Em um campo na Inglaterra, três robôs agricultores receberam uma missão: encontrar e eliminar ervas daninhas com eletricidade antes do plantio de sementes.
Os robôs – chamados de Tom, Dick e Harry – foram desenvolvidos pela Small Robot Company para livrar o solo de ervas daninhas indesejadas com o mínimo de uso de produtos químicos e maquinário pesado.
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A startup tem trabalhado em seus herbicidas autônomos desde 2017 e, em abril deste ano, lançou o Tom, seu primeiro robô comercial que agora está operacional em três fazendas no Reino Unido. Os demais robôs ainda estão em fase de protótipo, em testes.
Robôs trabalham em sintonia
O robô Tom pode escanear 20 hectares por dia, coletando dados que são, então, usados por Dick, um robô de “cuidado de plantações”, para eliminar ervas daninhas. Em seguida, é a vez do robô Harry plantar sementes no solo livre de ervas daninhas.
Usando o sistema completo, uma vez instalado e funcionando, os agricultores podem reduzir os custos em 40% e o uso de produtos químicos em até 95%, segundo a empresa.
Robôs agricultores podem evitar o uso de agrotóxicos
De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, seis milhões de toneladas métricas de pesticidas foram comercializadas globalmente em 2018, avaliadas em US $ 38 bilhões.
“Nosso sistema permite que os agricultores salvem seus solos exauridos e danificados por produtos químicos”, disse Ben Scott-Robinson, cofundador e CEO da Small Robot.
A Small Robot espera lançar seu sistema completo de robôs até 2023. O serviço será oferecido a um preço de cerca de US$ 568 por hectare (cerca de R$ 2,9 mil). Inicialmente, o cliente receberá o robô de monitoramento. Os robôs de remoção e plantio serão entregues apenas quando os dados mostrarem que eles são realmente necessários.
Abaixo você pode conferir o vídeo demonstrativo desta nova tecnologia.
Imagine um mundo em que poderíamos usar robôs agricultores autônomos e inteligentes para substituir tratores.
Os três pequenos robôs, Tom, Dick e Harry e nosso cérebro de IA – Wilma, plantarão, monitorarão e tratarão culturas aráveis de forma autônoma. Isso permitirá que os agricultores sejam mais eficientes, precisos e produtivos, e também seja mais gentil com o solo e o meio ambiente.
Wilma é o chefe
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO CAMPO
- Reconhecimento de erva daninha;
- Por inteligência vegetal;
- Integração com sistemas de informação de gestão agrícola.
Wilma usa dados precisos e atualizados de Tom e os converte em instruções de cuidados de cultura que podem ser verificadas por você e implementadas por Dick. Você pode olhar para os dados como ele vem do campo para tomar decisões, decisões que levarão em conta a agronomia, a ciência do solo e as condições de mercado.
AGRONEWS, *com informações do Olhar Digital.