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Mercado Financeiro

Produtores gaúchos de leite ainda sofrem dificuldades por causa da estiagem

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Segundo a Gadolando, falta de silagem aumenta os custos aos criadores mesmo em momento de preços mais elevados

Apesar dos preços remuneratórios para o litro do leite no início de 2021, se comparado a anos anteriores, os produtores gaúchos ainda sofrem com os efeitos da estiagem do ano passado e do início deste período, que afetou especialmente a safra de milho. As perdas na cultura durante o plantio afetaram também a silagem que serve de alimento para as vacas e o criador vem registrando alta nos custos para suplementação.

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Conforme o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, comparativamente a outros anos percebe-se uma coisa boa, que é a manutenção do preço do litro do leite ao produtor. “Realmente neste verão os preços não caíram tanto como de costume. Mas, como temos sempre frisado, as alterações, os sofrimentos do setor, e me refiro à estiagem que tivemos e que infelizmente vem se repetindo, tem efeitos longos, de um a dois anos, e não está sendo diferente”, observa.

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A realidade da pecuária de leite no Brasil

O dirigente reforça que muitos produtores enfrentam dificuldades com a produção de alimentos para as vacas. “Os alimentos são fundamentais para o bem estar do animal e só assim a vaca produz leite, quando bem alimentada e com conforto. O produtor está com o dilema de colheita farta para suprir a colheita frustrada do período passado, mas está se mostrando que teremos dificuldade de silagem. Em algumas regiões está muito similar ao ano passado”, salienta.

Segundo Tang, há relatos de produtores que perderam a primeira safra e plantaram uma segunda safra e outros estão plantando agora porque não conseguiram plantar por estar muito cedo e os silos estão vazios. Com isso é necessário recorrer às compras e isto traz um custo alto para a produção. “A remuneração está razoável mas o lucro não está devido a esta dificuldade de alimentação do gado por causa da estiagem recorrente”, complementa o presidente da Gadolando.

Por Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

AGRONEWS – Informação para quem produz

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Mercado Financeiro

Brasil deve colher 271,696 milhões de toneladas de grãos em 2020/21, diz Conab

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A produção nacional de grãos está estimada em 271,696 milhões de toneladas, com um aumento de 5,7% ou 14,7 milhões de toneladas superior ao produzido em 2019/20. A posição histórica deve-se à produção recorde da soja e aumento estimado do milho total. O resultado é do 8o levantamento da safra 2020/2021 de grãos, divulgado nesta quarta-feira (12), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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As culturas de primeira safra, com exceção do milho e arroz, estão no encerramento da colheita. Para as de segunda safra, caso do feijão, predominam os estádios de floração e enchimento de grãos. Já quanto ao milho segunda safra, em face do atraso na semeadura, mas com um percentual significativo de desenvolvimento vegetativo e floração, a cultura dependerá das condições climáticas. Já no caso das culturas de inverno, o plantio se intensifica este mês, mas dependerá do volume das precipitações.

Mesmo com um volume ainda recorde, em comparação com a estimativa do mês passado, nota-se uma redução de 2,1 milhões de toneladas. A redução deve-se, sobretudo, ao retardamento da colheita da soja e, como consequência, o plantio de grande parte da área do milho segunda safra fora da janela ideal, aliado à baixa ocorrência de chuvas. Portanto, já há redução na produtividade esperada do cereal.

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Área

A previsão para área plantada é de crescimento de 4,1% ou 2,7 milhões de hectares, alcançando 68,6 milhões de hectares. Os destaques são para a soja, com aumento de 4,2% ou 1,6 milhão de hectares, e para o milho segunda safra com ganho de 8,8%, correspondendo a 1,2 milhão de hectares.

A soja mantém o seu destaque, com uma produção recorde estimada em 135,4 milhões de toneladas, 8,5% ou 10,6 milhões de toneladas superior à da safra 2019/20. O Brasil assegura o título de maior produtor mundial da leguminosa.

Para o milho, cuja produção total está estimada em 106,4 milhões de toneladas, o crescimento é de 3,7% sobre a produção de 2019/20. São produzidas 24,7 milhões de toneladas na primeira safra, com previsão de 79,8 milhões na segunda safra e 1,9 milhão na terceira safra.

Para os demais grãos, alguns aumentaram a produção. O algodão tem um total estimado em 6 milhões de toneladas para o caroço, correspondendo a 2,4 milhões de toneladas de pluma. Já o arroz marca 11,6 milhões de toneladas, com aumento de 3,9% frente ao volume produzido na safra anterior. Desses, 10,7 milhões de toneladas provêm de cultivos irrigados e 900 mil toneladas do sistema de sequeiro. O feijão reduz 3,6% no acumulado das três safras, totalizando 3,1 milhões de toneladas. E para o amendoim, há um crescimento de 7,1% na produção em comparação com a obtida em 2019/20, alcançando cerca de 597 mil toneladas.

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As culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale) estão em início de plantio. Especificamente para o trigo, estimativas preliminares indicam uma área de 2,5 milhões de hectares e produção de 6,6 milhões de toneladas.

Mercado

Algodão em pluma segue com cenário positivo no mercado internacional. As exportações no acumulado de janeiro a abril de 2021 aumentaram 28% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em relação ao milho, mesmo com embarques ainda lentos, a demanda no cenário externo aponta para uma previsão de 35 milhões de toneladas exportadas na safra atual, valor praticamente igual ao que foi observado para a safra 2019/2020.

Quanto à soja, a Conab estima a venda de 85,6 milhões de toneladas para fora do país, aumento de 3,3% em relação ao último ano. Confirmada a previsão, será um recorde da série histórica. Por fim, para o arroz, as exportações em abril estão em ritmo 14% menor, quando comparado com o mesmo mês do ano passado. No acumulado até abril também se observa a queda de 19% no volume exportado, devido à pouca disponibilidade do produto no início do ano. As informações partem da assessoria de imprensa da Conab.

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Por Arno Baasch – Agência Safras

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Mercado Financeiro

Safra de Feijão poderá ter quebra de até 40% devido clima

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Estamos sob influência do fenômeno climático “La Niña”, que vem influenciando o clima desde o início desta safra. Excesso de chuvas em algumas regiões e longos períodos de estiagem em outras prolongaram a safra do milho e da soja, atrasaram o plantio de Feijões e interferiram negativamente na produtividade da safra.

O meteorologista, Luiz Renato Lazinski, explica que o “La Niña” é um fenômeno que interfere no clima em várias partes do mundo. “Aqui no centro sul do Brasil ele provoca bloqueios na atmosfera, não permitindo que as frentes frias avancem com regularidade pelo continente, com isso, as chuvas ocorrem de maneira muito irregular e abaixo da média, intercalando períodos curtos com muita chuva, com períodos maiores de pouca ou nenhuma precipitação. Esse é o cenário que estamos observando ao longo desta safra de verão e agora ao longo da safrinha”.

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Em anos como este, as ondas de frio chegam mais cedo e prolongam-se até mais tarde e com uma intensidade muito maior. A chance de ocorrência de geadas precoces e tardias, nas áreas mais altas do centro sul do Brasil é muito grande.

https://agronews.tv.br/feijao-ibrafe-alerta-produtor-pare-de-perder-dinheiro/

O engenheiro agrônomo Cristiano de Almeida Dias, da região de Nepomuceno, em Minas Gerais, afirma que essa interferência climática está gerando reflexos nas colheitas recentes. Segundo ele, o plantio de milho e soja se estendeu além do habitual, atrasando o início do plantio de Feijão, que foi prejudicado também pela previsão de pouca chuva, que fez com que alguns produtores optassem por plantar trigo.

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“Começamos as colheitas na nossa região há 10 dias e temos observado uma quebra entre 30 e 40% de produtividade devido à falta de chuva. Muitos produtores já têm começado a reclamar das baixas produtividades”, sinalizou Dias.

Ele destaca ainda que regiões de Goiás e do Triângulo Mineiro têm plantado Feijões para exportação, como o Rajado e Caupi, diminuindo consideravelmente as áreas de Feijão-carioca.

Alternativas

Para driblar as intempéries climáticas os produtores podem adotar técnicas que amenizam os efeitos adversos do clima, como: escalonamento de plantio, uso de variedades mais resistentes a estiagem, plantio direto e enraizamento mais profundo.

“Em anos como este, as lavouras irrigadas têm um desenvolvimento muito melhor que as lavouras de sequeiro e, consequentemente produtividades melhores que as de sequeiro. A melhor solução para anos como este seria utilizar sistemas de irrigação, mas sabemos que nem todos têm essa possibilidade”, lembrou Lazinski.

Dias reforça que a técnica de plantio direto ajuda bastante a minimizar esses problemas, mas é um processo que deve ser implantado aos poucos, considerando as peculiaridades de cada região, com a demanda de alguns anos para a implantação e verificação da efetividade.

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Por Ibrafe

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Governo de SC oferece linhas de crédito especiais para minimizar os efeitos da estiagem

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A estiagem voltou a preocupar os produtores rurais de Santa Catarina. Desde 2019, o estado registra chuvas irregulares e grandes períodos de seca, principalmente na região Oeste. Para minimizar os prejuízos no campo, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, oferece linhas de crédito especiais voltadas à captação, armazenagem e distribuição de água.

“O Governo de Santa Catarina têm diversas iniciativas para diminuir os impactos causados pela estiagem. Nosso plano é investir R$ 1,7 bilhão até 2022 para ampliação da infraestrutura hídrica e da preservação de mananciais para tornar nosso estado mais resiliente a períodos de pouca chuva”, explica o governador Carlos Moisés.

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O secretário da Agricultura, Altair Silva, reforça que o objetivo é preparar melhor os produtores para enfrentar os períodos de estiagem. Por isso, os programas da pasta são focados na recuperação de nascentes e na reserva de água nas propriedades. “Estamos oferecendo financiamentos com juro zero, além de outras linhas com subvenção dos juros, o que dá ao produtor a oportunidade de fazer investimentos permanentes para reduzir os impactos da estiagem”, destaca.

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Com o Água para Todos, os produtores têm acesso a financiamentos sem juros para construção de sistemas de captação, armazenamento, tratamento e distribuição de água, com a finalidade de dessedentação humana e animal e irrigação. Os investimentos podem ser individuais, em um limite de R$ 40 mil por família, ou coletivos, de até R$ 200 mil, com cinco anos de prazo para pagar. As famílias em situação de vulnerabilidade social e renda terão condições diferenciadas.

A Secretaria da Agricultura possui ainda outra linha de crédito sem juros para apoiar as ações de isolamento e recuperação de mata ciliar, proteção e recuperação de nascentes, terreamento e cobertura de solo. O Cultivando Água e Protegendo o Solo traz financiamentos de até R$ 15 mil, com cinco anos de prazo para pagar e cada parcela paga em dia terá um desconto de 30%.

Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, os sistemas de captação e conservação de água se tornaram fundamentais para os estabelecimentos rurais devido à escassez de água. “Esses investimentos são essenciais, especialmente para o produtor que se dedica à avicultura, suinocultura e pecuária leiteira. Temos visto que, a cada ano, crescem as dificuldades para obtenção e preservação de água para dessedentação de pessoas e dos animais”, ressalta.

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Para buscar um volume maior de recursos, os produtores rurais podem recorrer ao Investe Agro SC. Nesse programa, a Secretaria da Agricultura oferece a subvenção aos juros de financiamentos contratados com agentes bancários, em um limite de até R$ 100 mil, com oito anos de prazo para pagar e subvenção de juros de até 2,5% ao ano.

Acompanhamento do Governo do Estado

O Governo do Estado acompanha de perto a situação no meio rural catarinense. Desde a reformulação dos Programas, o secretário Altair Silva tem visitado os municípios e realizado encontros com lideranças do setor produtivo para orientar e reforçar a divulgação das novas linhas de apoio aos produtores rurais.

Estiagem em Santa Catarina

Segundo informações da Epagri/Ciram, das 34 estações hidrológicas de monitoramento de nível de rios no estado, 20 apresentam situação de estiagem. A previsão para os meses de maio, junho e julho é de chuva abaixo da média histórica devido à atuação do fenômeno La Niña.

Orientações básicas para os produtores

A Secretaria da Agricultura recomenda aos produtores rurais que procurem apoio nos escritórios municipais da Epagri. Os técnicos poderão orientar quais práticas, tecnologias e políticas públicas podem ser aplicadas para minimizar os prejuízos e enfrentar os períodos de pouca chuva.

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É importante também que os agricultores acompanhem as previsões metereológicas da Epagri/Ciram e façam o planejamento para ampliar a reserva de água no solo ou em cisternas.

Por Ana Ceron – Epagri/ Cepa

Créditos foto: Divulgação/ Comitê de Bacia Hidrográfica de Chapecó

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