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Que venha 2022, o agro topa todos os desafios internos e externos, como sempre

A vasta cadeia do agronegócio, liderando PIB e exportações, vai repetir a performance dos anos anteriores. Não há como ser diferente

Por Giovanni Lorenzon – AGRONEWS®

O agronegócio, considerando todo o conjunto dentro e fora da porteira, está pronto para 2022.

Não há como não depositar nele toda e qualquer esperança para a economia brasileira.

Até parece clichê, porque sai ano, entra ano, é assim que é.

Se é verdade que a economia agrícola surfa no mercado externo, enquanto o setor secundário – as indústrias – perdeu competitividade nas duas últimas décadas, é verdade também que o setor primário soube aproveitar os ganhos e investiu em tecnologia.

Para 2021, com base na participação de 26,6% do agronegócio no PIB brasileiro em 2020, mais de 6% acima de 2019, deve, no mínimo, permanecer igual.

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Para 2022, é difícil estabelecer uma correlação.

Mas, se no ano passado cresceu tudo aquilo em pleno auge da pandemia, e, em 2021, sofreu com um pouco com o clima, para os próximos 12 meses a situação deverá ser mais favorável.

Por hora, sobram dúvidas em relação ao que o mundo aguarda sobre a variante ômicron, mas se ela não se mostrar letal como as outras, dificilmente restrições à economia serão tomadas.

Não custa recordarmos alguns números deste ano.

O Ipea ratifica a queda do PIB agropecuário em 1,2%, por conta dos problemas com o clima enfrentado pelo milho, café e cana, além de um certo adormecimento das exportações.

Nos dois casos, absolutamente dentro da normalidade.

O clima não há como o produtor domar e a demanda internacional caiu um pouco por questões estratégicas dos compradores, incluindo aí o período no qual a China ficou sem comprar carne bovina, de setembro a dezembro, depois da vaca louca.

Mesmo assim, o ano será de novo recorde de embarques gerais. Até outubro, nas contas da Confederação Nacional da Agricultura, foram quase US$ 102,5 bilhões, devendo fechar em torno dos US$ 110 bilhões até ontem, último dia útil do ano.

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Nem em 2020 – quando, repetindo, o PIB do agro cresceu 6% -, e nem em 2019, antes da pandemia, se exportou tanto.

No período, batemos 2018.

Em 2022, certamente será de novo recorde.

O Brasil está pronto para aceitar os desafios da demanda global por alimentos.

E o agronegócio está pronto para aceitar os desafios de comandar o PIB nacional mais uma vez, independentemente de ser um ano nervoso e agitado com eleições e uma economia ainda mais do mesmo.

AGRONEWS® – Informação para quem produz

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