O cenário nos pomares do cinturão citrícola — que abrange as regiões de São Paulo e o Triângulo Mineiro — é de final de jornada
A safra de laranja 2025/26 entra em sua reta final definitiva, consolidando um período marcado por desafios produtivos e uma logística acelerada. Com o calendário avançando sobre o mês de fevereiro, o ritmo de colheita e processamento desacelera drasticamente, sinalizando que o ciclo atual está prestes a se tornar história.
O movimento no campo e nas indústrias
No campo, o cenário é de varredura. As atividades de colheita estão restritas às variedades tardias, mas o volume disponível para retirada é consideravelmente reduzido em comparação aos picos da temporada. Esse esgotamento da oferta reflete-se diretamente no pátio das indústrias de suco. A maioria das plantas processadoras já iniciou o desligamento gradual de suas linhas ou operam com capacidade mínima desde o início do mês.
Atualmente, o processamento está concentrado no cumprimento dos últimos contratos de terceiros e na moagem dos volumes próprios que restam nas propriedades das grandes empresas.
De acordo com o acompanhamento do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), o panorama é de conclusão iminente:
- Final de janeiro: O levantamento indicava que restavam apenas 13% do volume total estimado da safra;
- Final de fevereiro: Estimativas do setor sugerem que esse índice caiu para menos de 5%, evidenciando que a maior parte da fruta já foi transformada em suco ou destinada ao mercado de mesa.
O intervalo operacional e a entressafra
A transição entre os ciclos é um momento de manutenção e planejamento. Com o encerramento da moagem da safra 2025/26 nos próximos dias, as indústrias entram em um período de hiato operacional. Este intervalo é crucial para a revisão de maquinários e ajustes logísticos, preparando a infraestrutura para o próximo grande desafio.




