Apesar de muitas pessoas associarem os carrapatos a cenários mais rurais, as áreas urbanas do país não estão livres desse mal, que se caracteriza como um perigo para a saúde e o bem-estar dos cães

O carrapato Rhipicephalus sanguineus está presente em praticamente todas as áreas urbanas do Brasil e é responsável pela transmissão de doenças como erliquiose, babesiose, anaplasmose e hepatozoonose. Ele frequentemente é responsável por grandes infestações que provocam danos severos aos animais, podendo causar anemia e até mesmo levá-los à morte. A seguir, vamos explorar mais detalhes sobre esta praga perigosa e descobrir quais os métodos mais efetivos para evitar que eles coloquem a saúde de nossos melhores amigos em risco.

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Características dos carrapatos urbanos

Carrapato

O Rhipicephalus sanguineus também é chamado de “carrapato do cão urbano” porque se reproduz e vive dentro de construções e ambientes domésticos, o que lhe permite estar presente em praticamente todas as áreas urbanas do Brasil. Diferentemente de outras espécies de carrapato, que se proliferam em regiões rurais e na vegetação, o Rhipicephalus sanguineus detesta a umidade e prefere morar em lugares como o interior de residências.

Encontrar um carrapato dentro de sua residência costuma indicar que a infestação já ocorreu há semanas ou meses, e pode ocorrer através de três vias:

Via cães infestados: É possível que um cão que tenha sido infestado por um pequeno número de carrapatos os tenha trazido de algum lugar para sua residência. Devido ao seu tamanho pequeno e número reduzido, é difícil detectá-los, mas eles podem se desprender do cão ao chegar na sua casa e iniciar uma infestação, multiplicando-se e gerando populações maiores e mais perceptíveis depois de algumas semanas ou meses.

Via móveis ou utensílios: O Rhicephalus sanguineus não gosta de umidade e costuma se esconder em frestas e buracos de paredes, rodapés, batentes de porta, quadros e outros móveis, geralmente em locais mais altos e distantes do chão. Por isso, uma infestação pode ocorrer em uma casa quando ela recebe móveis ou utensílios domésticos de outro lugar já infestado.

Via migração ativa: Quando estão prontos para se alimentar, os carrapatos podem percorrer vários metros, até mesmo quilômetros, pelas paredes em busca de um cão, podendo facilmente passar de uma casa a outra por dentro dos muros e até entre apartamentos, pelas sacadas e varandas.

Como agir em uma infestação de carrapatos

Filhotes no quintal

Durante cada fase de vida do carrapato (larva, ninfa e adulto), ele passa apenas alguns dias se alimentando no cão, para depois de desprender dele e se esconder em alguma fresta na parede, ou seja, os carrapatos nunca fazem as mudanças de fase no corpo do animal, sempre acontece no ambiente

Estima-se que os carrapatos presentes no cão representam no máximo 5% da população total naquele ambiente. O fato de 95% da população estar escondida no ambiente e não no cão significa que apenas um tratamento carrapaticida no animal não é suficiente para lidar com uma infestação, por mais eficaz que seja o medicamento.

É necessário um tratamento simultâneo no cão e no ambiente. Nos cães, o ideal é a utilização de produtos carrapaticidas de longa ação que protegem o animal contra novas infestações e, ao mesmo tempo, impedem que novos carrapatos retornem ao ambiente. Já no ambiente, é necessário realizar um tratamento com produtos carrapaticidas específicos para o tipo de carrapato encontrado no cão.

Vamos conhecer um pouco sobre o rabo dos cachorros