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Mapa e Cooperação Alemã anunciam projeto para expandir a comercialização de produtos da Amazônia

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O investimento previsto é de 5 milhões de euros. Iniciativa busca incentivar o desenvolvimento da bioeconomia sustentável e inclusiva na Amazônia

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ, anunciaram uma nova parceria para a execução do Projeto Bioeconomia e Cadeias de Valor. A iniciativa busca expandir a comercialização de produtos de cooperativas e associações comunitárias nas cadeias de valor prioritárias para o desenvolvimento da bioeconomia sustentável e inclusiva na Amazônia.

O projeto conta com recursos do Ministério Federal Alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento, que assegurou 5 milhões de euros para a execução das atividades. As ações do projeto foram iniciadas este mês, começando pela fase técnica, e acontecem até março de 2024. Serão beneficiadas cooperativas e associações de quatro estados da Amazônia: Acre, Pará, Amazonas e Amapá.

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“Os recursos são resultado das negociações intergovernamentais Brasil-Alemanha sobre cooperação para o desenvolvimento sustentável, que iniciamos em outubro de 2019, durante uma missão da delegação brasileira, na Alemanha, chefiada pelo embaixador e diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Ruy Pereira. O resultado foi a assinatura de acordos de cooperação técnica e financeira com o governo alemão para o desenvolvimento de iniciativas voltadas para a bioeconomia”, ressalta o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke.

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A proposta é trabalhar no marco dos programas de Bioeconomia e Sociobiodiversidade do governo federal e nas políticas públicas de comercialização, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com o objetivo de incluir produtos da biodiversidade nessas políticas e programas.

“Ao buscar expandir a comercialização dos produtos da bioeconomia, fortalecendo empreendimentos comunitários, estamos valorizando o trabalho de pequenos agricultores, ribeirinhos e extrativistas que vivem da comercialização de produtos da sociobiodiversidade, impulsionando a geração de renda para essas famílias e, o mais importante, com sustentabilidade e manutenção dos recursos naturais”, explica Schwanke.

O projeto atuará em cinco áreas. Além de melhorar as estruturas para a bioeconomia sustentável e inclusiva da Amazônia, a iniciativa quer tornar mais fácil para empresas a compra de produtos de cooperativas e associações das comunidades envolvidas nas atividades.

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Também serão desenvolvidas ações para aumentar as capacidades empreendedoras das organizações atendidas pelo projeto, assim como atividades para promover a qualificação profissional.

Outra área de atuação do projeto visa melhorar o acesso às fontes de financiamento público e privado para cooperativas e associações de comunidades locais, assim como pequenas e médias empresas da bioeconomia sustentável e inclusiva.

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A diretora de Projetos da GIZ, Tatiana Balzon, conta alguns detalhes das atividades a serem executadas. “A inovação do projeto fica por conta dos temas, como formação profissional em gestão de empreendimentos coletivos, por meio de parcerias com universidades, institutos federais e casas família agrícola. Dessa forma, pretendemos ter maior capacidade para formar capital humano nesses empreendimentos. Outra inovação é a área de financiamento público e privado para bioeconomia, que pretende apoiar na divulgação e articulação do Programa Nacional da Agricultura Familiar, o Pronaf, e de fundos de investimentos privados que atendam as cadeias de valor da sociobiodiversidade”.

Resultados já alcançados

O Projeto Bioeconomia e Cadeias de Valor dará continuidade a ações já desenvolvidas a partir da parceria entre o Mapa e a Cooperação Alemã. É o caso do projeto Mercados Verdes e Consumo Sustentável, que, entre outubro de 2016 e julho de 2020, contribuiu para ampliar o acesso aos mercados para os produtos da biodiversidade e da agroecologia provenientes da agricultura familiar e comunidades tradicionais da Amazônia. Levantamentos do projeto mapearam, de um lado, 341 cooperativas e associações, de outro, 170 empresas potenciais compradoras de seus produtos.

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Além de dar mais visibilidade a produtos sustentáveis da Amazônia, a iniciativa contribuiu para gerar renda. Apenas entre 2017 e 2019, a receita das cooperativas e associações da região amazônica cresceu 25%. Para garantir a participação desses atores no projeto, foram criadas 5 câmaras estaduais de comercialização e 2 espaços setoriais para discutir as cadeias de valor da Sociobiodiversidade, além da implementação de políticas públicas de comercialização como: PNAE, PAA e PGPM-Bio e a criação de políticas estaduais de agroecologia e produção orgânica.

As atividades de capacitação também tiveram impacto direto no faturamento de pequenas organizações. Com a formação oferecida pelo projeto, 225 servidores públicos responsáveis por compras institucionais de alimentos passaram a considerar produtos sustentáveis da agricultura familiar local em aquisições, como, por exemplo, para a merenda escolar. Como consequência, foram viabilizadas 20 chamadas públicas que geraram vendas de 5,5 milhões de euros para agricultores familiares.

O Projeto Mercado Verdes e Consumo Sustentável foi promovido em colaboração com o Consórcio Eco Consult/Ipam.

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Mapa publica zoneamento agrícola da soja para safra 2021/2022

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soja

O plantio é mais intenso nos meses de outubro e novembro. A divulgação das portarias foi antecipada para auxiliar no planejamento da safra

Foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12) as portarias de Nº 110 a 125 com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2021/2022, para o cultivo da soja. Nesta publicação, as unidades da federação contempladas foram: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

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A soja adapta-se melhor a temperaturas do ar entre 20ºC e 30ºC. A temperatura ideal para seu crescimento e desenvolvimento está em torno de 30ºC. A faixa de temperatura do solo adequada para semeadura varia de 20ºC a 30ºC, sendo 25ºC a temperatura ideal para uma emergência rápida e uniforme.

Zarc

O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

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O modelo agrometeorológico considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

https://agronews.tv.br/safra-de-feijao-podera-ter-quebra-de-ate-40-devido-clima/

Complementarmente, no zoneamento da soja, também é considerado o risco fitossanitário causado pela ferrugem asiática da soja, pois o Zarc leva em conta as recomendações de instituições de pesquisa e órgãos estaduais sobre medidas de manejo que incluem o período de vazio sanitário e o calendário de plantio.

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android

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Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos” .

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Agentes financeiros podem se manifestar para operar com recursos do Funcafé

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As instituições interessadas devem encaminhar a proposta de contratação de recursos até o dia 14 de maio

A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou chamada pública às instituições financeiras integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural que se interessem em operar os recursos do Funcafé na safra 2021/2022. O Funcafé conta com R$ 5,95 bilhões.

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O aviso foi publicado nesta segunda-feira (3) no Diário Oficial da União. As instituições financeiras interessadas deverão encaminhar a proposta de contratação de recursos para o endereço eletrônico [email protected] até o dia 14 de maio.

https://agronews.tv.br/veja-nomes-para-cavalos-e-eguas/

Os documentos exigidos para habilitação são: Comprovação de autorização do Banco Central do Brasil para operar crédito rural; Certidão Positiva com Efeitos de Negativa de Débitos Relativos a Tributos Federais e à Dívida Ativa da União; Certidão de Regularidade do FGTS; Certidão de Regularidade do Cadastro de Inadimplentes junto ao Governo Federal (CADIN); Estatuto Social e Ata de eleição da diretoria atual com indicação de competência para firmar contratos com a União ou procuração pública aos signatários da instituição a firmarem contrato com a União.

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Mapa publica zoneamento agrícola do arroz de sequeiro e irrigado safra 2021/2022

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arroz

Cumprir as recomendações do Zarc é obrigatório para enquadramento no Proagro e PSR

Foram publicadas no Diário Oficial da União desta segunda-feira (26) as portarias com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2021/2022, para o cultivo de arroz de sequeiro no Distrito Federal e nos seguintes estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, e para o cultivo de arroz irrigado em São Paulo, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

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O plantio do arroz pode ser feito em todas as regiões do Brasil, em variadas condições climáticas. O cereal é bastante exigente em umidade do solo e só se desenvolve normalmente quando sujeito a longos períodos de luz e temperaturas adequadas. O modelo agroclimático aplicado ao estudo de Zarc, permitiu a identificação de datas de plantio mais favoráveis, por níveis de riscos, a partir de análises térmicas e hídricas.

Proagro e PSR

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só permitem o acesso ao crédito rural para cultivos em áreas zoneadas e para o plantio de cultivares indicadas nas portarias de zoneamento.

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Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android

Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”

Capacitação

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