Alta demanda eleva fretes agrícolas no Paraná
O cenário logístico para o escoamento da produção agrícola no Paraná tem apresentado desafios recentes. Segundo o Boletim Logístico de agosto, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os fretes para o transporte de grãos em diversas regiões do estado registraram variações em julho. Essa movimentação de preços está diretamente ligada ao aumento da demanda por transporte, impulsionado pela necessidade de armazenagem por parte de grandes empresas do setor, como tradings, cooperativas e cerealistas.
A combinação de uma oferta de armazenagem já escassa com uma forte procura pelos grãos acabaram por gerar um aumento nos custos de frete, algo que pegou muitos produtores de surpresa.
Entendendo o Aumento nos Fretes de Grãos no Paraná
A Conab, em seu relatório, detalha como a dinâmica do mercado impactou os custos logísticos. A elevada procura por espaço em armazéns, seja para grãos já negociados ou para estoque estratégico, intensificou a concorrência pelos caminhões disponíveis. Essa pressão, somada à movimentação da safra, resultou em uma elevação nos valores cobrados pelo frete, afetando diretamente a rentabilidade do produtor rural.
É um reflexo direto da lei da oferta e da procura, onde um aumento na demanda por um serviço essencial, como o transporte de grãos, sem um aumento correspondente na oferta, leva inevitavelmente a um repasse nos custos.
Variações Específicas por Cultura e Região
As particularidades do mercado de cada grão e as distintas características regionais do Paraná também se refletem nos dados da Companhia. Para a soja, por exemplo, observou-se um aumento significativo nos fretes em diferentes polos produtivos. Em Cascavel, a alta foi de 11,11%; em Campo Mourão, chegou a 13,33%. Já em Ponta Grossa, o percentual foi ainda mais expressivo, atingindo 61,64%. No caso do milho, os embarques com destino ao Rio Grande do Sul tiveram um aumento de 8%, enquanto os direcionados ao importante porto de Paranaguá registraram uma elevação de 13,33%.
Comercialização e o Impacto nos Fretes
A taxa de comercialização das safras também é um fator crucial na movimentação dos fretes de grãos. De acordo com a Conab, a safra 2024/25 de milho já teve 81,3% de sua produção negociada, e a soja da primeira safra alcançou 68,6% de comercialização.




