A segurança alimentar é uma preocupação constante dos chefes de estado e de todas as nações
Este assunto abriu a programação do Acricorte 2023 nesta quinta-feira (18), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá-MT. O Acricorte é o maior evento da pecuária mato-grossense, promovido pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).
“Somos a pecuária forte de um país fraco disputando com a pecuária fraca de países fortes. Isso explica a natureza das nossas dificuldades. E explica que podemos olhar para o futuro com confiança e otimismo que seremos capazes de vencer”, disse o ex-ministro Aldo Rebelo, relator do Código Florestal Brasileiro, em sua palestra no Acricorte sobre a “Agropecuária brasileira na geopolítica da segurança alimentar”.
Segundo Rebelo, a Organização das Nações Unidas (ONU) entende que o Brasil tem grande responsabilidade para suprir a demanda mundial de alimentos nos próximos anos.

“A maior responsabilidade virá do Brasil por três fatores principais: temos recursos naturais, conhecimento e recursos humanos”, elencou Rabelo.
Em relação aos recursos naturais, o ex-ministro exemplificou a terra apropriada para a produção agropecuária, água e clima favorável. O segundo fator reconhecido pela ONU é o conhecimento: “Só se faz agricultura com conhecimento e aqui temos a Embrapa para provar isso”.
O fator humano, conforme apontou o palestrante na Acricorte, é a capacidade de os produtores rurais produzirem com qualidade, responsabilidade e sustentabilidade. “Sem o fator humano não adianta ter área, nem técnica e se não tiver o produtor, o criador. Não tem como improvisar”, salientou.
O meio ambiente também foi destacado na palestra por ter se tornado, segundo Rabelo, uma agenda geopolítica, ou seja, “uma agenda de disputa de poder mundial”.
O presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Junior, abordou o mesmo assunto em seu discurso de abertura do evento: “Entre os vários assuntos que nos atingem atualmente está a campanha difamatória que sofremos mundo afora e no Brasil por profissionais muito bem remunerados para nos desvalorizar e desvalorizar nossos produtos nos colocando em situação de inferioridade nas negociações, como se fôssemos criminosos ambientais. Essa narrativa é sustentada por muita gente dentro do próprio país”, disse o presidente.





