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Soja BRS 5804RR, nova cultivar alia precocidade e alta produtividade, conheça

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SOJA BRS 5804RR

A BRS 5804RR é a a cultivar de soja da Embrapa para a região fria que alia precocidade e alta produtividade, com excelente sanidade de raiz, elevado peso de mil sementes e ampla janela de semeadura.

A BRS 5804RR possui hábito de crescimento indeterminado e pertence às cultivares de ciclo precoce com grupo de maturidade de 5.8. Apresenta bom vigor inicial e ótima arquitetura de planta, com capacidade de engalhamento e grande número de vagens com 4 grãos. Além disso é resistente ao acamamento, o que permite um ótimo visual da lavoura.

Com excelente pacote fitossanitário, a BRS 5804RR apresenta boa resistência às principais doenças que atingem a cultura da soja, com destaque para resistência a fitóftora. Outra característica favorável à sua adoção está relacionada ao menor custo de sementes das cultivares RR em relação a outras tecnologias, resultando em maior retorno econômico aos agricultores.

A cultivar de soja BRS 5804RR é a segunda geração de um grupo de cultivares RR que aliam ótimas características agronômicas, estratégia de validação apropriada e condições favoráveis ​​de uso.

Para saber mais e onde encontrar a nova cultivar, clique aqui.

Fonte: Embrapa

AGRONEWS BRASIL – Informação para quem produz

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Sistemas agroflorestais biodiversos conservam e melhoram a qualidade do solo

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solo

No Dia da Conservação do Solo, 15 de abril, podemos comemorar a existência de sistemas a exemplo dos SAFs biodiversos que possuem potencial para recuperar áreas degradadas

Sistemas agroflorestais biodiversos (SAFs) compreendem formas de uso da terra que envolvem arranjos de espécies de árvores e de arbustos implantados ou já existentes nas áreas, integrando-as a cultivos agrícolas e/ou criação de animais, preferencialmente ao mesmo tempo, utilizando-se princípios agroecológicos.

Além de garantirem segurança alimentar e nutricional às famílias agricultoras, bem como obtenção de renda contínua e com menos riscos de frustrações, outro aspecto de grande relevância é a elevada capacidade desses sistemas produzirem grande diversidade de serviços ambientais, evidenciando o potencial para recuperação de áreas degradadas, inclusive Áreas de Reserva Legal (ARLs) e Áreas de Preservação Permanente (APPs).

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Além da diversidade de espécies vegetais, busca-se a supressão do uso agroquímicos, ao mesmo tempo que se privilegiam processos naturais, como: ciclagem de nutrientes, fixação biológica de nitrogênio, equilíbrio biológico, elevada produção de material orgânico para o solo, grande sequestro de carbono na biomassa vegetal e no solo, favorecimento da infiltração de água no solo, entre outros.

Há diversidade de espécies de árvores, arbustos e espécies rasteiras (herbáceas), cujas raízes possuem características diferentes e penetram no solo e vão até grandes profundidades absorvendo nutrientes que estavam sendo perdidos e trazem novamente para a camada superficial do solo, ao caírem folhas, flores, galhos e frutos.

Esses materiais orgânicos, que são produzidos continuamente, são triturados e decompostos pelos organismos do solo e parte destes formam a matéria orgânica do solo. A melhoria da matéria orgânica, aliada às ações dos organismos do solo e das raízes das plantas, recupera a estrutura física do solo, bem como a sua fertilidade.

A melhoria física do solo, aliada à sua boa cobertura viva e morta proporcionada pelas plantas, favorece a infiltração da água no solo, alimentando o lençol freático, que, por sua vez, fortalece as nascentes e, consequentemente, os mananciais superficiais de água (córregos e rios). Em várias situações, esse processo favorece o ressurgimento de mananciais de água que haviam desaparecido em função de práticas inadequadas de manejo da vegetação e do solo, em função da agricultura intensiva, predominantemente monocultural.

A presença de espécies leguminosas nos SAFs, que se associam a diversas espécies de microrganismos, possibilita a fixação biológica de nitrogênio, ou seja, a captação de nitrogênio que está presente no ar circulante no solo, transformando-o para que as plantas possam utilizá-lo na sua nutrição e posteriormente o enriquecimento do solo com esse nutriente.

A boa diversidade de espécies vegetais, que forma diferentes estratos em altura, proporciona grande quantidade de microambientes para o estabelecimento de inimigos naturais de pragas e doenças, controlando-os naturalmente, mantendo o equilíbrio biológico.

Ressalta-se que essas melhorias da qualidade do solo, dentre outros processos naturais que também são fortalecidos, melhora a capacidade de produção e geração de renda, proporcionando maior segurança aos agricultores.

Como pode ser envolvida uma grande diversidade de espécies vegetais, há inúmeras possibilidades de se fazer diferentes arranjos de produção. Ou seja, não há um “modelo ideal”, pois depende, principalmente, dos objetivos dos agricultores, as demandas e proximidade de mercado consumidor, disponibilidade de mão de obra, das características de cada localidade e dos próprios conhecimentos acumulados pelos agricultores ao longo do tempo sobre esses sistemas e as múltiplas possibilidades.

A Embrapa Agropecuária Oeste desenvolve pesquisas para identificar e propor arranjos com elevada capacidade de melhoria ambiental e com viabilidade econômica para áreas de produção, ARLs e de APPs.

Por Milton Parron Padovan – Embrapa

AGRONEWS – Informação para quem produz

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Embrapa

Entenda porque a qualidade da água é fundamental na produção de tilápia em tanques-rede

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peixe de cultivo

Confira abaixo a abordagem da Embrapa sobre a produção de tilápia em tanques-rede

Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, estudaram e monitoraram durante sete anos um reservatório rural em Monte Alegre do Sul, SP com o objetivo de avaliar os efeitos de diferentes densidades de estocagem, frequência alimentar, linhagens e percentuais de proteína bruta na ração para a produção de tilápia em tanques-rede.

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A publicação é resultado de todos os trabalhos anteriores realizados no Polo Regional do Leste Paulista (APTA de Monte Alegre do Sul) sobre manejo da produção de tilápia em tanques-rede (veja lista das referências e citações desses trabalhos ao final da publicação). A Circular Técnica 31 – Recomendações práticas para avaliação da qualidade da água na produção de tilápia em tanques-rede – faz referência a esses estudos e vai além, porque considera os efeitos das alterações da qualidade de água sobre a produção e, ainda, recomenda uma série de boas práticas de manejo (BPM) para prevenir e solucionar esses problemas.

Atividade que pode contribuir para o aumento da renda do pequeno produtor, a produção de peixes em tanques-rede em reservatórios já existentes na propriedade rural deve também seguir as BPM. “Muitos produtores rurais têm investido na criação de peixes com o objetivo de aumentar a renda de suas propriedades, e isto tem gerado uma demanda crescente por insumos, equipamentos e recomendações práticas de manejo”, afirma o pesquisador Julio Ferraz de Queiroz, um dos autores da publicação.

Diversos resultados da pesquisa demonstraram que a tilápia apresentou grande potencial para a criação em tanques-rede em reservatórios rurais em função de sua rusticidade, resistência ao manuseio, às alterações climáticas e na qualidade da água, além dos baixos custos de produção e excelente qualidade da carne. “Porém, é preciso seguir algumas regras básicas para assegurar bons resultados”, ressalta Queiroz.

https://agronews.tv.br/voce-sabe-porque-os-ovos-tem-cores-diferentes/

Os resultados dos trabalhos desenvolvidos em Monte Alegre do Sul e suas interações com relação à escolha da área, à qualidade da água e ao manejo produtivo são discutidos na Circular, agrupados em um conjunto de tabelas autoexplicativas, informações que se vinculam às principais indicações de boas práticas de manejo (BPM). Estas tabelas apresentam recomendações às principais BPM sugeridas pelos autores, as quais os piscicultores poderão adotar e, assim, solucionar problemas decorrentes do manejo produtivo inadequado e de alterações na qualidade da água.

De acordo com os autores, essas alterações podem ser: variações bruscas na temperatura, redução da concentração de oxigênio dissolvido, diminuição do pH dos sedimentos do fundo dos reservatórios, aumento da turbidez e redução da transparência da água. Além disso, ao final é apresentado um conjunto de BPM que pode ser adotado pelos piscicultores da região. As recomendações aos produtores da região de Monte Alegre do Sul e de regiões com características similares são as BPM constantes na Circular, e que podem ser consideradas como práticas gerais para a produção de tilápia em tanques-rede em reservatórios rurais.

Segundo a publicação, as BPM consistem em um conjunto de ações concretas, objetivas e específicas que tem por finalidade aumentar e assegurar a competitividade e a sustentabilidade dos sistemas de produção. “A adoção de BPM é considerada uma das estratégias mais eficientes para reduzir eventuais impactos ambientais negativos causados pelos sistemas de produção de peixes, camarões e outros organismos aquáticos”, sinaliza Queiroz.

Os autores são Julio Ferraz de Queiroz (Embrapa), Célia Maria Dória Frasca-Scorvo (Apta), João Donato Scorvo Filho (Apta), Patrícia Helena Nogueira Turco (Apta), Marcos Eliseu Losekann (Embrapa), Márcia Mayumi Ishikawa (Embrapa) e João Manoel Cordeiro Alves (Apta).

A publicação pode ser baixada aqui.

Por Eliana Lima – Embrapa

AGRONEWS – Informação para quem produz

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Produção de leite no Brasil: Parceria pode fazer país se tornar exportador de lácteos

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produção de leite

A Produção de leite no Brasil deve alavancar após anúncio de parceria. Embrapa e Lactalis estudam cooperação no desenvolvimento da pecuária leiteira nacional.

Em live da qual participaram gestores da Lactalis e pesquisadores e analistas da Embrapa, as empresas anunciaram interesse em parceria para enfrentar os principais gargalos da produção de leite no Brasil: produtividade, qualidade, sanidade e produção responsável. Segundo Armindo Neto, responsável pela captação de leite da Lactalis, a soma dos esforços das instituições pode fazer com que o país se torne exportador de lácteos. “A Lactalis tem a pretensão de transformar o Brasil em hub de exportação para toda a América Latina”, diz Neto.

Paulo do Carmo Martins, chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, afirma que a Lactalis, responsável pela captação de 20,1 bilhões de leites no mundo, está se tornando, rapidamente, um dos maiores conglomerados de produção de lácteos do Brasil. “Embora o nome ‘Lactalis” seja pouco conhecido pelo consumidor, a empresa é responsável por marcas tradicionais como Itambé, Parmalat, Cotochês, Batavo, Elegê, Poços de Caldas, Du Bom, Boa Nata e Presidente, possuindo grande capilaridade na pecuária de leite nacional”, diz. Ainda segundo Martins, a parceria entre as instituições terá como objetivo o treinamento de técnicos e a realização de palestras a produtores, além do desenvolvimento de conhecimento em conjunto.

Entre outros temas, iremos focar no bem-estar animal e em questões ambientais, sob a ótica do ‘ESG’, garantindo as boas práticas de produção que assegurem cuidados com o meio ambiente e com a sociedade”, diz Martins. “ESG” é a sigla em inglês para Environmental, Social and corporate Governance. Traduzida como governança ambiental, social e corporativa, refere-se aos três fatores centrais na medição da sustentabilidade e do impacto social de um investimento ou negócio. A análise desses critérios ajuda a determinar melhor o desempenho futuro das empresas.

Produção de leite no Brasil
Produção de leite no Brasil: Parceria pode fazer país se tornar exportador de lácteos 1

Parceria para o desenvolvimento da produção de leite no Brasil

Neto apresentou aos pesquisadores e analistas da Embrapa alguns projetos de incentivo ao produtor adotados na empresa, cuja participação da Embrapa seria oportuna:

  • Pro Leite – programa de acompanhamento do custo de produção nas fazendas;
  • Pro Quali – pagamento do leite por qualidade, com visitas a campo para melhoria dos resultados;
  • Mais Leite – programa de incentivo ao aumento da produção via bonificação extra do leite;
  • Meio Ambiente – produção com redução na emissão de CO2;
  • Bem-estar Animal – adoção de boas práticas e programas de certificação nas propriedades;
  • Reciclagem – Logística reversa de embalagens.

Global e Local

Maior grupo de lácteos do mundo, a Lactalis tem 47% de participação no mercado europeu, 24% nas Américas, 13% na África e 16% na Oceania. No entanto, é definida por Neto como uma empresa “glocal” (global + local). “Somos um grupo internacional que leva em conta as realidades locais”, afirma. Um exemplo disso é que não existe nenhuma marca de lácteos com o nome Lactalis. Quando o grupo adquire um laticínio, preserva sua marca, como aconteceu com a Itambé, Poços de Caldas, Cotochês etc, no Brasil.

Empresa familiar, foi fundada a 85 anos na França, tornando-se a “Número 1” em queijos naquele país. Seu primeiro produto foi a linha de queijos “Président”, vendida hoje em 160 países. A empresa preserva sua tradição queijeira, com os queijos sendo responsáveis por 35% do faturamento. Neto afirma que os produtos feitos no Brasil têm potencial de exportação para toda a América Latina. Ele conclui afirmando que a ambição da Lactlis é desenvolver a vocação exportadora para os lácteos brasileiros, aproveitando o potencial do parque fabril nacional, o amplo portfólio e a força das marcas.

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Tratamento e uso de resíduos da pecuária leiteira, biodigestor e compostagem de carcaças

Por: Rubens Neiva – Embrapa Gado de Leite

AGRONEWS – Informação para quem produz

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