Unidade do Sistema Campo Limpo do município de Nova Bandeirante será gerenciada pela Araband. Material pode ser entregue a partir de 1º de junho.
Inaugurado nesta quarta-feira(11), o posto de recebimento de embalagens vazias de defensivos agrícolas de Nova Bandeirantes. A unidade do Sistema Campo Limpo, programa brasileiro de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, deve atender aproximadamente dois mil produtores rurais e será gerenciada pela Araband (Assoc. Rev. Prod. Agrotóxicos e Afins, e Recolhimento Armaz. Emb. Vazias de N. Band. – MT). Todo material entregue pelos produtores será encaminhado para a central do SCL de Sinop (MT). A instalação do posto contribui para manter o Brasil como referência e liderança mundial no setor. No país, 94% das embalagens plásticas primárias comercializadas retornam para o Sistema.
O Sistema Campo Limpo foi estabelecido pela Lei Federal 9.974/00, que instituiu o conceito de responsabilidade compartilhada na logística reversa de embalagens vazias e que determina obrigações para cada elo da cadeia produtiva agrícola, envolvendo desde os fabricantes e distribuidores até os produtores rurais, com apoio do Poder Público. Seu funcionamento tem início já na compra do produto pelo agricultor, uma vez que a revenda deve indicar na nota fiscal o local onde o material deve ser devolvido. “A partir da compra, o produtor tem a responsabilidade de, após preparar a calda para aplicação na lavoura, lavar corretamente e inutilizar a embalagem, e também separar as tampas, entregando todos os itens nos pontos de recebimento”, explica Rosangela Soto, coordenadora regional de Operações do inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias). O Instituto é o núcleo de inteligência do Sistema Campo Limpo nas atividades de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas e promove ações de conscientização e educação ambiental sobre o tema, conforme previsto em legislação.
A responsabilidade por dar a destinação ambientalmente correta às embalagens vazias é da indústria fabricante (representada pelo inpEV), que as encaminha para reciclagem ou incineração. “Ao poder público cabe a fiscalização do funcionamento do Sistema, como a emissão de licença para as unidades de recebimento dos materiais e o apoio aos esforços de educação e conscientização do agricultor em parceria com os fabricantes e distribuidores”.




