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Própolis contra a Covid-19: pesquisa indica redução no tempo de internação

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Pesquisa ainda precisa ser realizada em um número maior de pessoas e aplicação de outros métodos científicos precisam ser feitos para se ter mais comprovação.

Pesquisa brasileira inédita no mundo é resultado de parceria entre Apis Flora, líder no setor de apiterápicos, Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e Hospital São Rafael, de Salvador. Redução de 50% no tempo de internação e diminuição de danos renais são alguns dos resultados favoráveis apresentados

Própolis: um aliado da natureza

Produzida pelas abelhas, a própolis já é muito conhecida por suas propriedades antivirais, anti-inflamatórias, imunorreguladoras, antiproteinúricas e antioxidantes. Diante dos benefícios proporcionados pela substância para a saúde humana, pesquisadores brasileiros realizaram um estudo para avaliar a eficácia do extrato de própolis em pacientes com Covid-19.

Ensaio clínico

O trabalho Efficacy of propolis as an adjunct treatment for hospitalized COVID-19 patients: a randomized, controlled clinical trial aponta redução no tempo de permanência hospitalar de pacientes com Covid-19 que ingeriram própolis durante internação. O resultado faz parte do ensaio clínico, que foi liderado pelo pesquisador Marcelo Silveira, que contou com 124 participantes do Hospital São Rafael em Salvador (BA). Todos os pacientes fizeram o tratamento padrão, sendo que 40 pessoas receberam 400 mg/dia de própolis; 42 receberam 800 mg/dia de própolis; e 42 não receberam própolis.

A administração oral da substância foi segura, pois não houve eventos negativos associados ao uso. Além disso, a diminuição do tempo de internação após a intervenção foi significativa. O grupo controle, que não ingeriu própolis, ficou 12 dias hospitalizado após o início do tratamento. Já os grupos que receberam doses mais baixas e mais altas ficaram, respectivamente, 7 e 6 dias internados”, conta o professor David de Jong da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e um dos autores do estudo.

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Foto ilustrativa

Avanços no bloqueio celular

O estudo aponta que o uso da substância pode ser promissor na interferência na expressão de TMPRSS2, que é uma proteína da superfície celular que está envolvida na entrada e disseminação do SARS-CoV-2 no corpo humano. Além disso, a substância pode interferir na ancoragem do vírus no ACE2, que é uma proteína que auxilia a entrada do vírus nas células.

Outro ponto importante de destaque na pesquisa é que as propriedades da própolis podem ajudar a reduzir os processos inflamatórios por inibição da PAK1, que está associada a uma maior necessidade de cuidados intensivos e com altas taxas de mortalidade”, conta David.

Pela possibilidade da própolis variar dependendo das plantas que as abelhas visitam para coletar substâncias bioativas, a empresa Apis Flora de Ribeirão Preto, desenvolveu um produto padronizado que contém própolis verde que é química e biologicamente reprodutível e única no mercado nacional e internacional. “A própolis EPP-AF(R) possui patente já concedida, segurança e eficácia comprovada, com ausência de interação significativa com medicamentos em estudos clínicos, e assim, não tem qualquer risco”, afirma Andresa Berretta, gerente de P&D da Apis Flora e responsável pela padronização do produto.

Os resultados trouxeram indicadores altamente positivos, como a diminuição no tempo de internação e preservação da função renal entre os pacientes, voluntários do estudo no Hospital São Rafael, que tiveram o produto administrado para complementar o tratamento de seu quadro clínico.

Estamos falando de uma pesquisa exclusivamente brasileira que traz achados importantíssimos para o mundo inteiro, já que todos estão em busca de alternativas para frear a COVID-19”, comenta o Dr. Marcelo Silveira, pesquisador clínico da Apis Flora e do Instituto D’O r, responsável pela condução do estudo.

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Essa substância padronizada pode ainda diminuir a incidência de lesões reais, que pode ser um fator de risco para infectados pelo novo coronavírus. “O grupo controle, que recebeu apenas o tratamento padrão, teve uma incidência de 23,8% contra 4,8% dos pacientes que ingeriram 800 mg/dia de própolis”, afirma Marcelo.

De acordo com os pesquisadores, o próximo passo será a realização de um ensaio clínico duplo cego com placebo, envolvendo um grupo maior de pacientes. “Também iremos fazer análises de outros parâmetros, incluindo os anticorpos contra o vírus desenvolvidos pelo paciente. Além disso, o conhecimento adquirido através desta pesquisa abre perspectiva do uso do EPP-AF em outras doenças com potencial inflamatório”, revela David, que é professor da FMRP.

Os resultados, publicados como preprint (pré-publicação) em janeiro na MedRxiv, ainda não foram revisados por pares e, por isso, não devem ser usados para orientar a prática clínica. O estudo contou com a autoria de pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMR), Instituto D’Or de Pesquisa e Educação (IDOR), Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), Hospital São Rafael e da empresa Apis Flora.

A metodologia

Aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), o estudo foi realizado entre junho e agosto de 2020 e envolveu 124 pessoas internadas em função da Covid-19. Todos tinham o mesmo perfil: em torno de 50 anos, com comorbidades similares, apresentavam sintomas há cerca de oito dias e o mesmo grau de acometimento pulmonar – em torno de 50%.

Essas pessoas foram divididas em três grupos aos quais foram aplicadas condutas distintas. O primeiro era composto por pacientes que foram submetidos ao tratamento hospitalar padrão para a doença. Já os outros dois receberam, além do protocolo padrão, doses diferentes do PROPOMAX® cápsulas, produto que contém o extrato de própolis EPP-AF®. A um dos grupos foram administradas 400 mg por dia do produto (uma cápsula do PROPOMAX® a cada 6h), já ao outro a dose diária foi de 800 mg (duas cápsulas a cada 6h). A distribuição entre os grupos foi aleatória (estudo randomizado) e os grupos eram semelhantes em termos de composição etária, presença de comorbidades e grau de acometimento pulmonar.

Resultados indicam eficácia

Os resultados mostraram que o tempo de recuperação clínica dos pacientes que receberam as doses de extrato de própolis foi mais rápido, já que seu período de internação foi 50% menor após o início do tratamento. “Enquanto os pacientes que tiveram acesso ao tratamento padrão ficaram cerca de 12 dias internados, os que receberam a própolis permaneceram de seis a sete dias no hospital”, especifica Dr. Marcelo.

Além disso, aqueles que tiveram acesso ao extrato de própolis apresentaram índice menor de lesão renal aguda. Em pacientes que receberam a dose maior de PROPOMAX®, o risco foi de 4,8%; já entre os que receberam a dosagem menor, o risco atingiu 12,5%. Por fim, no grupo que recebeu o tratamento convencional do hospital, o risco atingiu 23,8%.

Ainda sobre a questão renal, todos os pacientes que receberam as cápsulas de própolis não apresentaram necessidade de diálise, diferentemente dos outros que tiveram o tratamento padrão. Além disso, a pesquisa mostrou ainda uma tendência entre os pacientes que receberam extrato de própolis de precisar menos de intubação”, diz o pesquisador.

Impacto social positivo

Além da eficácia demonstrada pelo estudo, ter o extrato de própolis como aliado no combate à Covid-19 também tem um aspecto positivo para a saúde pública, já que a pesquisa mostra que ele ajudou a reduzir o tempo de internação, o que representa um impacto importante na diminuição da lotação dos hospitais e dos custos do sistema público. “O fato de se tratar de um produto facilmente acessível por toda a sociedade também representa um ganho importante no combate à doença”, comenta o Prof. Dr. David De Jong, pesquisador do grupo e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (FMRP/USP).

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Especialista já havia previsto uso do Própolis

O Bioquímico Niraldo Paulino, conhecido como Professor Niraldo, gravou um vídeo em seu canal no Youtube, no início da pandemia (26/02/2020), na qual ele indica o uso de Própolis para combater e até mesmo atenuar os efeitos causados pelo Covid-19.

Para entender melhor quem é o especialista, em 2005 Dr. Niraldo obteve seu Doutorado em Farmacologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pela Maximilian Universität München, a terceira maior universidade da Alemanha.

Seu doutorado teve como título “Avaliação da Atividade Anti-inflamatório do Extrato Padronizado de Própolis P1 e de seu Principal Constituinte Ativo, Artepillin C”, sendo os estudos sobre mecanismos anti-inflamatórios e tratamentos com fitoterápicos uma área de forte atuação do Professor Niraldo.

O Mestrado em Farmacologia o Niraldo já havia conquistado em 1996 também pela UFSC sob o título “Avaliação do Mecanismo de Ação do Extrato Hidroalcoólico de Phyllanthus Urinari Sobre a Traquéia Isolada de Cobaia in Vitro”.

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Própolis contra a Covid-19: pesquisa indica redução no tempo de internação

Própolis: o que é, para que serve e como usar

O própolis é uma substância naturalmente produzida pelas abelhas a partir da seiva das árvores, que é combinada com a cera e a saliva das abelhas, resultando em um produto marrom pegajoso que serve como revestimento e proteção da colmeia.

Atualmente já foram identificados mais de 300 compostos no própolis, a maioria na forma de polifenóis que atuam como antioxidantes, lutando contra doenças e danos no corpo humano. O própolis ainda possui propriedades que protegem contra bactérias, vírus e fungos, bem como é anti-inflamatório e ajuda a tratar da pele.

A forma de apresentação mais comum do própolis é o “extrato de própolis” que pode ser ingerido, mas também existem outros produtos que utilizam este ingrediente como cremes, pomadas, comprimidos e até cosméticos.

Para que serve o própolis

Os estudos feitos com própolis têm demonstrado que a substância tem várias propriedades medicinais. Dessa forma, pode ser usado para:

  1. Acelerar a cicatrização de feridas

Foi comprovado que o própolis tem poder de atuar sobre lesões de pele impedindo o crescimento e a ação das bactérias, leveduras e fungos, antecipando o processo de cicatrização.

Quando comparado à ação anti-inflamatória da Dexametasona, o própolis apresentou melhores resultados no tratamento de feridas cirúrgicas da boca. O própolis também acelera a cicatrização de feridas nos pés de pessoas com diabetes e promove a recuperação de queimaduras, pois acelera o crescimento de novas células saudáveis.

Aplicar própolis na pele a cada 3 dias pode ajudar a tratar pequenas queimaduras e prevenir infecções. Entretanto, mais estudos são necessários para a definição da dose e efeitos desse composto.

  1. Aliviar processos inflamatórios

Uma das propriedades mais conhecidas do própolis é sua ação anti-inflamatória, que parece ser capaz de aliviar a inflamação localmente, mas também em todo o organismo.

Por esse motivo, o própolis tem sido muito utilizado para tratar a dor de garganta, gripe, sinusite e amigdalite e ajudar a tratar problemas respiratórios.

  1. Ajudar a tratar a herpes
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Já existem pomadas que contêm própolis em sua composição, como Herstat ou Coldsore-FX, que atuam na diminuição dos sintomas e na cura mais rápida das feridas de herpes labial e genital. No entanto, o própolis sozinho também vem apresentando resultados, se aplicado de 3 a 4 vezes ao dia sobre a ferida, o tempo de cura tem sido mais eficiente do que com outras substâncias, como o Aciclovir, e além disso a utilização do creme de própolis já tem associação com a proteção do corpo contra futuras lesões por herpes.

  1. Curar aftas e gengivites

Por suas propriedades antimicrobianas, tomar própolis todos os dias, por via oral, combate e reduz as aftas bem como previne que elas apareçam. O mesmo acontece nos casos de pessoas com gengivite, que é inflamação da gengiva, onde o própolis pode ser usado em gel ou com enxague prevenindo e reduzindo os sinais da doença, além de auxiliar a combater o mau hálito.

  1. Prevenir contra o câncer

Estudos sobre a ação do própolis no tratamento do câncer de mama vem sendo realizados e utilizando-o como terapia complementar, não tratamento único, já apresenta resultados significativos. Foi comprovado que possuem efeitos anticancerígenos pois sua capacidade antinflamatória consegue reduzir a chance de as células se tornarem cancerosas e impede que elas se multipliquem.

Devido a sua facilidade no manuseio e acesso e baixo custo em relação aos benefícios que traz, o própolis vem sendo cada vez mais estudado e consumido.

  1. Proteger contra a Helicobacter pylori

O própolis atua como um antimicrobiano, devido sua capacidade antiinflamatória, antioxidante e por modelar as atividades enzimáticas, tem se tornado uma alternativa útil e eficaz no tratamento contra H. pylori, bactéria que vive no estomago e causa gastrite, que é a inflamação do estômago, úlcera péptica e até alguns tipos de câncer.

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Própolis contra a Covid-19: pesquisa indica redução no tempo de internação

Como usar o própolis

O própolis pode ser usado de diferentes formas: aplicado diretamente sobre a pele; na água para fazer inalações com o vapor; no gargarejo ou pode ser tomado puro ou diluído em água ou chá.

Já existem no mercado cremes, pomadas e loções contendo a substância, já para ser ingerido ele é encontrado em forma de comprimidos, extrato líquido e cápsulas e também existe em alimentos funcionais e cosméticos. O própolis pode ser encontrado e adquirido em farmácias e lojas de produtos naturais ou diretamente com os produtores.

O própolis tem uma composição diferente em cada lugar do mundo e por isso ainda não existem estudos que indiquem uma dose recomendada. Geralmente existe uma recomendação de dose sugerida no rótulo do produto mas é indicado consultar um médico antes de fazer uso.

Possíveis efeitos colaterais

O principal efeito colateral que pode ocorrer com o uso do própolis é a reação alérgica que causa sintomas como inchaço, vermelhidão, coceira ou urticária na pele.

Para evitar reações graves de alergia, é recomendado fazer um teste de sensibilidade antes de utilizar o própolis, sendo para isso apenas necessário pingar 2 gotas do extrato no antebraço e aguardar entre 20 a 30 minutos e verificar se surge coceira ou vermelhidão na pele.

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Própolis contra a Covid-19: pesquisa indica redução no tempo de internação

Quem não deve usar

O Extrato de Própolis está contraindicado para pessoas com alergia ao própolis ou a algum dos componente da fórmula do produto. Durante a gravidez ou lactação, o própolis só deve ser usado sob orientação médica

Além disso, as versões do extrato com álcool na composição estão também contraindicadas para crianças com menos de 12 anos de idade.

Por AGRONEWS, com informações da USP, Tua Saúde e Medical Lex.

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Feijão: ferramenta de software permite ter maior produtividade no setor

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Ferramenta permite reduzir aplicações de defensivos e ter produtividade

Dois programas têm ajudado produtores paranaenses a reduzir o uso de inseticidas e fungicidas nas lavouras de soja. A adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP) e do Manejo Integrado de Doenças (MID) elimina as aplicações preventivas de agrotóxicos e estabelecem parâmetros para que os produtos sejam usados apenas quando houver risco para as lavouras.

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O trabalho é desenvolvido junto a produtores de soja atendidos pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e conta com a ajuda de um software que auxilia no controle de pragas e doenças na oleaginosa. Já está em tratativas com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) a expansão da tecnologia para o feijão já na próxima safra.

O MIP do feijão já recebe as adaptações necessárias. O software vai facilitar a coleta de dados e permitir a consolidação dessas informações para análise. Hoje em dia tudo é feito manualmente ou em planilhas eletrônicas.

https://agronews.tv.br/safra-de-feijao-podera-ter-quebra-de-ate-40-devido-clima/

A ferramenta vai ajudar o extensionista a identificar rapidamente a ocorrência de pragas nas áreas de feijão e o seu manejo. Também vai dar informações para comparar o que está sendo feito nas áreas monitoradas e naquelas que não têm esse trabalho de monitoramento. O professor Gabriel Costa Silva, que desenvolveu o software e coordena o trabalho pela UTFPR, acredita que com as adaptações que estão sendo feitas, em breve o aplicativo poderá ser usado em qualquer cultura que adote o Manejo Integrado de Pragas ou de Doenças.

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O projeto de MIP na soja mostrou ser possível reduzir em até 50% as aplicações de inseticidas nas lavouras e em 35% o uso de fungicidas, mantendo-se a produtividade das lavouras. Para fazer esse manejo, os técnicos e produtores acompanham a ocorrência de pragas e doenças nas áreas de plantio, semanalmente. A ferramenta começou a ser usada em 2019 e nesta safra chegou a 230 agricultores, assistidos por 130 extensionistas do IDR-Paraná.

“O aplicativo permite a análise dos dados em formato de rede, analisando o comportamento de pragas e doenças em determinado município, região ou mesmo no estado. Tudo em tempo real, possibilitando a tomada de decisão mais acertada. O software é um ensaio para uma extensão rural mais moderna. Estamos nos preparando para o mundo digital. O uso dessas tecnologias vai ser uma opção para um serviço de Extensão Rural mais digital num futuro próximo”, observa Edivan José Possamai, coordenador estadual do Projeto Grãos do IDR-Paraná.

Fonte: Ibrafe

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POWERPASTE: Cientistas criam pasta de hidrogênio que pode substituir combustível

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Se você acha que o futuro são apenas veículos elétricos, pode estar enganado. Cientistas inventaram a POWERPASTE, uma pasta de hidrogênio que armazena até dez vezes mais energia que baterias comuns. Os pesquisadores responsáveis pela invenção dessa pasta são do Fraunhofer Institute for Manufacturing Technology and Advanced Materials (IFAM), na Alemanha e nomearam como POWERPASTE.

O hidrogênio é considerado por muitos como o futuro da tecnologia de propulsão. Os primeiros carros movidos a hidrogênio já estão em ação nas estradas alemãs. No caso das e-scooters, no entanto, a instalação de um tanque de alta pressão para armazenar o hidrogênio é impraticável. Uma alternativa aqui é a POWERPASTE. Isso fornece uma maneira segura de armazenar hidrogênio em uma forma química que é fácil de transportar e reabastecer sem a necessidade de uma rede cara de estações de abastecimento. Esta nova pasta é baseada no hidreto de magnésio e foi desenvolvida por uma equipe de pesquisa do Instituto Fraunhofer de Tecnologia de Fabricação e Materiais Avançados IFAM em Dresden.

A pasta é uma forma segura de se usar o hidrogênio e não é poluente. Também é uma mistura em pó de magnésio e hidrogênio que resulta em hidreto de magnésio, que incluído um éster, é possível armazenar em um cartucho.

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Benefícios

  • Não evapora se deixar o carro sob a luz do Sol
  • Densidade de armazenamento de energia superior à fornecida por um tanque de alta pressão
  • Reabastecimento rápido com apenas uma troca de cartucho
  • Transporte de unidades extras
  • Sem necessidade de postos de combustíveis
POWERPASTE
TRL 5 demonstrator of a power generator with a POWERPASTE cartridge and a 100 watt PEM fuel cell.

POWERPASTE ajuda a superar falta de infraestrutura

Além de fornecer um alto alcance operacional, POWERPASTE tem outro ponto a seu favor. Ao contrário do hidrogênio gasoso, não requer uma infraestrutura cara. Isso o torna ideal para áreas sem tal infraestrutura. Em lugares onde não há estações de hidrogênio, estações de abastecimento regulares poderiam, portanto, vender POWERPASTE em cartuchos ou recipientes. A pasta é fluida e bombeável. Pode, portanto, ser fornecido por uma linha de enchimento padrão, utilizando equipamentos relativamente baratos. Inicialmente, os postos de abastecimento poderiam fornecer quantidades menores de POWERPASTE – a partir de um tambor de metal, por exemplo – e depois expandir-se de acordo com a demanda. Isso exigiria gastos de capital de várias dezenas de milhares de euros.

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A título de comparação, um posto de abastecimento para bombear hidrogênio a alta pressão atualmente custa entre um e dois milhões de euros para cada bomba de combustível. POWERPASTE também é barato de transportar, uma vez que não há tanques caros de alta pressão envolvidos nem o uso de hidrogênio líquido extremamente frio.

POWERPASTE
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Testes iniciais da POWERPASTE

O material inicial do POWERPASTE é o magnésio, um dos elementos mais abundantes e, portanto, uma matéria-prima facilmente disponível. O pó de magnésio é combinado com hidrogênio para formar hidreto de magnésio em um processo conduzido a 350 °C e cinco a seis vezes pressão atmosférica. Em seguida, são adicionados um éster e um sal metálico para formar o produto acabado. A bordo do veículo, o POWERPASTE é liberado de um cartucho por meio de um êmbolo. Quando a água é adicionada de um tanque a bordo, a reação resultante gera gás hidrogênio em uma quantidade dinâmica ajustada aos requisitos reais da célula de combustível. Na verdade, apenas metade do hidrogênio se origina do POWERPASTE; o resto vem da água adicionada. “O POWERPASTE tem, portanto, uma enorme densidade de armazenamento de energia”, diz Vogt. “É substancialmente maior do que o de um tanque de alta pressão de 700 barras. E em comparação com as baterias, tem dez vezes a densidade de armazenamento de energia.” Isso significa que o POWERPASTE oferece uma gama comparável a – ou até maior que – gasolina. E também fornece um alcance maior do que o hidrogênio comprimido a uma pressão de 700 bar.

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Projeto piloto da POWERPASTE em 2021

O IFAM está atualmente construindo uma planta de produção para POWERPASTE no Centro de Projetos Fraunhofer para Armazenamento de Energia e Sistemas ZESS. Prevista para entrar em operação neste ano, esta nova instalação será capaz de produzir até quatro toneladas de POWERPASTE por ano.

Veja abaixo a palestra demonstrativa da POWERPASTE

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Embrapa

Integrar criação de peixes com hortaliças economiza 90% de água e elimina químicos

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A criação de peixes associada ao cultivo de hortaliças, chamada de aquaponia, pode economizar até 90% de água em relação à agricultura convencional e ainda eliminar completamente a liberação de efluentes no meio ambiente, pois trata-se de um sistema fechado, diferentemente das criações convencionais. Motivados por essas vantagens, pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros (SE) têm desenvolvido sistemas de diferentes portes de aquaponia que podem ser de produção doméstica ou mesmo em escala industrial.

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Para o pesquisador da Embrapa Paulo Carneiro, o sistema tanto pode ser desenvolvido para consumo próprio, em sistemas caseiros para produção familiar, inclusive no meio urbano, em casa ou varanda de apartamento, desde que receba pelo menos cinco horas diárias de sol, como também com objetivo comercial, em larga escala, com altas densidades de peixes e vegetais. “O manejo é fácil e o produtor tem pouca coisa para monitorar, tanto na produção vegetal quanto de peixes. Hortaliças de ciclo curto, como alface, por exemplo, podem ser colhidas após quatro a seis semanas”, destaca.

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O termo aquaponia é derivado da combinação das palavras “aquicultura” (produção de organismos aquáticos) e ‘hidroponia’ (produção de plantas sem solo). Ela é composta por um tanque no qual são produzidos os peixes. Alimentados por ração, eles liberam dejetos ricos em nutrientes que, por sua vez, bombeados para uma parte superior, nutrem os vegetais. As raízes, ao retirar os nutrientes, purificam a água que retorna por gravidade para o local onde são produzidos os peixes.

https://agronews.tv.br/confira-os-segredos-de-quem-se-mantem-no-mercado-do-peixe/

Carneiro acredita que a aquaponia se tornará popular no Brasil a exemplo do que já acontece há mais de dez anos em vários países, embora ela ainda seja pouco conhecida por aqui. Ele acrescenta ainda que caso haja resistência em abater os peixes, o produtor pode criar peixes ornamentais.

Uma bomba faz a água circular entre o tanque com peixes, cujos dejetos nutrem os vegetais, e devolve a água limpa para o tanque

Qualidade ímpar

O produtor de vegetais hidropônicos no Município de Socorro, em Sergipe, Luiz Fernando de Araújo, aderiu de forma experimental à produção de alface crespa e roxa na aquaponia e percebeu a diferença em relação à produção hidropônica dos mesmos produtos. “É uma qualidade ímpar. Faz diferença no sabor do alimento, nas folhas e textura”, afirmou. “É fantástico. Maravilhoso.”, complementou. Fernando espera que a linha de pesquisa possa continuar para a produção aquapônica em escala maior, comercial.

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“Um projeto como esse funcionaria muito bem no Semiárido”, comenta Genivaldo Monteiro, assessor técnico da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). As casas, sítios e o comércio, na região rural do Semiárido, são muito distantes. A aquaponia produz alimentos saudáveis, com pouco consumo de água e pouco tempo de trabalho”, complementa Genivaldo. “É maravilhoso o quanto pode-se associar ciência e tecnologia com o desenvolvimento social e encontrar soluções para áreas extremas como o semiárido”, disse.

Além disso, o pesquisador Paulo Carneiro acredita que, no contexto educacional, professores do ensino fundamental e médio podem transformar a aquaponia em uma eficiente ferramenta de ensino em disciplinas como biologia, meio ambiente, física, química, matemática economia e engenharia.

Por Ivan Marinović Bršćan – Embrapa

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