Pesquisadores avaliam se microrganismos podem reduzir emissão de metano de bovinos, confira!
Em um ano em que as ondas de calor continuam severas, as pessoas tendem a refletir um pouco mais sobre as consequências das alterações do clima.
A ciência tem feito a sua parte. Boa parte das pesquisas da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos – SP) tem foco em sistemas sustentáveis de produção, ou seja, busca obter carne e leite com menor emissão de (metano) Gases de Efeito Estufa (GEE) para reduzir o impacto da atividade agropecuária.
Entre diversos estudos e tecnologias do centro de pesquisa, um deles avalia a contribuição de bactérias e microrganismos na emissão de metano de bovinos e na eficiência alimentar desses animais por meio da hologenômica, o estudo simultâneo dos genomas do hospedeiro e dos microrganismos.
Coordenado pela pesquisadora Luciana Regitano, o estudo, que envolve instituições do Brasil e do exterior, testou se os componentes do microbioma ruminal e fecal dos animais poderiam ser usados como biomarcadores. Segundo Luciana, os cientistas querem saber se, usando a informação sobre o tipo de microrganismos abrigado pelo animal, é possível melhorar seu perfil de eficiência alimentar e emissão de metano.
A avaliação já indicou que a abundância de alguns microrganismos é diferente em touros com altas e baixas taxas de emissões. Já no que diz respeito ao consumo alimentar, foram identificados tanto organismos associados à ineficiência alimentar quanto à maior eficiência.
Essa pesquisa, que contou com apoio da FAPESP por meio do Projeto Temático “O hologenoma de Nelore: implicações na qualidade de carne e em eficiência alimentar”, deve ser concluída no final deste ano.







