistemas de plantio adequados para a otimização e a intensificação de seu uso.

https://agronews.tv.br/entrevista-com-o-senador-wellington-fagundes-o-agro-no-combate-ao-covid-19/

A integração também reduz o uso de agroquímicos, a abertura de novas áreas para fins agropecuários e o passivo ambiental. Possibilita, ao mesmo tempo, o aumento da biodiversidade e do controle dos processos erosivos com a manutenção da cobertura do solo. Aliada a práticas conservacionistas, como o plantio direto, se constitui em uma alternativa econômica e sustentável para elevar a produtividade de áreas degradadas.

Leia também:  Safra de Feijão poderá ter quebra de até 40% devido clima

Dessa forma, permite a diversificação das atividades econômicas na propriedade e minimiza os riscos de frustração de renda por eventos climáticos ou por condições de mercado.

Articulação

O desenvolvimento da atividade agrícola brasileira, consolidada a partir de inovações tecnológicas e científicas se dá em articulação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que também comentou a citação do Brasil pela UNFCCC.

“Trata-se de uma citação importante para o Brasil, porque representa o reconhecimento do valor da pesquisa agropecuária em benefício do desenvolvimento nacional, que dá visibilidade à ciência agrícola brasileira como referência mundial”, diz o pesquisador da Embrapa Gustavo Mozzer, que integra a equipe do Núcleo de Políticas Globais (Polg), da Gerência de Relações Estratégicas Internacionais (Grei), da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire), responsável pela coordenação do trabalho, com o apoio do Portfólio de Mudança do Clima.

Mozzer lembra que no ano passado foram encaminhadas duas importantes submissões ao processo de negociação na UNFCCC. Uma delas sobre temas relacionados à pecuária e aspectos socioeconômicos dos sistemas de produção agrícola e a segunda com foco no diálogo sobre terra e oceanos e do reforço de ações voltadas à mitigação e adaptação às mudanças do clima que ocorreu durante a COP virtual no final de 2020. “Além disso, no contexto da Conferência das Partes (COP) virtual, foi realizado um workshop, organizado no contexto das negociações relacionadas à agricultura (trabalho conjunto de Koronivia), com a participação da equipe brasileira na organização de uma apresentação oral registrada no resumo elaborado pelo secretariado”, explicou.

Leia também:  Piscicultura tem grande potencial de expansão em Mato Grosso, aponta Sedec

O Koronivia é uma instância importante nas negociações sobre agricultura, dentro da UNFCCC, que busca valorar a importância da agricultura e da segurança alimentar na agenda de mudanças climáticas.

AGRONEWS – Informação para quem produz

Continue lendo


Tendências