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Seca afeta maioria das lavouras de milho safrinha

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plantio de milho

Paraná e Mato Grosso do Sul registram a menor umidade do solo dos últimos 30 anos

Além do atraso do ciclo da soja, tanto no plantio quanto na colheita, que resultou na semeadura tardia do milho safrinha em boa parte do Brasil, a baixa precipitação em importantes regiões produtoras nas últimas semanas também poderá limitar o potencial produtivo das lavouras.

Figura 1. Precipitação acumulada em relação à média dos últimos 10 anos (esquerda) e umidade do solo em relação à média dos últimos 10 anos (direita).
Fonte: Geosys AgriQuest tool
Figura 1. Precipitação acumulada em relação à média dos últimos 10 anos (esquerda) e umidade do solo em relação à média dos últimos 10 anos (direita). Fonte: Geosys AgriQuest tool

A maioria das regiões monitoradas pela Geosys Brasil por meio de sensoriamento remoto registra pouca chuva. No Paraná e no Mato Grosso do Sul a situação é crítica. A ferramenta da Geosys acendeu um alerta para estes estados, onde a seca está mais intensa.

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No Paraná, principalmente no norte e oeste do estado, o vigor da vegetação está no menor patamar em relação aos últimos anos. Felippe Reis, analista de cultura da Geosys Brasil, explica que a situação está relacionada à falta de umidade no solo nos primeiros 25 dias do mês de abril, quando a chuva acumulada foi de apenas 12 milímetros – a média histórica para o mês é de 90,3mm. O balanço hídrico (P-ETP) é o mais baixo dos últimos 30 anos. Diante desse cenário, a estimativa é que a produtividade fique 21% abaixo da tendência (considerando os últimos 15 anos). Caso a seca continue, é possível reduzir ainda mais as estimativas, afirma o analista.

Figura 2. Índice do vigor vegetativo (NDVI) e balanço hídrico (diferença entre a Precipitação Evapotranspiração) no Paraná (área em amarelo no mapa), considerando o início no dia 20 de março.
Fonte: Geosys AgriQuest tool
Figura 2. Índice do vigor vegetativo (NDVI) e balanço hídrico (diferença entre a Precipitação. Evapotranspiração) no Paraná (área em amarelo no mapa), considerando o início no dia 20 de março. Fonte: Geosys AgriQuest tool

No Mato Grosso do Sul, o cenário é semelhante. Entre 20 de março e 25 de abril, o volume de chuvas foi de apenas 29,9 milímetros, bem abaixo da média (125,74 mm). No estado, o vigor da vegetação está em patamar abaixo da média e, caso a seca continue, as lavouras podem ser ainda mais impactadas. Vale ressaltar que foram registradas boas chuvas nos últimos dias no estado, porém, a recuperação das lavouras vai depender de regularidade da chuva nas próximas semanas.

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Já no Mato Grosso, apesar da precipitação abaixo da média, choveu praticamente todos os dias nos meses de março e abril (até 25/4), o que permitiu melhor desenvolvimento das lavouras. Nos primeiros 25 dias de abril, o volume de chuvas foi de 73,7 mm, abaixo da média para o período que é de 101,8 mm.

Figura 3. Índice do vigor vegetativo e umidade do solo em Mato Grosso (área em amarelo no mapa), considerando o início no início de março. Fonte: Geosys AgriQuest tool
Figura 3. Índice do vigor vegetativo e umidade do solo em Mato Grosso (área em amarelo no mapa), considerando o início no início de março. Fonte: Geosys AgriQuest tool

Os dados do monitoramento identificaram que o índice de vegetação das plantas no Mato Grosso parece ter atingido o menor ponto em relação aos últimos anos, indicando que as lavouras podem não estar em boas condições. Além disso, a umidade do solo evidencia uma similaridade com 2016, ano em que houve quebra de safra. Apesar disso, o cenário ainda não é preocupante como naquela época. Por enquanto, espera-se uma produtividade semelhante a 2018, considerando a tendência.

O relatório de monitoramento indica que é possível haver recuperação das lavouras de milho safrinha no Mato Grosso nas próximas semanas, mas para que isso ocorra será preciso bom volume de chuvas. A análise da Geosys Brasil aponta chuva abaixo da média para a maior parte da zona do milho safrinha nos próximos dias. Segundo o modelo de previsão climática europeu (ECMWF), no Mato Grosso e Paraná, o volume de chuvas para os próximos 10 dias deve ficar entre 0 e 2 milímetros em praticamente todas as regiões.

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Atualmente, a estimativa de produção de milho safrinha no Brasil está em 106,07 milhões de toneladas, considerando a produção anual.

Por Geosys Brasil

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Embrapa

Integrar criação de peixes com hortaliças economiza 90% de água e elimina químicos

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peixe

A criação de peixes associada ao cultivo de hortaliças, chamada de aquaponia, pode economizar até 90% de água em relação à agricultura convencional e ainda eliminar completamente a liberação de efluentes no meio ambiente, pois trata-se de um sistema fechado, diferentemente das criações convencionais. Motivados por essas vantagens, pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros (SE) têm desenvolvido sistemas de diferentes portes de aquaponia que podem ser de produção doméstica ou mesmo em escala industrial.

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Para o pesquisador da Embrapa Paulo Carneiro, o sistema tanto pode ser desenvolvido para consumo próprio, em sistemas caseiros para produção familiar, inclusive no meio urbano, em casa ou varanda de apartamento, desde que receba pelo menos cinco horas diárias de sol, como também com objetivo comercial, em larga escala, com altas densidades de peixes e vegetais. “O manejo é fácil e o produtor tem pouca coisa para monitorar, tanto na produção vegetal quanto de peixes. Hortaliças de ciclo curto, como alface, por exemplo, podem ser colhidas após quatro a seis semanas”, destaca.

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O termo aquaponia é derivado da combinação das palavras “aquicultura” (produção de organismos aquáticos) e ‘hidroponia’ (produção de plantas sem solo). Ela é composta por um tanque no qual são produzidos os peixes. Alimentados por ração, eles liberam dejetos ricos em nutrientes que, por sua vez, bombeados para uma parte superior, nutrem os vegetais. As raízes, ao retirar os nutrientes, purificam a água que retorna por gravidade para o local onde são produzidos os peixes.

https://agronews.tv.br/confira-os-segredos-de-quem-se-mantem-no-mercado-do-peixe/

Carneiro acredita que a aquaponia se tornará popular no Brasil a exemplo do que já acontece há mais de dez anos em vários países, embora ela ainda seja pouco conhecida por aqui. Ele acrescenta ainda que caso haja resistência em abater os peixes, o produtor pode criar peixes ornamentais.

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Uma bomba faz a água circular entre o tanque com peixes, cujos dejetos nutrem os vegetais, e devolve a água limpa para o tanque

Qualidade ímpar

O produtor de vegetais hidropônicos no Município de Socorro, em Sergipe, Luiz Fernando de Araújo, aderiu de forma experimental à produção de alface crespa e roxa na aquaponia e percebeu a diferença em relação à produção hidropônica dos mesmos produtos. “É uma qualidade ímpar. Faz diferença no sabor do alimento, nas folhas e textura”, afirmou. “É fantástico. Maravilhoso.”, complementou. Fernando espera que a linha de pesquisa possa continuar para a produção aquapônica em escala maior, comercial.

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“Um projeto como esse funcionaria muito bem no Semiárido”, comenta Genivaldo Monteiro, assessor técnico da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). As casas, sítios e o comércio, na região rural do Semiárido, são muito distantes. A aquaponia produz alimentos saudáveis, com pouco consumo de água e pouco tempo de trabalho”, complementa Genivaldo. “É maravilhoso o quanto pode-se associar ciência e tecnologia com o desenvolvimento social e encontrar soluções para áreas extremas como o semiárido”, disse.

Além disso, o pesquisador Paulo Carneiro acredita que, no contexto educacional, professores do ensino fundamental e médio podem transformar a aquaponia em uma eficiente ferramenta de ensino em disciplinas como biologia, meio ambiente, física, química, matemática economia e engenharia.

Por Ivan Marinović Bršćan – Embrapa

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Curiosidades

Você sabia que as vacas passam por mudança de personalidade na adolescência?

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leptospirose

Humanos passam por crises de personalidade na adolescência, por conta dos picos hormonais: alguns de nós ficam mais corajosos, outros, acabam mais retraídos, do que eram quando sonhavam em ir para a Disney.

Bovinos passam por isso também, de acordo com um novo estudo, feito com vacas leiteiras

A pesquisa, da Universidade de Colúmbia Britânica, no Canadá, concluiu que elas podem se tornar mais tímidas ou mais ousadas à medida em que passam da infância para a idade adulta.

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O que os pesquisadores fizeram foi testar por um bom tempo as personalidades de várias vacas nesse período de suas vidas. Eles tiravam os animais de seus rebanhos e iam observando como eles se comportavam diante de pessoas desconhecidas e objetos que nunca tinha visto.

A ideia era justamente mapear dois traços de personalidade: a ansiedade por explorar coisas novas e a timidez. E não deu outra: algumas vacas que eram retraídas na infância ficaram mais saidinhas. Outras, que eram mais caras de pau nos tempos de bezerra, ficaram mais retraídas. Gente como a gente.

vaca

Na infância e na vida adulta, por outro lado, esses traços de personalidade são mais estáveis. De novo, igual acontece com humanos.

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Espera-se que os resultados ajudem no desenvolvimento de melhores práticas na pecuária.

“Nosso objetivo geral é melhorar a vida dos animais nas fazendas”, disse ao The Guardian a pesquisadora de bem-estar animal Heather Neave, uma das responsáveis pelo estudo.

A motivação não é exclusivamente a empatia com os animais. A saúde dos bichos impacta diretamente na qualidade dos produtos agropecuários. Vacas estressadas, afinal, comem menos, demoram mais para crescer e, no fim, se tornam más produtoras de leite.

“Idealmente, no futuro, as práticas de manejo serão adaptadas ao indivíduo, não ao rebanho, de forma que todos os bezerros e vacas tenham a oportunidade de prosperar na fazenda, e atingir todo o seu potencial produtivo.”

Fonte: Super Interessante

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Mercado Financeiro

Agronegócio responde por 84,05% do total exportado por Goiás em abril

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milho,milho safrinha,agronegócios no brasil

Mais de 800 milhões de dólares foram exportados pelo Estado, com destaque para soja e complexo carnes, sobretudo bovina e de frango

No mês de abril, o agronegócio foi responsável por 84,05% do total exportado por Goiás, somando 808,69 milhões de dólares. Os dados foram divulgados pelo Comex Stat do Ministério da Economia e compilados pela Gerência de Inteligência de Mercado da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Ao todo, o Estado registrou 962,15 milhões de dólares em exportações.

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O complexo soja lidera as exportações do agro com 77,19% do total (624,23 milhões de dólares), seguido pelo complexo carnes, com 15,75% (127,34 milhões de dólares). Dentro do complexo carnes, o destaque fica com a carne bovina (88,53 milhões de dólares) e a carne de frango (35,58 milhões de dólares).

Também aparecem entre os destaques na pauta de abril as exportações de couro (16,18 milhões de dólares), complexo sucroalcooleiro (9,23 milhões de dólares), algodão (7,5 milhões de dólares), milho (5,56 milhões de dólares) e café (1,31 milhão de dólares).

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Acumulado

De janeiro a abril, o agronegócio já acumula 2,15 bilhões de dólares exportados em Goiás, o que representa 78,36% do total exportado pelo Estado no acumulado do ano. Deste total, 1,39 bilhão de dólares vêm da soja (64,85%) e 472,88 milhões de dólares do complexo carnes (21,97%).

Na avaliação do secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tiago Mendonça, o bom desempenho da pauta de exportações do agro mantém uma tendência que inclui o peso dos produtos mais exportados pelo Estado, com o acréscimo da diversificação da pauta. “Os produtores do Estado, com o apoio do Governo de Goiás, têm feito um trabalho excepcional com recordes de produção, sobretudo nas principais commodities, como soja e milho”, considera. “Ao mesmo tempo, vemos ganhar destaque outros produtos que incluem itens como couros, complexo sucroalcooleiro, algodão, café, entre outros, que têm um peso positivo pelo lado da diversificação da pauta de exportações. Isso contribui com o desenvolvimento em diversas frentes, sobretudo pela demanda que traz renda, movimenta a economia e gera empregos.”

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Foto: Wenderson Araújo/CNA

Por Seapa – Governo de Goiás

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