fbpx
conecte-se conosco

Especialistas

Novo sistema leva energia a áreas rurais sem acesso à eletricidade

Publicado

em

energia na fazenda

Energia solar unida a geradores a diesel se torna alternativa para o cultivo em propriedades rurais onde a eletricidade das concessionárias não chega

O crescimento da utilização de energia solar no agronegócio brasileiro e os altos investimentos na área têm impulsionado a criação de novas soluções que visam aumentar a produtividade no campo, principalmente em regiões mais remotas, sem acesso à energia elétrica fornecida pelas concessionárias.

Siga-nos: Facebook | Instagram | Youtube

Segundo dados divulgados em fevereiro de 2021 pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), cerca de 7% de toda a energia solar utilizada no Brasil está no meio rural. São mais de 27 mil sistemas fotovoltaicos, com potência instalada de 13,2%, ou seja, maior que a quantidade usada na indústria, que é de 8%. Trata-se de um mercado em constante crescimento, com altas de 100% ao ano e investimentos que já contabilizam quase R$ 2 bilhões.

Diante disso, a última novidade, principalmente no que se refere a irrigação, está sendo o uso de sistemas de geração de energia híbridos, com painéis fotovoltaicos interligados a geradores a diesel. Instalados em conjunto, eles garantem o fornecimento de energia em áreas afastadas e que muitas vezes não têm acesso à energia elétrica convencional.

Leilão online: Empresa em MT inova com transmissão ao vivo e interatividade

“Os sistemas híbridos são a forma de se obter energia a partir de duas ou mais fontes. Nos geradores a diesel, por exemplo, é possível usar fontes de energia renováveis, como o sol, para reduzir os gastos com o combustível. Instalando-se um sistema fotovoltaico em conjunto com o gerador, e através de um sistema de controle inteligente, parte da energia será gerada pelo sistema fotovoltaico e a outra parte, quando necessário, virá dos geradores a diesel”, explica Jessé Jaelson da Silva, sócio e diretor da Entec Solar, especialista no fornecimento, instalação e manutenção de sistemas de energia fotovoltaicos.

Sócios da Entec Solar: empresa iniciou no segmento rural com sistemas híbridos de painéis solares unidos a geradores a diesel
Sócios da Entec Solar: empresa iniciou no segmento rural com sistemas híbridos de painéis solares unidos a geradores a diesel

A empresa, que registrou aumento de 1.000% na demanda por sistemas fotovoltaicos para residências e indústrias durante a pandemia, agora volta-se ao mercado rural com a tecnologia híbrida, visto seu alto grau de eficácia e por gerar grandes resultados aos clientes. “Nas áreas rurais brasileiras, o acesso à eletricidade é escasso. Então, quando não é essencial para a produção, um sistema de energia híbrida garante alta na produtividade, independentemente do local e do tipo de cultivo, além de uma economia de até 95% nos gastos. Também é altamente sustentável”, enfatiza o diretor da Entec, complementando que o gasto médio estimado de um gerador a diesel é de R$0,70 o KW/h, sendo que este valor cai para R$0,30 quando associado a um sistema fotovoltaico.

O sistema foi utilizado pela primeira vez em uma aplicação no estado de Goiás em 2020 para a irrigação de plantações, de uma forma totalmente autônoma e estável, sem a necessidade de complementação da rede elétrica. Cada sistema é projetado de forma personalizada, ou seja, para determinar o número de painéis solares e o tamanho do gerador para a irrigação completa da plantação é necessária a realização de um estudo do local de instalação, levando em conta o clima, a característica do solo e o tipo de plantio. “Esta é a grande tendência para os próximos anos”, finaliza Jessé da Silva.

AGRONEWS – Informação para quem produz

Especialistas

Conheça o Rei do Gado Leiteiro

Publicado

em

o rei do gado leiteiro

Nossa entrevista de hoje é com o Sr. Getúlio Vilela de Figueiredo, que a partir de agora iremos chamar carinhosamente de o “Rei do Gado Leiteiro”.

Experiente empresário do agronegócio, reconhecido nacionalmente pelo trabalho desenvolvido em prol da pecuária leiteira, ele acredita no potencial de Mato Grosso para se tornar a maior bacia leiteira do país e aposta no avanço do estado em genética, tecnologia e qualidade do leite.

Nós já estamos preparando vacas com padrão nacional de elite, para atender a produção de qualidade do leite do futuro, o tipo A2A2. Esse é nosso trabalho incansável e persistente, mas que estamos fazendo para ver Mato Grosso ser o maior produtor de leite do país“, afirma Sr. Getúlio.

A ligação do empresário e produtor rural com a vida na fazenda começou ainda na infância. Seguindo os passos do pai, que também era pecuarista em Minas Gerais, Getúlio Vilela começou a criar gado de corte em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso – Estado este em que atua desde 1968.

Assista a entrevista completa com “O Rei do Gado Leiteiro”

Sobre a Pecuária GV5

Começou com a Raça Nelore, por meio do sistema de pecuária extensiva, depois passou a dominar a tecnologia na criação das raças Gir Leiteiro e Girolando, que fazem da Pecuária GV5 uma das maiores referencias entre os produtores no Brasil. O plantel Cinco Estrelas (GV5) abriga matrizes de alta qualidade. O alto investimento nas mais avançadas aplicações genéticas aliado a criteriosos métodos de criação proporcionam um gado cada vez mais produtivo, dócil, fértil e bem adaptado às condições climáticas da região.

O gado Gv5 utiliza dois sistemas de criação: animais semi-confinados e a pasto. Os animais são tratados em baias individuais, com silagem produzida nas próprias fazendas do Grupo Cinco Estrelas, que segue rigorosamente o calendário anual de vacinação, com assistência veterinária constante.

http://www.grupocincoestrelas.com.br/

Contatos: (65) 3624.1136 – (65) 3624.2573

Veja outras matérias relacionadas a pecuária leiteira clicando aqui.

Por: Vicente Delgado | AGRONEWS BRASIL

Continue lendo

Especialistas

Sensor promete evitar queimadas em Mato Grosso

Publicado

em

sensor

O pantanal por ser uma região pouco ocupada, contém ainda muitos mistérios a serem descobertos acerca do comportamento do clima, vegetação e fauna. Nos últimos anos, o bioma vem sofrendo secas severas que tem proporcionado o aumento de incêndios na maior planície alagável do mundo, entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

E devido às amplas distâncias que separam as cidades da região pantaneira e até mesmo, as propriedades rurais, dificulta uma defesa e combate ao fogo de modo ágil, já que as chamas se espalham com facilidade. Em 2020, foi registrada uma catástrofe com destaque internacional, onde 30% do bioma foi consumido pelas chamas, destruindo parte da fauna e flora.

Siga-nos: Facebook | Instagram | Youtube

Para evitar a degradação definitiva do pantanal, a proposta de pesquisadores da AMEA (Associação Mato-Grossense de Educação Ambiental) de Sinop-MT, é criar uma central de informações capaz de mapear as alterações climáticas e apontar em tempo real, os focos de calor. Eles idealizaram um projeto inédito, com apoio de dois físicos da empresa Science Solutions, de Maringá-PR, e desenvolveram um sensor anti-queimadas.

Sensor Anti-queimadas
SENSOR ANTI-QUEIMADAS

De acordo com a pesquisadora Agnéia Luciana Lopes de Siqueira, presidente da AMEA, esse radar vai fornecer em tempo real, informações da temperatura e umidade do ar, ocorrências de chuva, pressão atmosférica, detecção de chamas, velocidade e direção do vento. “Todas essas informações serão repassadas via conexão de rede de internet sem fio de alta velocidade, inclusive com imagens que vão permitir a rápida resposta para conter as chamas”, observa Agnéia. Esse sinal de alerta, será recebido por bombeiros e demais corporações envolvidas no combate as queimadas no Estado.

Para o professor Rodolfo Fares Paulo, diretor de projetos da AMEA, o projeto inicial abrange a região pantaneira mato-grossense, onde serão instalados 20 aparelhos, cada um com uma média de 100km de diâmetro de cobertura. “Em seguida, a nossa intenção é proteger o norte de Mato Grosso. Com estado vizinho, Mato Grosso do Sul, ainda não tivemos nenhuma tratativa, mas é uma tendência natural”, disse Rodolfo. Ele destaca também que no momento os bombeiros militares junto com uma equipe da brigada de combate a incêndio e pesquisadores estão definindo locais estratégicos e seguros para serem instalados os sensores.

Sensor ANTI-QUEIMADAS

A meta é que o aparelho já esteja em funcionamento a partir do mês de julho deste ano, período em que as queimadas intensificam em Mato Grosso. Para viabilizar, os pesquisadores buscam um aporte financeiro de R$ 3 milhões. O Projeto Sensor anti-queimadas chamou atenção da Universidade Pepperdine, da Califórnia, que demostrou em interesse em desenvolver os sensores no país americano.

Por Márcio Moreira – AGRONEWS

AGRONEWS – Informação para quem produz

Continue lendo

Embrapa

Sistemas agroflorestais biodiversos conservam e melhoram a qualidade do solo

Publicado

em

solo

No Dia da Conservação do Solo, 15 de abril, podemos comemorar a existência de sistemas a exemplo dos SAFs biodiversos que possuem potencial para recuperar áreas degradadas

Sistemas agroflorestais biodiversos (SAFs) compreendem formas de uso da terra que envolvem arranjos de espécies de árvores e de arbustos implantados ou já existentes nas áreas, integrando-as a cultivos agrícolas e/ou criação de animais, preferencialmente ao mesmo tempo, utilizando-se princípios agroecológicos.

Além de garantirem segurança alimentar e nutricional às famílias agricultoras, bem como obtenção de renda contínua e com menos riscos de frustrações, outro aspecto de grande relevância é a elevada capacidade desses sistemas produzirem grande diversidade de serviços ambientais, evidenciando o potencial para recuperação de áreas degradadas, inclusive Áreas de Reserva Legal (ARLs) e Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Siga-nos: Facebook | Instagram | Youtube

Além da diversidade de espécies vegetais, busca-se a supressão do uso agroquímicos, ao mesmo tempo que se privilegiam processos naturais, como: ciclagem de nutrientes, fixação biológica de nitrogênio, equilíbrio biológico, elevada produção de material orgânico para o solo, grande sequestro de carbono na biomassa vegetal e no solo, favorecimento da infiltração de água no solo, entre outros.

Há diversidade de espécies de árvores, arbustos e espécies rasteiras (herbáceas), cujas raízes possuem características diferentes e penetram no solo e vão até grandes profundidades absorvendo nutrientes que estavam sendo perdidos e trazem novamente para a camada superficial do solo, ao caírem folhas, flores, galhos e frutos.

Esses materiais orgânicos, que são produzidos continuamente, são triturados e decompostos pelos organismos do solo e parte destes formam a matéria orgânica do solo. A melhoria da matéria orgânica, aliada às ações dos organismos do solo e das raízes das plantas, recupera a estrutura física do solo, bem como a sua fertilidade.

A melhoria física do solo, aliada à sua boa cobertura viva e morta proporcionada pelas plantas, favorece a infiltração da água no solo, alimentando o lençol freático, que, por sua vez, fortalece as nascentes e, consequentemente, os mananciais superficiais de água (córregos e rios). Em várias situações, esse processo favorece o ressurgimento de mananciais de água que haviam desaparecido em função de práticas inadequadas de manejo da vegetação e do solo, em função da agricultura intensiva, predominantemente monocultural.

A presença de espécies leguminosas nos SAFs, que se associam a diversas espécies de microrganismos, possibilita a fixação biológica de nitrogênio, ou seja, a captação de nitrogênio que está presente no ar circulante no solo, transformando-o para que as plantas possam utilizá-lo na sua nutrição e posteriormente o enriquecimento do solo com esse nutriente.

A boa diversidade de espécies vegetais, que forma diferentes estratos em altura, proporciona grande quantidade de microambientes para o estabelecimento de inimigos naturais de pragas e doenças, controlando-os naturalmente, mantendo o equilíbrio biológico.

Ressalta-se que essas melhorias da qualidade do solo, dentre outros processos naturais que também são fortalecidos, melhora a capacidade de produção e geração de renda, proporcionando maior segurança aos agricultores.

Como pode ser envolvida uma grande diversidade de espécies vegetais, há inúmeras possibilidades de se fazer diferentes arranjos de produção. Ou seja, não há um “modelo ideal”, pois depende, principalmente, dos objetivos dos agricultores, as demandas e proximidade de mercado consumidor, disponibilidade de mão de obra, das características de cada localidade e dos próprios conhecimentos acumulados pelos agricultores ao longo do tempo sobre esses sistemas e as múltiplas possibilidades.

A Embrapa Agropecuária Oeste desenvolve pesquisas para identificar e propor arranjos com elevada capacidade de melhoria ambiental e com viabilidade econômica para áreas de produção, ARLs e de APPs.

Por Milton Parron Padovan – Embrapa

AGRONEWS – Informação para quem produz

Continue lendo


Tendências