Profissionais da Saúde são capacitados em manejo clínico de crianças com tuberculose

Cerca de 100 profissionais médicos e enfermeiros da Rede de Saúde Municipal e Estadual participaram, na terça-feira (11.09), de uma capacitação em manejo clínico de crianças com tuberculose. O evento foi realizado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), no auditório da Assembleia Legislativa, em Cuiabá.

Conforme a servidora da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da SES-MT, Lucia Dias, durante o curso, os profissionais receberam orientações de uma equipe do Ministério da Saúde e de outros estados. Entre os temas abordados, estão a avaliação de contatos de tuberculose; diagnóstico e tratamento da infecção latente da doença; tratamento em crianças menores de 10 anos; diagnóstico e tratamento em adolescentes.

Em 2018, Mato Grosso registrou 45 casos de crianças menores de 10 anos com tuberculose. De janeiro a agosto de 2019, já foram diagnosticados 43 casos. “O intuito da capacitação é de que os profissionais diagnostiquem os casos mais precocemente e que isso não seja empírico, que seja um caso fechado de tuberculose para iniciar o tratamento”, explica Lucia.

Na perspectiva de um diagnóstico e tratamento mais exitoso, as palestrantes Emanuela Carvalho, Maria das Graças e Daniele Orti sugeriram aos profissionais que façam um tratamento diretamente observado, visto que aumenta a possiblidade de cura. Também foi orientada a enumeração dos sintomas; se a soma de todos os sintomas de um paciente chegar a 45 pontos, significa que é para iniciar o tratamento da tuberculose.

As especialistas ainda trouxeram a informação de uma nova fórmula de remédio para tratar a doença. Ela é em pó, tem sabor e se dissolve na água, o que facilita a ingestão.

Esse novo protocolo de diagnosticar e tratar a tuberculose despertou em Lidiane Cunha Siqueira, enfermeira do Serviço de Assistência Especializada (SAE) de Várzea Grande, o interesse pelo curso. “A capacitação se faz necessária principalmente pela busca ativa e avaliação dos contados”, argumentou.

Apesar da cidade não registrar, neste ano, casos de criança com tuberculose, Lidiane acredita que a capacitação foi importante para ela porque, a partir de agora, o SAE vai intensificar a avaliação nos contatos dos adultos que tratam a doença e residem com crianças.

Diferente de Várzea Grande, a região de Barra do Garças registrou oito casos de tuberculose identificados. Para Auxiliadora Martins, do Escritório Regional de Saúde localizado no munícipio, o alinhamento das informações é imprescindível devido à rotatividade de profissionais que atuam na cidade. “Além disso, temos um grande número de profissionais recém-formados e essa socialização do conhecimento é extremamente importante porque esses profissionais que estão atuando na ponta. Vai ficar mais fácil o diagnóstico e a condição dos tratamentos, principalmente os pediátricos”, argumentou Auxiliadora.

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