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Saiba como o estresse térmico impacta o desempenho da avicultura e pecuária

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bem-estar animal

Pecuária e avicultura demandam esforço extra para garantir bem-estar animal

O Brasil é um país quente. As formas de manter a temperatura controlada são partes obrigatórias e prioritárias da estratégia do agronegócio, em especial, os empreendimentos voltados para pecuária e avicultura.

O objetivo é evitar o estresse térmico, que é o desconforto causado aos animais quando submetidos a temperaturas extremas, seja calor ou frio. O resultado impacta na qualidade da produção, pode causar redução no consumo de alimentos e na taxa metabólica, aumentos na frequência respiratória, sudorese, maior consumo de água, alterações hormonais e na energia alimentar para a produção de carne.

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Atualmente há variada informação e opções tecnológicas sobre o assunto, permitindo a quem investe ou trabalha na área adotar as melhores medidas conforme a necessidade, para evitar impactos financeiros negativos para o produtor.

Como garantir o conforto térmico dos animais

Avaliando o exemplo de dois setores importantes, a pecuária e a avicultura, há evidências de que é necessário considerar todos os aspectos específicos de cada modalidade do agronegócio. As características físicas, quantidade, a raça dos animais e o ambiente onde são criados devem ser considerados. Nem sempre o que funciona com um vai ter o mesmo resultado com outro.

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Avicultura

Em artigo para Avicultura Industrial, a autora Juliana Batista destaca que as aves retêm calor além da capacidade de que possuem para dissipar. Desta forma, estão mais vulneráveis às variações climáticas bruscas.

As medidas para evitar o estresse térmico não podem envolver aumento do consumo de água ou umedecer o ambiente além da conta, porque a produção acelerada de amônia pode complicar o problema. A opção é a implantação de um sistema de climatização. Atualmente as opções automatizadas são as mais procuradas, para o controle de umidade e de oxigenação.

Pecuária leiteira

Neste setor, o calor interfere diretamente no comportamento. Se o animal estiver sobre estresse térmico durante a lactação, come menos, produz menos e tem filhotes que pesam menos. Há até a redução no período do cio, o que compromete a taxa de prenhez.

A opção é adaptar o ambiente, com ampliação natural ou por métodos artificiais da área de sombreamento, abundância de oferta de água e de alimentos em locais à sombra e redução de deslocamentos.

Pecuária de leite: Curva de lactação e persistência

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Um sistema direto ou indireto de refrigeração dos galpões com ventiladores, aspersores e ventiladores faz a diferença neste contexto. Na refrigeração direta, os animais são encaminhados em grupos ,de duas a três vezes por dia, para serem molhados por aspersor de baixa pressão em ciclos de três a cinco minutos. Depois disso, há ventilação, a umidade evapora e resfria o animal. São realizados vários ciclos em um período entre de 30 e 45 minutos.

Já a refrigeração indireta ocorre dentro de um galpão fechado e climatizado, com ambiente com temperatura controlada em 15°C. De acordo com especialistas, as propriedades com sistemas de resfriamento possuem uma média anual de produção de leite mais homogênea, com menos variação entre meses quentes ou com as temperaturas mais baixas.

Para atender aos objetivos específicos, deve ser implantado um sistema de climatização, com um conjunto de equipamentos robusto e de qualidade para suprir as demandas do empreendimento. Além disso, é importante ter gerador de energia, como uma segurança que impede a dependência exclusiva do fornecimento da concessionária e ter condições de manter o funcionamento do sistema em caso de suspensão temporária ou falta de energia.

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Orientação especializada

Diante de todos estes aspectos e do impacto deles, ao buscar o serviço, o criador deve investir em uma empresa especializada. Assim poderá confiar que a equipe técnica indicará os equipamentos capazes de gerar a melhor resposta às características personalizadas do cliente.

É importante que os aparelhos sejam modernos, robustos, duráveis, confiáveis, capazes de suportar variação de demanda de carga, que não desperdicem energia, com operação simples e segura. Além disso, deve constar todo o suporte desde o planejamento, passando pela instalação, operação e manutenção, incluindo atualização da tecnologia utilizada e suporte de plantão para consertos e substituições.

Desta forma o produtor obtém qualidade tanto no sistema de climatização quanto na geração de energia, com alto desempenho, com menor índice de falhas e maior controle operacional.

AGRONEWS – Informação para quem produz

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Zootecnia: largo campo de atuação e de oportunidades no agronegócio

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Nesta quinta-feira, 13 de Maio, é comemorado o dia do Zootecnista, um profissional que contribui para o bom desemprenho do agronegócio brasileiro.

Mato Grosso possui a maior economia agrícola do Brasil. O campo de atuação é vasto, por causa disso, aumenta a procura pela zootecnia entre os estudantes. Mato Grosso, que possui oportunidades tanto na agricultura como na pecuária, oferece a formação em dez unidades de ensino, entre privada e pública: UFMT (Cuiabá e Sinop), UNEMAT (Vila Rica e Pontes e Lacerda), IFMT (São Vicente, Alta Floresta e Guarantã do Norte), EDUVALE (Jaciara), UNIVAR (Barra do Garças) e UFR (Rondonópolis). O curso tem em média a duração de cinco anos com aulas teóricas e muita prática. A professora Dra. Maria Fernanda Soares Queiroz Cerom, que é coordenadora do Curso de Graduação em Zootecnia na UFMT, atribui a grande oferta de ensino superior, por ser um Estado em crescimento na agricultura e na pecuária. “O aluno formado aqui conhece melhor a realidade, potencialidades e também os desafios da produção animal” ressaltou Maria Fernanda.

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A Zootecnia, a Medicina Veterinária e a Agronomia são profissões da área de agrárias, com algumas similaridades na formação mas com atuação diversas. A professora Maria Fernanda destacou que a profissão zootecnista teve como origem a disciplina de zootecnia que era ensinada nos cursos de Agronomia e Medicina Veterinária até 1966. “E que após a criação do primeiro curso de Zootecnia, as pessoas com interesse na produção animal, puderam se tornar profissionais no assunto. Já no curso de Veterinária o foco é a medicina, clínica e cirurgia. As disciplinas de produção animal são concentradas em poucas horas do curso, apenas para que o básico sobre aquela produção seja ensinada. Na Agronomia, normalmente, o foco é a produção vegetal, contudo, por abordar vegetais utilizados na nutrição animal, também é ensinado o básico sobre produção animal”, pontou Maria Fernanda. Ou seja, quem se decide por trabalhar na produção de proteína animal de forma eficiente e sustentável com respeito ao bem-estar animal deve cursar Zootecnia.

Zootecnista - Professor. Dr. Luiz Juliano Valério Geron
Zootecnista – Professor. Dr. Luiz Juliano Valério Geron

Para Professor Dr. Luiz Juliano Valério Geron, que trabalha também na formação de zootecnista, os desafios da profissão vão desde a preservação ambiental, a conciliação da produtividade com bem estar animal, a viabilidade econômica, ou seja, o profissional precisa desenvolver uma cadeia de serviços e produtos ligados a produção animal e as commodities do milho e soja que também são base da nutrição animal. “O atual profissional precisa estar conectado com o livre comércio, sabendo o que acontece dia a dia com a economia, política e mercado futuros”, destacou Geron que é professor do curso de bacharelado em Zootecnia da UNEMAT – Universidade do Estado de Mato Grosso.

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Quanto a procura pelo curso, a professora Maria Fernanda explica que atualmente mais mulheres têm ingressado no curso de Zootecnia, apesar de a proporção ainda estar próximo a 50% em cada gênero. Para o Luiz Juliano, o mercado absorve muitas mulheres principalmente na área administrativa na gestão de Recurso Humano das empresas rurais. “Tem espaço para todos, homens e mulheres. Hoje competência é quem determina a contratação e não mais o gênero”, disse a coordenadora do curso de Zootecnia da UFMT.

O dia do zootecnista é comemorado em 13 de maio, porque foi nesta data que, em 1966, aconteceu a aula inaugural do primeiro curso superior de zootecnia do Brasil. O ensino foi iniciado na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

Por Márcio Moreira

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Feijão: ferramenta de software permite ter maior produtividade no setor

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Ferramenta permite reduzir aplicações de defensivos e ter produtividade

Dois programas têm ajudado produtores paranaenses a reduzir o uso de inseticidas e fungicidas nas lavouras de soja. A adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP) e do Manejo Integrado de Doenças (MID) elimina as aplicações preventivas de agrotóxicos e estabelecem parâmetros para que os produtos sejam usados apenas quando houver risco para as lavouras.

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O trabalho é desenvolvido junto a produtores de soja atendidos pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e conta com a ajuda de um software que auxilia no controle de pragas e doenças na oleaginosa. Já está em tratativas com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) a expansão da tecnologia para o feijão já na próxima safra.

O MIP do feijão já recebe as adaptações necessárias. O software vai facilitar a coleta de dados e permitir a consolidação dessas informações para análise. Hoje em dia tudo é feito manualmente ou em planilhas eletrônicas.

https://agronews.tv.br/safra-de-feijao-podera-ter-quebra-de-ate-40-devido-clima/

A ferramenta vai ajudar o extensionista a identificar rapidamente a ocorrência de pragas nas áreas de feijão e o seu manejo. Também vai dar informações para comparar o que está sendo feito nas áreas monitoradas e naquelas que não têm esse trabalho de monitoramento. O professor Gabriel Costa Silva, que desenvolveu o software e coordena o trabalho pela UTFPR, acredita que com as adaptações que estão sendo feitas, em breve o aplicativo poderá ser usado em qualquer cultura que adote o Manejo Integrado de Pragas ou de Doenças.

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O projeto de MIP na soja mostrou ser possível reduzir em até 50% as aplicações de inseticidas nas lavouras e em 35% o uso de fungicidas, mantendo-se a produtividade das lavouras. Para fazer esse manejo, os técnicos e produtores acompanham a ocorrência de pragas e doenças nas áreas de plantio, semanalmente. A ferramenta começou a ser usada em 2019 e nesta safra chegou a 230 agricultores, assistidos por 130 extensionistas do IDR-Paraná.

“O aplicativo permite a análise dos dados em formato de rede, analisando o comportamento de pragas e doenças em determinado município, região ou mesmo no estado. Tudo em tempo real, possibilitando a tomada de decisão mais acertada. O software é um ensaio para uma extensão rural mais moderna. Estamos nos preparando para o mundo digital. O uso dessas tecnologias vai ser uma opção para um serviço de Extensão Rural mais digital num futuro próximo”, observa Edivan José Possamai, coordenador estadual do Projeto Grãos do IDR-Paraná.

Fonte: Ibrafe

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POWERPASTE: Cientistas criam pasta de hidrogênio que pode substituir combustível

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POWERPASTE

Se você acha que o futuro são apenas veículos elétricos, pode estar enganado. Cientistas inventaram a POWERPASTE, uma pasta de hidrogênio que armazena até dez vezes mais energia que baterias comuns. Os pesquisadores responsáveis pela invenção dessa pasta são do Fraunhofer Institute for Manufacturing Technology and Advanced Materials (IFAM), na Alemanha e nomearam como POWERPASTE.

O hidrogênio é considerado por muitos como o futuro da tecnologia de propulsão. Os primeiros carros movidos a hidrogênio já estão em ação nas estradas alemãs. No caso das e-scooters, no entanto, a instalação de um tanque de alta pressão para armazenar o hidrogênio é impraticável. Uma alternativa aqui é a POWERPASTE. Isso fornece uma maneira segura de armazenar hidrogênio em uma forma química que é fácil de transportar e reabastecer sem a necessidade de uma rede cara de estações de abastecimento. Esta nova pasta é baseada no hidreto de magnésio e foi desenvolvida por uma equipe de pesquisa do Instituto Fraunhofer de Tecnologia de Fabricação e Materiais Avançados IFAM em Dresden.

A pasta é uma forma segura de se usar o hidrogênio e não é poluente. Também é uma mistura em pó de magnésio e hidrogênio que resulta em hidreto de magnésio, que incluído um éster, é possível armazenar em um cartucho.

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Benefícios

  • Não evapora se deixar o carro sob a luz do Sol
  • Densidade de armazenamento de energia superior à fornecida por um tanque de alta pressão
  • Reabastecimento rápido com apenas uma troca de cartucho
  • Transporte de unidades extras
  • Sem necessidade de postos de combustíveis
POWERPASTE
TRL 5 demonstrator of a power generator with a POWERPASTE cartridge and a 100 watt PEM fuel cell.

POWERPASTE ajuda a superar falta de infraestrutura

Além de fornecer um alto alcance operacional, POWERPASTE tem outro ponto a seu favor. Ao contrário do hidrogênio gasoso, não requer uma infraestrutura cara. Isso o torna ideal para áreas sem tal infraestrutura. Em lugares onde não há estações de hidrogênio, estações de abastecimento regulares poderiam, portanto, vender POWERPASTE em cartuchos ou recipientes. A pasta é fluida e bombeável. Pode, portanto, ser fornecido por uma linha de enchimento padrão, utilizando equipamentos relativamente baratos. Inicialmente, os postos de abastecimento poderiam fornecer quantidades menores de POWERPASTE – a partir de um tambor de metal, por exemplo – e depois expandir-se de acordo com a demanda. Isso exigiria gastos de capital de várias dezenas de milhares de euros.

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A título de comparação, um posto de abastecimento para bombear hidrogênio a alta pressão atualmente custa entre um e dois milhões de euros para cada bomba de combustível. POWERPASTE também é barato de transportar, uma vez que não há tanques caros de alta pressão envolvidos nem o uso de hidrogênio líquido extremamente frio.

POWERPASTE
POWERPASTE

Testes iniciais da POWERPASTE

O material inicial do POWERPASTE é o magnésio, um dos elementos mais abundantes e, portanto, uma matéria-prima facilmente disponível. O pó de magnésio é combinado com hidrogênio para formar hidreto de magnésio em um processo conduzido a 350 °C e cinco a seis vezes pressão atmosférica. Em seguida, são adicionados um éster e um sal metálico para formar o produto acabado. A bordo do veículo, o POWERPASTE é liberado de um cartucho por meio de um êmbolo. Quando a água é adicionada de um tanque a bordo, a reação resultante gera gás hidrogênio em uma quantidade dinâmica ajustada aos requisitos reais da célula de combustível. Na verdade, apenas metade do hidrogênio se origina do POWERPASTE; o resto vem da água adicionada. “O POWERPASTE tem, portanto, uma enorme densidade de armazenamento de energia”, diz Vogt. “É substancialmente maior do que o de um tanque de alta pressão de 700 barras. E em comparação com as baterias, tem dez vezes a densidade de armazenamento de energia.” Isso significa que o POWERPASTE oferece uma gama comparável a – ou até maior que – gasolina. E também fornece um alcance maior do que o hidrogênio comprimido a uma pressão de 700 bar.

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Projeto piloto da POWERPASTE em 2021

O IFAM está atualmente construindo uma planta de produção para POWERPASTE no Centro de Projetos Fraunhofer para Armazenamento de Energia e Sistemas ZESS. Prevista para entrar em operação neste ano, esta nova instalação será capaz de produzir até quatro toneladas de POWERPASTE por ano.

Veja abaixo a palestra demonstrativa da POWERPASTE

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