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Milho: colheita segue em bom ritmo em Mato Grosso em 2022

A colheita do milho em Mato Grosso atingiu 35,70% da área prevista até a sexta-feira (24/06), o que representa um avanço semanal de 10,13 p.p. em relação à semana passada

Por Daniele Balieiro/AGRONEWS® com informações do Imea

Os trabalhos na região norte foram mais intensos e registraram 14,35 p.p. a mais que no último relatório, seguida da médio-norte, com 12,94 p.p. e noroeste, com 10,12 p.p. Desse modo, até o momento, as regiões com o maior percentual de milho colhido são a médio-norte, norte e nordeste, com 45,47%, 39,49% e 36,83%, respectivamente. Contudo, há relatos de falta de armazéns disponíveis em alguns municípios, forçando o despejo do milho colhido a céu aberto, o que é um ponto de atenção quanto a qualidade do cereal, dado a exposição às variações climáticas.

Por fim, a colheita do cereal no estado segue adiantada em relação à série histórica do Imea para o período e está 25,99 p.p. adiantada se comparado com à temporada passada, reflexo do adiantamento da colheita da soja e semeadura do milho em Mato Grosso.

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Segundo o relatório de acompanhamento da safra do milho dos EUA divulgado pelo USDA na segunda-feira (27/06), o percentual emergido do grão nos EUA, já se encontra em 100%.

Em relação às condições das lavouras, mesmo com os atrasos em grande parte do período da semeadura de milho no país, o percentual de áreas consideradas boas ou excelentes está em 67%, recuo de 3 p.p. em relação a sema passada, enquanto em comparação com o mesmo período da safra passada, a soma das lavouras nessas condições era de 64%.

Contudo, a revisão negativa nesta semana quanto a situação das lavouras nos EUA impactaram na alta das cotações na CME Group na segunda-feira. Assim, os relatórios do USDA quanto a situação das lavouras do milho devem continuar sendo um indicador importante no curto prazo para as movimentações na bolsa.

  • Preço teve queda: com a maior oferta de milho no mercado em função da colheita, o preço do milho disponível em Mato Grosso apresentou queda de 6,86% na última semana;
  • Base MT-CME: mesmo com o avanço da cotação do milho na CME, a alta do dólar continuou distanciando os preços do cereal no estado em relação a Bolsa de Chicago;
  • Dólar em alta: devido às preocupações com políticas monetárias mais rígidas e a crescente alta da inflação nos EUA, a moeda americana teve alta de 1,35% na última semana.

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