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Curiosidades

Vamos conhecer 08 curiosidades sobre a soja

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Quem vê uma semente de soja, de meio centímetro de diâmetro, não imagina o tanto de história que ela carrega nem o tamanho de seu potencial produtivo e econômico

Descoberta há cerca de 5 mil anos, essa oleaginosa saiu do Oriente para a Europa e só chegou ao Brasil no fim do século XIX. Hoje, é a planta mais cultivada no País segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).

Abaixo, confira 08 curiosidades que você nem imaginava sobre a soja:

1 – Tem origem chinesa

A existência do grão foi mencionada pela primeira vez em livros chineses, cerca de 3 mil anos A.C. As espécies primitivas da herbácea Glycine max eram rasteiras e viviam ao longo do Rio Azul (Yangtzé), o maior da Ásia. Eram consideradas sagradas, assim como o arroz, o trigo, a cevada e o milheto. Dois mil anos depois, duas variedades selvagens de soja foram domesticadas e melhoradas por cientistas, a partir de cruzamentos, e essa oleaginosa passou a servir como moeda de troca, alternativa ao abate de animais e fonte de proteína vegetal, leite, queijo, pão e óleo. Da China, as linhagens mais adequadas ao consumo humano se espalharam pela Coreia, pelo Japão e Sudeste Asiático.

2 – Foi alvo das grandes navegações e adornava jardins

A soja chegou ao Ocidente, pela primeira vez, no fim do século XV, por meio de navegadores europeus que faziam comércio com o Oriente. Por mais de 200 anos, porém, o grão permaneceu apenas como uma curiosidade botânica e ornamental, presente em jardins ingleses, franceses e alemães. Foi só no século XVIII que começou a produção de ração animal e óleo, e a partir de 1950 o óleo e a proteína de soja passaram a despertar interesse industrial. Várias tentativas de cultivo em países muito frios, como Rússia, Inglaterra e Alemanha, porém, fracassaram. A oleaginosa desembarcou nos Estados Unidos no fim do século XIX e era destinada à alimentação animal.

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3 – Chegou ao Brasil via EUA e Japão

As primeiras variedades de soja de que se tem notícia no Brasil vieram dos Estados Unidos com destino à Bahia, em 1882. A adaptação não foi boa, e uma nova tentativa ocorreu em Campinas (SP), uma década depois. Mas os grãos que melhor se desenvolveram no País foram trazidos por imigrantes japoneses, a partir de 1908. O primeiro cultivo oficial em solo brasileiro aconteceu, de fato, em 1914, na região de Santa Rosa (RS), e os plantios comerciais começaram dez anos depois. Em 1940, a soja chegou ao Paraguai e, na década seguinte, à Argentina e ao México.

4 – MT, PR e RS são os maiores produtores do País

O top 3 do ranking nacional em produção de soja é formado por Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul. O primeiro é líder isolado, com uma produção de 30,5 milhões de toneladas em uma área de 9,3 milhões de hectares, de acordo com dados da CONAB. Já o vice-campeão produziu 19,5 milhões de toneladas em uma área de 5,2 milhões de hectares, enquanto o terceiro lugar alcançou 18,7 milhões de toneladas em 5,5 milhões de hectares.

curiosidade soja
Imagem Internet

Paraná também se destaca na produtividade, com uma média de 62 sacas por hectare – índice que é, inclusive, 6,3% superior ao dos Estados Unidos. Outros Estados brasileiros expressivos na produção de soja são Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia e Minas Gerais. Além disso, segundo a CONAB, há um avanço acelerado no Pará e na região do Matopiba (que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), com um potencial de expansão de 10 milhões de hectares.

5 – É uma commodity

Todo produto que funciona como matéria-prima, é produzido em larga escala, pode ser estocado sem perder a qualidade e tem negociação em bolsa de valores (como a BM&FBOVESPA) é considerado uma commodity, ou seja, uma mercadoria. A soja se encaixa nesse perfil – assim como milho, algodão, café, açúcar, ouro, boi gordo, petróleo e suco de laranja (concentrado e congelado).

O preço da soja no mercado mundial, portanto, é consequência da oferta e da demanda, não sendo determinado pela empresa que a produz. Na época da entressafra, por exemplo, há aumento de preços, o que afeta o valor final do produto.

6 – Está presente em muitos alimentos industrializados

Da soja, vêm subprodutos como o óleo utilizado na formulação de margarinas, maioneses e molhos (de tomate e para salada). “O shoyu com que se tempera o sushi, aliás, nada mais é do que um fermentado de soja”, afirma o biólogo e doutor em genética de microrganismos Airton Vialta, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), em Campinas (SP). Essa oleaginosa também está presente em derivados como leite, farelo (para ração animal), farinha (ingrediente de pães, biscoitos, macarrão e produtos infantis), lecitina (ajuda a misturar óleo e água em chocolates e no leite em pó) e isolados proteicos, usados em sopas, bebidas e subprodutos de carne.

No Brasil, porém, o consumo direto de soja na alimentação (como fonte de proteína) ainda é restrito: apenas 3,5% da produção, em média, simplesmente por não fazer parte dos hábitos da população, ao contrário do que ocorre em países orientais. Vale destacar, porém, que a adição de 20% de farinha de soja a pães, bolachas e massas chega a dobrar o conteúdo proteico desses alimentos.

7 – Traz benefícios à saúde

A soja é fonte de vitaminas do complexo B, como tiamina (B1), riboflavina (B2) e niacina (B3); de vitaminas C, E e K, fibras, ferro, ácido fólico, ômega 3, cobre, fósforo, potássio, zinco, magnésio e triptofano (aminoácido que, assim como a niacina e o magnésio, atua como precursor da serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar). Também tem alto teor de gorduras boas (mono e poli-insaturadas), baixo teor de gordura ruim (saturada) e é livre de colesterol.

Além disso, contém isoflavona, um composto orgânico que atua na prevenção de cânceres de mama, colo do útero e próstata. Por ter uma estrutura química semelhante ao hormônio feminino estrógeno, a isoflavona é capaz, ainda, de aliviar os efeitos da tensão pré-menstrual (TPM) e da menopausa, e atua na prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes e osteoporose.

8 – Tem vários “primos” e uma flor delicada

A soja pertence ao grupo das leguminosas, do qual também fazem parte o feijão, a ervilha, a lentilha e o grão-de-bico, todos excelentes fontes de proteína vegetal, carboidratos, fibras, vitaminas e minerais. A vagem da soja verde lembra, inclusive, a da ervilha torta. Suas sementes são lisas, ovais (ou em forma de elipse) e de cor amarelada, preta ou verde.

O cultivo leva entre dois e quatro meses, e a planta pode chegar a 1,5 metro de altura. As flores da soja são bem pequenas (até 8 mm de diâmetro), ficam localizadas na base dos ramos e têm coloração branca, púrpura ou roxa.

Por Luna D’Alama – Boas práticas agronômicas

AGRONEWS BRASIL – Informação para quem produz

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Vejamos a seguir algumas curiosidades da soja

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preço da soja hoje

A origem chinesa, o presente dos deuses, a chegada ao Brasil, as mil utilizações, o mercado e muitas outras curiosidades

Responda rápido: qual planta é utilizada tanto como alimento humano e animal, quanto na produção de itens tão diferentes quanto combustíveis, cosméticos, medicamentos, adesivos, adubos, produtos veterinários, tintas e plásticos, entre vários outros? Você acertou se pensou em soja!

Essa leguminosa originária da Manchúria, no nordeste da China, pode até não ser muito apreciada quando é apenas cozida, mas possui características surpreendentes e se tornou, com ampla vantagem, o principal produto de exportação do Brasil, que está prestes a se tornar, também, o maior produtor mundial.

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A soja tem uma longa história, que se iniciou há quase 5 mil anos, entre 2880 e 2830 antes de Cristo, de acordo com referências divulgadas pela Embrapa Soja, e em sua origem era tida pelos antigos chineses como um grão sagrado, assim como o arroz, o trigo e a cevada. Um dos primeiros registros da soja está no livro Pen Ts’ao Kong Um, que descreveu as plantas da China para o imperador Sheng-Nung. Contudo, apesar de tão antiga, a pequena planta rasteira ficou restrita à Ásia até o período compreendido entre o final do século 15 e o começo do século 16, quando foi levada para a Europa e plantada apenas em jardins botânicos, como curiosidade.

Demorou muito tempo para que os ocidentais descobrissem as inúmeras possibilidades dessa leguminosa da família Fabaceae, “parente” do feijão, da lentilha e da ervilha. Foi só no início do século 20 que surgiram os primeiros cultivos em maior escala na Europa e nas Américas, mas a partir daí a soja encontrou o ambiente perfeito para se tornar uma das mais valiosas commodities mundiais e a principal cultura do Brasil. A seguir, conheça um pouco mais dessa longa e rica história:

Jóia dos deuses

Uma lenda chinesa diz que a soja nasceu espontaneamente no país, como um presente do deus da agricultura, Hou-tsi, que se compadeceu com a miséria da população em um período de muita fome. Desde então, a planta passou a ser vista como um grão divino e chamada de “jóia amarela”, por causa do seu potencial nutritivo e medicinal.

Tofu, shoyu e missô

A origem chinesa é um dos motivos pelos quais a soja se tornou tão presente na culinária dos países asiáticos, nas mais diferentes formas. Com a popularização da comida japonesa, não há quem desconheça o molho shoyu que tempera o sashimi, a potente pasta de missô e o tofu, todos derivados de soja. Acredita-se que a soja tenha sido levada da China para o Japão por monges budistas e, de lá, espalhou-se por todo o Oriente. Graças às suas propriedades nutricionais, a leguminosa foi incorporada pela macrobiótica.

A chegada ao Brasil

José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja, explica que a primeira tentativa de cultivo de soja no Brasil ocorreu em 1882, na Bahia, mas a espécie plantada não se adaptou ao clima. Nove anos depois, surgiram pequenas plantações na região de Campinas, no interior de São Paulo, com resultados melhores, e em 1928 a cultura chegou a Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, já em escala comercial. Segundo Mandarino, as sementes mais específicas para consumo humano foram trazidas pelos primeiros imigrantes japoneses, em 1908.

A tropicalização

Por muitos anos a soja recebeu pouca atenção dos agricultores brasileiros, que preferiam cultivar culturas mais conhecidas, como café, cana-de-açúcar, arroz, feijão e milho, além de frutas e verduras. Foi somente a partir da década de 1970 que se percebeu o valor comercial da soja, impulsionado pelos programas de melhoramento genético. Em diferentes centros de pesquisas, como o Instituto de Pesquisa Agropecuária do Sul (Ipeas), foram feitos cruzamentos de cultivares trazidos de outros países. Destaca-se especialmente o importante papel da Embrapa e, posteriormente, da Embrapa Soja, que levou essas pesquisas a outro patamar, ao investir em tecnologias para a adaptação da cultura às condições brasileiras e permitir que a leguminosa pudesse ser plantada em baixas latitudes. Basta dizer que a Embrapa já desenvolveu mais de 280 cultivares de soja, um dos motivos pelos quais o Brasil produz, atualmente, mais de um terço de toda a soja do mundo.

Pioneirismo na biotecnologia

Quando se fala hoje em melhoramento genético, logo se imagina que se trata de algo muito moderno, proporcionado pelos avanços recentes da biotecnologia. Na realidade, é possível dizer que a soja passou por processos transgênicos desde a sua origem na China, quando agricultores cruzaram plantas diferentes para chegar ao grão que conhecemos atualmente. No Brasil, a soja também foi o alimento transgênico pioneiro, quando uma espécie resistente a um tipo de herbicida foi aprovada para cultivo em 1998.

Carne vegetal

O alto teor de proteína da soja a tornou o suplemento preferencial para a alimentação animal em todo o mundo, e isso explica por que há tanta demanda. O farelo de soja tem teor proteico de 44% a 48%, quando o grão é descascado antes da extração do óleo, o que é perfeito para a fabricação de ração para bois, porcos, frangos e peixes. Isso significa que, embora apenas 6% da soja seja destinada à alimentação humana, a leguminosa nos nutre indiretamente, por estar presente praticamente toda a carne que consumimos.

Mil e uma utilidades

Porém, mesmo deixando de lado seu papel essencial na nutrição de quase todos os animais que fornecem as carnes que chegam à nossa mesa, a soja é também um fenômeno em variedade de uso. Além do shoyu, do tofu e do missô que conhecemos, a soja pode ser consumida na forma de óleo, farinha e em vários alimentos industrializados como pães, biscoitos e massas. Mas é na indústria que a soja é realmente utilizada em larga escala, em aplicações surpreendentes como tinta de caneta, xampus, sabonetes, esmaltes de unha e outros cosméticos. Também está presente na fabricação de combustíveis, como o biodiesel, e em produtos farmacêuticos, plásticos, tintas, adubos, adesivos, giz de cera, velas aromáticas, revestimentos e muito mais de uma relação quase interminável.

O processo industrial

Quase todos os derivados da soja são produzidos a partir de um processo básico de industrialização que produz, principalmente, o farelo e o óleo. O farelo é utilizado sobretudo na alimentação animal, como ingrediente de vários tipos de ração, e resulta da torrefação e moagem de uma pasta chamada torta de soja, obtida depois da extração do óleo do grão. Até mesmo a casca da soja é aproveitada como forragem grossa e fonte de fibra utilizada em cereais matinais e outros produtos.

O mercado

Como uma commodity, a soja é negociada em bolsas de valores ao redor do mundo, com destaque para a Bolsa de Mercadorias de Chicago, nos Estados Unidos, uma referência dos preços internacionais do momento e do mercado futuro. Nessas bolsas, os países que precisam comprar ou vender soja negociam com base em preços que variam de acordo com a oferta e a demanda. No mercado futuro, os compradores e vendedores assinam contratos com valores pré-estabelecidos para a data da entrega da soja. É um setor econômicos forte e dinâmico, que movimenta em torno de 100 bilhões de dólares anuais e depende das safras dos principais países produtores, do clima e, principalmente, da necessidade dos compradores.

O maior consumidor

A China é o maior mercado consumidor mundial de soja, com seus quase 1,4 bilhão de habitantes e a longa tradição de utilização dessa leguminosa na culinária e na medicina. Dos 68 milhões de toneladas do produto que o Brasil exportou no ano passado, nada menos do que 54 milhões de toneladas foram vendidos aos chineses – ou seja, 80% do total, o que representou uma receita em torno de 25 bilhões de dólares. Grande parte dessa soja se destina à produção de ração animal, mas também é importante a parcela utilizada para a alimentação humana, já que se estima que quase 300 milhões de chineses que vivem no campo migrarão para as grandes cidades até 2030, o que aumentará bastante o consumo.

Por Bayer Jovens

AGRONEWS – Informação para quem produz

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Você sabe o que é caviar, de onde vem e por que é tão caro?

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caviar

Que caviar é uma comida requintada todos devem saber, mas o porquê de todo esse requinte, poucos sabem. Nem mesmo Zeca Pagodinho no alto da sua sabedoria pagodeira, conseguiu explicar esta iguaria da realeza, mas neste artigo vamos tentar esclarecer os principais aspectos e mostrar, em vídeo, como é feita a extração do caviar, acompanhe!

“Você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar
Você sabe o que é caviar? Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar…”
(Trecho da música “Caviar” de Zeca Pagodinho)

Mas afinal o que é caviar? saiba tudo sobre essa iguaria

O caviar é um alimento, considerado uma iguaria de luxo, consistindo em ovas de esturjão não-fertilizadas, sem qualquer tipo de aditivo, corante. As ovas podem ser “frescas” (não-pasteurizadas) ou pasteurizadas, tendo estas um menor valor monetário.

Tradicionalmente a designação “caviar” é apenas utilizada para as ovas provenientes das espécies selvagens de esturjão, principalmente as do Mar Cáspio e seus afluentes, de acordo com regra da Rússia ou do Irã (caviar Beluga, Ossetra e Sevruga). Estas ovas, consoante a sua qualidade (sabor, tamanho, consistência e cor), atingem preços entre 6.000€ e 12.000€ o quilo, no mercado europeu ocidental, estando associadas a ambientes gourmet e de alta cozinha (haute cuisine).

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A designação “caviar” pode igualmente ser utilizada para ovas de outras espécies de esturjão selvagem ou para ovas de esturjões criados em aquacultura (das espécies do Cáspio ou outras).

curiosidade soja

Hoje, dependendo dos países e das legislações nacionais específicas, a designação “caviar” pode ainda ser utilizada para uma série variada de produtos de baixo preço substitutos ou sucedâneos de caviar, como as ovas de salmão, de truta, de lumpo, etc. Contudo, segundo a FAO, ovas de qualquer espécie que não acipenseriformes (incluindo estes os acipenseridae, ou esturjões stricto sensu, e os polyodontidae, ou peixes-espátula), não são caviar, mas sim “substitutos de caviar”.

https://agronews.tv.br/voce-sabe-porque-os-ovos-tem-cores-diferentes/

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Esta posição é igualmente adoptada pela CITES, pelo WWF, pelos serviços aduaneiros dos Estados Unidos e pelo Estado francês. Igualmente a legislação europeia aplicável em Portugal define caviar como “Ovos não fecundados mortos transformados de todas as espécies de Acipenseriformes; igualmente designados por ovas“.

Porque é tão caro?

Primeiramente, o caviar faz tanto sucesso assim por conta de seu preço que é exorbitante. No entanto, por ser tão caro, apenas pessoas com um custo de vida maior conseguem consumir esse tipo de alimento com frequência. Ou seja, uma pequena parte da população. Basicamente, se você for olhar como é o caviar você verá que são bolinhas gosmentas. Porém, a verdade é que o caviar são ovas não-fertilizadas de peixes selvagens.

Se você é a parcela de pessoas que ainda está sem entender do porquê esse tipo de alimento faz tanto sucesso, vem com a gente que iremos explicar todos os detalhes, procedimentos, culinária e ainda, o preço desse alimento tão “famosinho”.

Como já dizemos o caviar são ovas que ainda não foram fertilizadas de peixes selvagens. Em específico, o peixe mais conhecido, é o esturjão, os quais são encontrados no Mar Cáspio. O esturjão depois do tubarão baleia é o maior peixe de água salgada do mundo.

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No entanto, antigamente o caviar só “prestava” se fosse do peixe esturjão, porém ele começou a se tornar difícil de se encontrar, por isso a regra foi mudada, ou seja, hoje em dia o caviar pode ser extraído de outros peixes selvagens. Como por exemplo, o salmão, truta, lumpo e a tainha. Enfim, o caviar são bolinhas pretas, rosas ou outra cor. Essas bolinhas possuem um intenso sabor de peixe e são consideradas no mundo todo como um alimento requintado.

O caviar é encontrado principalmente em canapés sofisticados, os quais aparecem mais em festas de milionários. Esse tipo de alimento não possui nenhum aditivo, corante ou conservante. Além de, as ovas podendo ser distintas entre frescas ou seja, não-pasteurizadas ou também pasteurizadas, as quais se tornam mais baratas.

Esturjão, um peixe em extinção?

Como é de costume, quando um alimento se populariza, mesmo sendo para um grupo pequeno de pessoas, as pescas e a comercialização aumentam. E esse aumento desenfreado gera a diminuição de algumas espécies de seres vivos, como por exemplo, o esturjão.

No caso, o esturjão está começando a ser considerado extinto, justamente pela produção e comercialização do caviar, a qual provoca uma pesca excessiva dessa espécie.

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Além disso, de acordo com a conclusão da comissão de aconselhamento científico da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) das Nações Unidas, o comércios dessas ovas estão sendo insustentáveis.

A preocupação ainda aumenta, pois esses peixes se reproduzem com pouca frequência e bem tarde. Basicamente, um esturjão pode demorar entre seis a 25 anos para atingir a maturidade sexual. Ainda que as fêmeas em sua grande maioria desse peixe se reproduzem apenas a cada três ou quatro anos.

Com base nesses estudos, algumas entidades ambientalistas já alertaram sobre o perigo da extinção dessa espécie. E ainda afirmaram que se continuar com tamanha pesca excessiva e muitas das vezes clandestina, correrá o risco de não existir mais essa espécie. No entanto, por esse motivo, o caviar continua cada vez mais caro no mercado.

Como é feita a extração das ovas?

Levando-se em conta, a pesca desenfreada, e a quase extinção do esturjão. Já se pode imaginar, que a extração das ovas também não será uma coisa “bonita” de se falar, nem de ser ver.

Primeiramente, as ovas são retiradas da fêmea ainda viva, pois as ovas ainda não foram fertilizados. Até porque se ela estiver morta, ela libera toxinas nefastas nas ovas, o que ficaria impróprio para o consumo. No entanto, após tirar as ovas da fêmea viva, eles são peneiradas, lavadas e escorridas, triadas, conforme a consistência, tamanho e cor.

Depois são salgadas em um tempo máximo de 15 minutos após extração. Em seguida são levemente secas e acondicionadas em latas hermeticamente fechadas, onde pode ocorrer processos de maturação, elas não podem ser pasteurizadas. Por fim, a fêmea é morta e encaminhada para produção e comercialização de sua carne.

No entanto, há casos diferentes de esturjões, como por exemplo, os de aquacultura. Em casos como esses, deve se retirar as ovas da fêmea sem matar ela, pois assim ela pode continuar produzindo por mais tempo.

Como é feita a comercialização do caviar?

Como já dissemos, o caviar hoje é um tipo de alimento, que praticamente fica só entre a socialites. Para lhe explicar melhor, esse produto consegue render mais de milhões de dólares anuais. Basicamente, o preço do caviar pode chegar até R$ 6 mil reais ou até mais, por uma simples lata de 125 gramas. De uma forma geral, 1 kg do alimento pode custar 1.000 dólares.

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Pérola Hidratante de Caviar

Enquanto, as marcas mais baratas no Brasil podem custar cerca de 150 reais por 100 g. Agora deu para entender melhor porque eles estão mais presentes em festas de pessoas com uma renda a mais.

Contudo, o caviar mesmo ele sendo tão caro, ele não é utilizado somente na gastronomia. Ele também serve de ingrediente para a produção de alguns cosméticos para tratamento de rejuvenescimento da pele. Isso ocorre devido à uma substância nutritiva chamada vitelline, a qual é rica em fosfolípidos e fosfoproteínas.

Agora deu para entender melhor sobre o universo dos caviar? Ficou com vontade de experimentar essa beldade? deixe seu comentário!

Por AGRONEWS – com informações do R7

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Curiosidades

Confira curiosidades sobre o milho

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Abaixo você vai conhecer um pouco mais sobre o milho, veja 9 curiosidades deste famoso grão:

O milho é poderoso. Terceiro cereal mais consumido no mundo, depois do trigo e do arroz, é nutritivo, saboroso, barato e de cultivo muito simples, quatro qualidades que o tornam particularmente valioso na alimentação e na indústria e acessível a qualquer mesa. Por isso não causa surpresa a extensa relação de produtos que contêm milho e o volume que é produzido e exportado todos os anos, especialmente no Brasil. É uma das chamadas “grandes culturas”, que têm peso tanto na economia como na alimentação humana e animal e nas múltiplas aplicações na indústria.

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Imagine uma festa junina sem pipoca, curau, polenta, canjica, pamonha e milho doce assado ou cozido. É difícil, assim como imaginar que o milho também está presente na fabricação de produtos como linguiça, baby food, macarrão instantâneo, medicamentos, gesso e até minérios e químicos. Por tudo isso e muito mais, a “planta humilde dos quintais pequenos” que inspirou a poetisa Cora Coralina merece ser melhor conhecida – como você verá a seguir.

1 – Teosinto: a “mãe” do milho

A origem biológica do milho se manteve misteriosa por milhares de anos, até que na década de 1930 o norte-americano George Beadle, ainda estudante de pós-graduação, descobriu que o cereal tinha cromossomos similares ao do teosinto, uma planta geralmente usada como pasto animal, com pequenas espigas e sementes em forma de grão. Nem todo mundo acreditou nessa teoria, mas pesquisas posteriores confirmaram o parentesco entre as duas espécies e indicaram o vale de Balsas, no sul do México, como o berço da transformação do teosinto em milho, entre 7 mil e 9 mil anos atrás.

2 – Dos índios aos escravos

Pesquisas indicam que o primeiro país sul-americano que cultivou milho foi o Peru, onde foram encontrados grãos com 4 mil anos de idade. A Europa só conheceu o cereal a partir do século 16, levado pelas grandes navegações, mas quando as caravelas de Cabral chegaram a Porto Seguro os habitantes originais do Brasil já conheciam o milho há muito tempo. Quase todos os grupos indígenas brasileiros plantavam milho, que, depois da colonização do país pelos portugueses, tornou-se também um dos principais alimentos consumidos pelos escravos trazidos da África.

3 – Preferência mundial

O milho é oitavo alimento mais consumido no mundo, perdendo apenas para leite e derivados, trigo, arroz, batata, cerveja, açúcar e tomate. O Brasil está na quarta posição no ranking de consumo, depois dos Estados Unidos, da China e da União Europeia. A cada ano, o Brasil consome em torno de 66 milhões de toneladas de milho, o que dá, mais ou menos, 180 milhões de quilos por dia, ou 7,5 milhões de quilos por hora! É ou não é gostar muito de milho?

4 – Onde se produz

curiosidade soja

De acordo com as estimativas mais recentes, o Brasil deverá produzir 94 milhões de toneladas de milho, o que classifica o país como o terceiro maior produtor mundial de milho, depois dos Estados Unidos e da China. Todo esse milho é plantado, principalmente, em Mato Grosso, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, em cerca de 3,6 milhões de propriedades rurais, metade de pequeno porte.

5 – Uma parte vira ração e o restante?

Embora seja tão popular no preparo de mil pratos gostosos, em torno de 80% do milho que o Brasil produz e não exporta é destinado à fabricação de ração animal. Os 20% que sobram são processados e se transformam em produtos como óleo, fubá, farinha e amido e parte das receitas de macarrão instantâneo, papinhas para bebês, salsichas, linguiças, salgadinhos, temperos, pães e mais um sem número de aplicações, algumas surpreendentes. Por exemplo, é usado com agente filtrante pela indústria farmacêutica, na flotação de minérios, na fundição do ferro, na produção de gesso, como emulsificante na indústria química, na fabricação de papelão, em fertilizantes, e por aí afora.

6 – Cinema sem pipoca?

Nem todo milho estoura e vira pipoca. A variedade que faz a nossa alegria ao assistir a um filme ou numa noite tranquila em casa é a Zea mays everta, cujas espigas são menores do que as do milho comum. O “segredo” é a capacidade do grão de armazenar água na parte interna, que estoura quando submetida ao calor, rompe a casca e se transforma em uma massa de amido e fibras – a pipoca, descoberta pelos primeiros índios que cultivaram o milho, que devem ter se divertido um bocado com a novidade, em torno das fogueiras.

Curiosidades sobre o Brasil

7 – Cascas para fora

O milho é tão rico em nutrientes que já foi chamado de fonte da juventude, graças às suas propriedades antioxidantes e aos teores de vitaminas e sais minerais importantes para o organismo. Algumas pesquisas afirmam que o consumo de milho ajuda a prevenir doenças cardiovasculares e câncer, melhora a pele e fortalece dentes e ossos, reduz o estresse e retarda o envelhecimento. Mas todos esses benefícios estão contidos no interior do grão, porque a casca é eliminada praticamente intacta, por ser de difícil digestão.

8 – Cabelo que não é enfeite

O simpático cabelinho amarelo do milho tem uma função importante. É o lado feminino da planta, responsável pela sua reprodução, ao transportar o pólen que fecunda os óvulos da espiga para que nasçam os grãos.

9 – Na mesa do bar

Quem olha com atenção o rótulo da maioria das cervejas brasileiras encontra entre os ingredientes da fórmula “cereais não maltados”, que em geral é simplesmente milho. Desde que a sua cerveja preferida não seja do tipo “puro malte”, é quase certo que você esteja consumindo milho a cada vez que encontra os amigos no bar. O milho também é um componente importante na fabricação do uísque feito nos Estados Unidos, o whiskey. O tipo bourbon, por exemplo, por lei, é aquele produzido a partir de uma mistura de grãos de pelo menos 51% de milho, “mas não mais de 79%”.

Fonte: Bayer

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