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Exportações de carne bovina foram recorde em 2022

De acordo com o Indea, em 2022 Mato Grosso registrou incremento de 5,85% no número de bovinos abatidos ante a 2021, registrando recorde nas exportações de carne

No acumulado de 2022, foi alcançado o total de 4,98 milhões de cabeças abatidas (+5,85% no comparativo anual), o que inverteu o cenário de redução no total de animais abatidos dos últimos anos.

A conjuntura de forte retenção de fêmeas ocorrida em 2020 e 2021 refletiu na intensificação do descarte de matrizes em 2022 (o incremento no abate de fêmeas foi de 14,56%, enquanto o de machos variou apenas +0,74% ante a 2021). Esse movimento é observado pelo abate de fêmeas com mais de 36 meses,
que aumentou 13,21% no comparativo anual, e totalizou 990,77 mil cabeças abatidas.

Para o ano de 2023, a participação de fêmeas no abate pode ser ainda maior, reflexo da grande oferta de animais de reposição no mercado, aliada à pressão observada na cotação do boi gordo.

De acordo com a análise do Cepea da semana anterior, “Em 2023, novamente, as vendas externas devem seguir influenciando os valores domésticos, mas a demanda interna e, sobretudo, a tendência de recuperação da oferta do boi no campo tendem a ser importantes fundamentos para o comportamento do preço”.

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Exportações de carne bovina em 2022 atinge o maior patamar da série histórica

exportações de carne

Apesar da forte pressão nas cotações do boi gordo – o indicador fechou a média anual com redução de 4,09% ante a 2021, o ano de 2022 foi um marco para as exportações de carne bovina brasileira. De acordo com os dados divulgados pela Secex, o volume total de proteína bovina exportada pelo país foi 25,23% maior que em 2021 – em números, o incremento foi de 553,19 mil TEC (toneladas em equivalente de carcaça).

Em nível de estado, foram movimentadas 605,44 mil TEC em Mato Grosso – maior volume da série histórica, já em receita, foi alcançado cerca de 2,75 bilhões de dólares, o acréscimo foi de 59,31% no comparativo anual de exportações de carne bovina.

Em função da mudança nos hábitos alimentares, a China se manteve com uma forte demanda pela proteína bovina e continuou na liderança do ranking das exportações mato-grossenses, com o share de 64,12%.

Por Daniele Balieiro com informações do Imea

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