A previsão do tempo indica chuvas acima da média em grande parte da Região Nordeste, veja mais informações a seguir
ara o mês de abril de 2026, a previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indica chuva acima da média em áreas das regiões Norte e Nordeste (tons em azul na Figura 1a). Por outro lado, a previsão é de chuva abaixo da média histórica de abril em áreas das regiões Sul, Norte e Centro-Oeste (tons em amarelo na Figura 1a). As temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do país, principalmente na porção centro-sul (tons em amarelo e laranja na Figura 1b).
Chuva
Para a Região Norte, são previstos totais de chuva até 50 mm acima da média no leste e noroeste do Pará, extremo oeste do Amazonas, centro-norte de Rondônia, extremo oeste do Acre e norte de Tocantins. Por outro lado, são previstos volumes abaixo da média no centro-norte do Amazonas e em praticamente todos os estados de Roraima e Amapá. Nas demais áreas da região, como em grande parte do estado de Roraima, o prognóstico indica valores próximos da média climatológica.
Em relação à Região Nordeste, é prevista chuva até 50 mm acima da média em praticamente todos os estados. Destaque para o norte dos estados do Maranhão, Piauí e Ceará, com previsão de volumes até 75 mm acima da média histórica de abril. Para a Bahia, a previsão indica volumes de chuva próximos à climatologia em todo o estado.
Para a Região Centro-Oeste, a previsão indica chuva abaixo da média no centro-sul de Goiás, oeste e nordeste do Mato Grosso e centro-sul do Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas da região, predominam totais de chuva próximos à média histórica do mês.
Para a Região Sudeste, o prognóstico indica a predominância de volumes de chuva próximos à média climatológica do mês de abril em todos os estados. Para a costa litorânea do Rio de Janeiro e em áreas pontuais de São Paulo, a previsão é de chuva acima da média.
Em relação à Região Sul, a previsão indica chuva acima da média no leste do Paraná e Santa Catarina, enquanto para o centro-sul do Rio Grande do Sul são previstos volumes abaixo da média. Nas demais áreas da Região Sul, são previstos totais de chuva próximos à média climatológica de abril.
Temperatura
Para a Região Norte, a previsão indica predomínio de temperaturas médias próximas à climatologia de abril. Exceções ocorrem no Acre (com previsão de temperatura até 1,0 °C acima da média histórica), Amazonas, Pará e Roraima (com previsão de temperatura até 0,6 °C acima da média histórica).
Na Região Nordeste, a previsão indica temperaturas até 1,0 °C acima da média em grande parte da Bahia, Pernambuco e MATOPIBA. Nas demais áreas da região, predominam temperaturas próximas à média histórica do mês.
Na Região Centro-Oeste, o prognóstico indica temperaturas médias até 1,5 °C acima da climatologia do mês no Mato Grosso do Sul. Temperaturas mais elevadas também são previstas em grande parte de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso.
Para a Região Sudeste, predominam temperaturas de até 1 °C acima da média em Minas Gerais, com destaque para São Paulo, onde os valores podem superar esse patamar. Já no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, as temperaturas devem ficar próximas da climatologia de abril.
Na Região Sul, a previsão é de temperaturas acima da média na maior parte dos estados, podendo ultrapassar esse limiar principalmente no Paraná. Por outro lado, o prognóstico indica temperatura próxima à média na costa da região e porção sul do Rio Grande do Sul. Clique aqui e acompanhe o agro.
Figura 1: Previsão de desvios de (a) precipitação (mm) e (b) temperatura média do ar (°C) do modelo climático do INMET para abril.
Possíveis impactos nas culturas agrícolas
Na Região Norte, a previsão de volumes de chuva próximos ou acima da média, associada a temperaturas do ar próximas à média em grande parte da região, deve contribuir para a reposição e manutenção dos estoques de água no solo. Esse cenário tende a favorecer o desenvolvimento das lavouras em campo, especialmente das culturas de segunda safra, como o milho, além de beneficiar culturas perenes, como banana e cacau, e contribuir para a manutenção do vigor das pastagens.
Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas dentro ou acima da média e temperaturas acima da média em grande parte da região. No norte do Maranhão, norte do Piauí e áreas do Ceará, onde são previstos volumes acima da média, esse cenário tende a favorecer a manutenção da umidade do solo, contribuindo para o desenvolvimento das lavouras de segunda safra, além de beneficiar a fruticultura e as pastagens. Por outro lado, em áreas do extremo oeste da Bahia e centro do Maranhão, a previsão de chuvas abaixo da média associada a temperaturas elevadas tende a reduzir os níveis de água no solo, podendo provocar estresse hídrico, com impactos negativos sobre o desenvolvimento das lavouras, especialmente em fases mais sensíveis, além de restringir a recuperação das pastagens.
Na Região Centro-Oeste, a previsão de chuvas próximas ou abaixo da média, associada à ocorrência de temperaturas elevadas na maior parte da região, tende a reduzir os níveis de umidade do solo ao longo do período, podendo resultar em condições de déficit hídrico. Esse cenário pode impactar o desenvolvimento das lavouras de segunda safra, especialmente o milho, em fases de maior demanda hídrica, além de afetar a recuperação das pastagens. Por outro lado, a redução das chuvas pode favorecer as operações de colheita do arroz irrigado na região.
Na Região Sudeste, as chuvas previstas na maior parte da região tendem a ficar dentro da média climatológica, associadas a temperaturas acima da média. Essas condições tendem a manter níveis adequados de umidade no solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras de segunda safra, além de contribuir para o bom desenvolvimento da cana-de-açúcar. Para as pastagens, a manutenção da umidade no solo tende a favorecer o crescimento das forrageiras contribuindo para boas condições de oferta de alimento ao rebanho.
No entanto, em áreas do leste de Minas Gerais e do oeste de São Paulo, as chuvas abaixo da média, associadas a temperaturas mais elevadas, podem aumentar a taxa de evapotranspiração, reduzindo a disponibilidade de água no solo e comprometendo o desenvolvimento do milho e do feijão segunda safra, que se encontram predominantemente em desenvolvimento vegetativo, fase em que a demanda hídrica é mais elevada, o que requer maior atenção às lavouras de sequeiro, especialmente em áreas com menor capacidade de retenção de água no solo.
Na Região Sul, a previsão para o mês de abril indica volumes de chuva dentro ou ligeiramente abaixo da média, especialmente no sul do Rio Grande do Sul e no centro de Santa Catarina, associados a temperaturas dentro ou acima da média na maior parte da região. Esse cenário tende a elevar a evapotranspiração e reduzir os níveis de umidade do solo, podendo resultar em condições de déficit hídrico. Essas condições podem impactar no desenvolvimento das lavouras de milho segunda safra, além de limitar o estabelecimento inicial das culturas de inverno e a recuperação das pastagens.