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Veja 7 dicas sobre cria e recria de bezerras e novilhas

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agronews

1 – Quando devemos iniciar os cuidados com os bezerros?

Os cuidados com o bezerro devem começar ainda na fase de gestação. A fase de maior crescimento do feto se dá nos últimos 3 meses de gestação. Assim, a vaca gestante e em lactação deve ser seca 60 dias antes da data prevista para o parto, para a recuperação da glândula mamária e a produção de colostro. A influência da alimentação pré-natal é crítica, tanto para o crescimento normal do feto quanto para a sobrevivência do bezerro durante as primeiras semanas de vida. No que se refere ao aspecto nutricional, as deficiências de energia, minerais e vitaminas são consideradas as mais importantes.

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O teor de proteína da dieta (volumoso mais concentrado) da vaca nesse período não deve ser inferior a 14% na base da matéria seca (MS). Mas deve-se evitar que a vaca esteja muito gorda pois há riscos de problemas no parto.

Assim, de 20 a 30 dias antes do parto, as vacas devem ser conduzidas ao pasto ou ao piquete maternidade, que deve estar seco, limpo e localizado próximo às instalações principais, para
permitir alimentação diferenciada, observações frequentes e assistência, caso ocorra algum problema por ocasião do parto.

A recomendação geral é:

  • Durante os primeiros 6 meses de gestação, vacas gordas podem perder peso, vacas em bom estado corporal devem manter o peso e vacas magras devem ganhar peso;
  • Durante o último terço da gestação, todas as vacas devem ganhar em torno de 600 g a 800 g por dia, mesmo que seja necessário fornecer-lhes alimentação suplementar ao volumoso;
  • Caso não se tenha uma balança para aferir o ganho de peso, pode-se fazer uma avaliação visual das condições corporais das vacas.

2 – Quais os principais cuidados que se deve tomar com os bezerros recém-nascidos?

Bezerro recém nascido
Veja 7 dicas sobre cria e recria de bezerras e novilhas

Logo após o nascimento, inspeciona-se o bezerro e, se necessário, removem-se as membranas fetais e os mucos do nariz e da boca. A vaca costuma lamber o bezerro, ajudando a secar o pelo e estimulando a circulação e a respiração. Em dias chuvosos, recolhe-se o bezerro para local coberto e limpo, secando-o com um pano.

Deve-se induzir o bezerro a mamar o colostro o mais rápido possível após o nascimento, ou, então, fornecer-lhe um mínimo de 2 kg de colostro da primeira ordenha após o parto, durante as primeiras 6 horas de vida. A absorção das imunoglobulinas do colostro pelo intestino do bezerro é mais eficiente nas primeiras 24 horas, caindo acentuadamente a partir das 36 horas. Assim, quanto mais colostro o bezerro ingerir nesse período, melhor.

Ainda nas primeiras horas após o parto, deve-se cortar o umbigo a mais ou menos dois dedos da inserção. Normalmente, não é necessário amarrar o cordão umbilical, exceto em casos de hemorragia mais intensa. A desinfecção é feita mergulhando o cordão umbilical em um vidro de boca larga com tintura de iodo. Esse tratamento deve ser repetido por 3 ou 4 dias.

A identificação do bezerro, com brincos e/ou tatuagem, deve ser feita no dia do nascimento. Outros cuidados como descorna, marcação e remoção de tetos extras, devem ser providenciados durante o primeiro mês de vida dos animais.

3 – Como se explica o nascimento de bezerros fracos e pequenos?

As causas do nascimento de bezerros fracos e pequenos são várias, a principal é a subnutrição da vaca gestante. Vacas prenhes, principalmente nos 3 últimos meses de gestação, devem receber alimentação suficiente para assegurar o desenvolvimento normal do feto.

https://agronews.tv.br/saiba-como-calcular-arroba-do-boi-corretamente/

Vacas gestantes e magras devem iniciar um reforço na dieta 90 dias antes do parto, na base de 2 kg a 3 kg de ração concentrada com 20% de proteína bruta (PB) e acima de 70% de nutrientes digestíveis totais (NDT), além de um bom volumoso à vontade, de modo a garantir uma dieta com pelo menos 14% de PB. Deve-se fornecer também mistura mineral de boa qualidade.

4 – Qual o melhor manejo de bezerros recém-nascidos a fim de evitar a proliferação de doenças?

O mais indicado é criar os bezerros em abrigos individuais nos primeiros 2 meses após o parto, pois essa é a fase mais crítica de sua vida. Deve-se ainda separar o bezerro da vaca nas primeiras 12 horas; fornecer colostro nos primeiros dias de vida; e fornecer 2 L de leite pela manhã e 2 L à tarde, por 15 a 20 dias. Depois, pode-se fornecer apenas 4 L de leite pela manhã, para forçar o bezerro a comer ração concentrada.

A partir da segunda semana, fornecer ração concentrada peletizada, adocicada, própria para bezerros. Aos 60 dias, trocar a ração peletizada por ração farelada. Quando os bezerros estiverem consumindo cerca de 800 g de concentrado/dia, eles já poderão ser desmamados.

Se se adotar bezerreiros, deve-se evitar a convivência de bezerros de idades diferentes, no mesmo lote. Com isso, previne-se a transmissão de agentes de doenças e evita-se a competição entre os animais no momento da alimentação, o que prejudica os bezerros mais jovens. O bezerreiro deve ser mantido limpo e os utensílios (baldes ou mamadeiras), lavados diariamente, após o fornecimento. A instalação tem que proteger os bezerros contra os ventos fortes e a alta umidade. O uso de cama pode trazer mais conforto aos animais, mas as partes sujas devem ser trocadas diariamente.

5 – Qual a melhor maneira de criar o bezerro: ao pé da mãe ou apartado dela?

Bezerro com a mãe
Veja 7 dicas sobre cria e recria de bezerras e novilhas

A escolha de um ou outro sistema depende do produtor. Se houver estrutura (instalações, utensílios, pessoal, etc.) para garantir boas condições de alimentação, manejo e higiene, o sistema de apartar o bezerro ao nascimento pode ser adotado com sucesso. Para isso, é fundamental que as vacas “desçam o leite” sem a presença da cria. Caso contrário, é preferível adotar o aleitamento natural controlado, que consiste em deixar um teto para o bezerro durante os primeiros 56 dias.

6 – É correto deixar para o bezerro apenas a “rapa de leite dos quatro tetos” (leite residual após a ordenha)?

Esse manejo pode ser adotado, mas é importante verificar se o bezerro está mamando a quantidade de leite suficiente para seu desenvolvimento normal, principalmente nas 2 primeiras semanas de idade. Outro manejo possível é deixar para o bezerro, após a fase de colostro, um teto em rodízio e, a partir de 56 dias, deixá-lo “rapar” o leite residual dos quatro tetos.

Em vacas mestiças Holandês x Zebu, com produção média de 3 mil litros, em 305 dias de lactação, há dados mostrando que os bezerros conseguem mamar, em média, 4 kg de leite/dia no primeiro mês, e 2 kg de leite/dia no segundo mês de vida, quando submetidos a esse manejo.

7 – Quais as vantagens do aleitamento natural? Quais as vantagens do aleitamento artificial?

No aleitamento natural, a ocorrência de distúrbios gastrointestinais diminui porque os bezerros obtêm o leite diretamente do teto (leite mais limpo). Reduz-se a mão de obra e os equipamentos necessários (baldes, biberões ou mamadeiras).

É importante ressaltar que algumas vacas mestiças e de raças zebuínas, principalmente, exigem a presença do bezerro para a “descida do leite”. Assim, nesses rebanhos, a ausência do bezerro
no momento da ordenha pode resultar na “secagem” antecipada da vaca, no encurtamento da lactação, ou mesmo, em menor produção de leite.

Há evidências de que vacas mestiças, com potencial de 3.500 kg de leite/lactação, produzem 10% a mais de leite comercializável com o bezerro ao pé, que aquelas cujos bezerros foram apartados ao nascer. Atualmente, já existem sistemas de ordenha mecânica adaptados para a presença do bezerro.

As vantagens do aleitamento artificial são o controle da quantidade de leite fornecida, bem como ordenhas mais higiênicas e mais rápidas.

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Por Oriel Fajardo de Campos, Rosane Scatamburlo Lizieire, Fermino Deresz, José Henrique Bruschi, Milton de Souza Dayrell, João Eustáquio C. de Miranda – Embrapa Gado de Leite

AGRONEWS – Informação para quem produz

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Especialistas

Indicado ao Nobel da Paz, Alysson Paolinelli conta os desafios da pesquisa agropecuária brasileira

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Alysson Paolinelli

O passado, o presente e futuro da pesquisa agropecuária brasileira foram abordados pelo ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, em palestra on-line realizada no dia 7 de abril. O evento integra o Ciclo de Palestras Técnicas promovido pela Embrapa Cerrados. Com a participação de pesquisadores e especialistas, o evento busca aproximar a pesquisa do setor produtivo.

Paolinelli destacou a importância das pesquisas da Embrapa Cerrados na conquista do Bioma Cerrado. “Hoje, graças a Deus e a vocês, o Cerrado se transformou na área mais produtiva e competitiva que o mundo tem. Além disso, dá condições para (o País) garantir a segurança alimentar até 2050 com mais 40% da atual oferta (de alimentos)”, apontou.

Aspectos históricos

Ele relembrou fatos sobre a evolução da agricultura brasileira a partir do final da década de 1960, quando o País era um importador de alimentos diante do cenário de dificuldades na produção mundial, e de sua trajetória como ministro da Agricultura, entre 1974 e 1979.

“Havia a necessidade de mudanças e foi o Brasil quem efetivamente se planejou para fazê-las e teve bom êxito. Foi montado um projeto estratégico. A primeira lança, da ciência, da tecnologia e da inovação, teve o processo comandado pela Embrapa. Mas tivemos que fazer um grande esforço para preparar a juventude brasileira”, disse, lembrando a contratação e o treinamento de técnicos para a Empresa, oriundos de universidades, organizações estaduais de pesquisa e da iniciativa privada.

Para realizar a transferência das inovações para o produtor rural, foi criada a Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater), que absorveu a estrutura da Associação Brasileira de Crédito e Assistência Rural (Abcar). “Transformamos a Abcar em nosso órgão de transferência, assistência técnica, crédito orientado, extensão rural para desenvolvimento e educação da família e de todos que estivessem envolvidos para que as mudanças se realizassem mais rapidamente, sem confronto com a insensatez”, explicou.

Políticas públicas

O terceiro ponto da estratégia foi uma política pública que estimulasse os produtores, como programas de desenvolvimento regional, a exemplo do Polocentro, que visava incorporar parte do Cerrado à produção agropecuária brasileira em cinco anos. “O projeto do Polocentro funcionou como um relógio. Os produtores mostraram que queriam ser influenciados pelas inovações que davam certo nos vizinhos. Quando deixamos o governo, já haviam mais de 3 milhões de hectares de Cerrado em uso no Brasil, o que garantiu ao País o equilíbrio da balança comercial, pois em cinco anos nos tornamos quase autossuficientes”, destacou.

Paolinelli lembrou que a transformação do Bioma começou com a construção da fertilidade do solo, com transformações químicas e biológicas. “Já nos três ou quatro anos (iniciais), o Cerrado dava demonstração de que seria a área mais produtiva e competitiva que o mundo tinha. Além disso, estava se criando pela primeira vez uma agricultura tropical altamente sustentável, o que daria ao mundo uma nova expectativa”. Com isso, segundo o ex-ministro, o Brasil entrou no mercado mundial de alimentos, oferecendo produtos de melhor qualidade a preços mais competitivos durante todo o ano.

Ao falar dos desafios atuais da agricultura brasileira, ele ressaltou que a pesquisa não pode parar. “A ciência é dinâmica. Se ela já nos valeu muito na Química, na Física, na Genética, ela vai nos valer mais agora na área da Biotecnologia. Estamos importando mais de US$ 35 bilhões da indústria química da qual somos dependentes”, disse, apostando no potencial do País em avançar nas mudanças dos processos produtivos, incorporando insumos biológicos, e manter a competitividade na agricultura.

Para Paolinelli, a agricultura tropical vai mudar em qualidade, consistência, nutrabilidade e na feição dos alimentos que produz e que o mundo demanda. “Os países ricos pagam muito caro pelos alimentos nobres, mas já não têm áreas aráveis nem água para competir conosco. Temos que inovar. Não tenho medo dessa concorrência, pois acredito na juventude brasileira, que vai assumir o comando do processo produtivo, como acreditei em vocês”, disse.

Por outro lado, o ex-ministro advertiu que 80% das propriedades brasileiras (cerca de 4,5 milhões) ainda não são capazes de incorporar tecnologias e de produzir o suficiente para gerar renda. “Nunca seremos um país desenvolvido enquanto isso existir. A única forma é estimular a pesquisa, a assistência técnica, a extensão rural, dando condições para que esses produtores aceitem as inovações e consigam introduzi-las no seu sistema produtivo para produzirem mais e terem renda. Esse é o grande desafio do Brasil de hoje”, apontou, defendendo a integração das competências nacionais.

O chefe geral da Embrapa Cerrados, Sebastião Pedro da Silva Neto, anfitrião do evento, agradeceu a Paolinelli pela fala. “Suas palavras nos dão estímulo e um pouco da coragem que o senhor e a sua geração tiveram de gerar os nossos centros da Embrapa, de construir as inovações tecnológicas para corrigir os problemas que ainda temos e de encontrar formas mais sustentáveis para que nosso país e o Cerrado brasileiro cumpram o papel que hoje toda humanidade espera de nós”, comentou.

Após a palestra, Paolinelli e Sebastião Pedro responderam a perguntas encaminhadas pelo chat do YouTube, abordando as linhas de pesquisa prioritárias para a agricultura do futuro no Cerrado e no Brasil, sobretudo bioinsumos, remineralizadores de solo e controle biológico; como acelerar a adoção dos sistemas que promovem a intensificação sustentável da produção agrícola no País; como os extensionistas rurais podem levar informações ao setor produtivo; desafios futuros; como os produtores podem acessar as novas tecnologias geradas pela pesquisa; e qual deve ser o perfil do pesquisador frente à nova revolução verde.

O chefe geral destacou a importância das falas de Paolinelli ao lembrar que os centros de pesquisa da Empresa estão em fase de elaboração dos Planos de Execução da Unidade (PEU), à luz do VII Plano Diretor da Embrapa (PDE), lançado em 2020. “Recebemos muitos sinais e informações preciosas para que possamos construir o nosso PEU. Tudo o que ele falou está conectado ao nosso VII PDE. Foi uma oportunidade excepcional, e esta live nos dará muitas informações estratégicas e muito ânimo para perseguir as soluções tecnológicas que o Cerrado, o Brasil e o mundo precisam”, disse.

O ex-ministro deixou uma mensagem final de otimismo. “Não acredito que sou visionário. Acredito nas coisas. Aprendi muito cedo que não ganhamos nada de graça. O que você quiser fazer, trabalhe, lute com afinco, determinação, competência, vontade e honestidade. Essa é a equação”, afirmou.

Assista na integra o evento online.

Sobre o palestrante

O engenheiro agrônomo Alysson Paolinelli atualmente é presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e do Instituto Fórum do Futuro. Além de ex-ministro, foi secretário de Agricultura em Minas Gerais por três vezes e professor de Hidráulica, Irrigação e Drenagem e diretor da Escola Superior de Agricultura de Lavras.

Em 2006, juntamente com Edson Lobato, pesquisador aposentado da Embrapa Cerrados, e com o cientista norte-americano Andrew Colin McClung, foi laureado pelo World Food Prize, o “Nobel” da Agricultura, pelo papel vital na transformação dos solos inférteis do Cerrado em áreas agrícolas produtivas, o que viabilizou a agricultura tropical no Bioma.

Em janeiro de 2021, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/Usp), com o apoio de instituições de 24 países. De acordo a Esalq, a indicação se deve ao legado de Paolinelli em transformar o Brasil, de importador de alimentos em 1970, em potência mundial do agronegócio, o que possibilitou alimentar cerca de 1,2 bilhões de pessoas no mundo todo em 2016; e por liderar o projeto Biomas Tropicais, que procura estruturar um planejamento estratégico para prover a produção de alimentos para mais 1,12 bilhões de pessoas em 2050, atendendo à expectativa da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) de que o País responda por 40% da expansão da produção mundial até aquele ano, promovendo a paz.

Por: Breno Lobato – Embrapa Cerrados

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Especialistas

Pq Brangus? Websérie da ABB aborda produção de carne de qualidade e detalhes da raça

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pq brangus

Os cinco episódios mostrarão depoimentos de pecuaristas que utilizam a raça Brangus para produzir carne de qualidade.

A Associação Brasileira de Brangus (ABB) começou a exibir a websérie Pq Brangus? Os cinco episódios, que têm duração média de um minuto, serão lançados no canal da entidade no Youtube e trarão depoimentos de pecuaristas que utilizam animais da raça Brangus para dar competitividade a seus sistemas pecuários e produzir carne de qualidade.

Os vídeos foram gravados em seis fazendas de seis Estados do Brasil – Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e Tocantins. “A equipe que produziu o material percorreu aproximadamente 8 mil quilômetros nas regiões Centro-Oeste e Sudeste para ouvir usuários da raça Brangus”, destaca o diretor de Marketing da ABB, João Paulo Schneider, o Kaju.

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A websérie terá cinco episódios que serão lançados na internet a cada semana. Cada um deles abordará um tema diferente, conforme Kaju. “A websérie mostrará o porquê de usar os bovinos Brangus para produzir carne de qualidade, destacando as características da raça, como rusticidade, facilidade de adaptação, fertilidade e produtividade”, destaca o dirigente.

Sobre a raça

A Brangus é uma das raças bovinas de corte que mais cresce no País. Durante os leilões se observou um maior interesse de centrais de inseminação por reprodutores Brangus, com grande destaque pela alta demanda de sêmen de touros da raça para cobrir fêmeas F1, uma excelente alternativa de cruzamento focado na produção de carne de qualidade. Esse aumento da procura por sêmen Brangus comprova a expansão da raça em todo território brasileiro, posicionando o Brangus como uma impor tante ferramenta de produção da pecuária competitiva.

O número de registros na ABB foi recorde em 2020. Até dezembro foram realizados 22.409 serviços de registros genealógicos na entidade, o que representa uma alta de 22%. Em 2019, foram feitos 18.301 serviços de registros. E a tendência é de crescimento também neste ano. “De janeiro a abril de 2020 foram realizados 2.188 serviços de registros, enquanto no mesmo período deste ano o número ficou em 3.056, um crescimento de 39%”, compara Kaju.

Outro número que apresentou alta foi o da quantidade de sócios, com um incremento de 13%. Segundo a ABB, a raça abrangeu novos associados em 12 Estados brasileiros – Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Assista abaixo o primeiro episódio da websérie e acesse o canal da Associação Brasileira de Brangus no Youtube para continuar assistindo os demais episódios.

Fonte: Assessoria ABB

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Curiosidades

Pitomba 2.0: saiba tudo sobre esta excelente fonte de saúde

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Características: Fruta exótica e ainda desconhecida para muitos, a Pitomba possui propriedades incríveis para a saúde do corpo.

Conheça todos os benefícios da Pitomba para a saúde. A árvore pode ser encontrada em quase todo o território brasileiro, principalmente na Caatinga, Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. Pode ser encontrada também na Bolívia e no Paraguai.

A pitomba é o fruto da pitombeira, árvore que pode atingir mais de 10 metros de altura. A frutificação acontece a partir de 5 a 10 anos de idade. Sua planta adulta pode chegar a produzir, em boas condições, aproximadamente 100 cachos, com 10 a 25 unidades cada.

As pitombeiras dão frutos de janeiro a abril, mas na região da Paraíba, elas estão bem carregadas ainda no mês de maio. Portanto, a pitomba é uma fruta encontrada em regiões amazônicas.

pitomba

A Pitomba possui uma grande quantidade de nutrientes essenciais para saúde geral do corpo. A fruta pertence à família Myrtaceae e é encontrada da região Amazônica até a Mata Atlântica. O fruto da pitombeira tem seu nome originado do tupi e siginifica “sopapo”.

É conhecida também como olho-de-boi, Pitomba-da-mata, Pitomba-de-macaco e caruiri, sendo muito cultivada no Nordeste. A árvore da Pitomba podem chega até 10 metros de altura e pode ser utilizada na recuperação de áreas degradadas, pois serve de alimentação para inúmeras espécies de aves. Pode ser empregada também na arborização de parques e praças.

A polpa dessa fruta fica protegida por uma casca dura e quebradiça de cor marrom. Sua polpa é esbranquiçada, suculenta, com um sabor doce e levemente ácido, porém agradável.

Essa fruta pode ser ingerida ao natural ou como licor, não sendo muito utilizada na culinária.

PROPRIEDADES DA PITOMBA

A pitomba é uma fruta que possui grande quantidade de sais minerais, entre eles o ferro e o cálcio.

É rica também em vitaminas, principalmente a A e a C, além de proteínas: quando juntas, estas substâncias atuam na prevenção e tratamento de várias doenças.

A pitomba é de acesso fácil, porque pode ser encontrada em feiras livres e supermercados.

TABELA NUTRICIONAL DA PITOMBA

A cada 100g da fruta, você encontra:

  • Proteínas: 0,4g
  • Cálcio: 15mg
  • Fósforo: 9mg
  • Ferro: 0,8mg
  • Vitamina A: 30mg
  • Vitamina B1: 0,04mg
  • Vitamina B2: 0,04mg
  • Vitamina C: 33mg

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Pitomba 2.0: saiba tudo sobre esta excelente fonte de saúde

BENEFÍCIOS DA PITOMBA

Com relação à saúde de nosso organismo, a pitomba pode atuar em várias áreas. Dentre elas, as principais são:

  • Fortalece o sistema imunológico;
  • Protege o sistema vascular;
  • Atua no desenvolvimento dos ossos;
  • Colabora na formação de hemoglobinas.

Veja agora mais benefícios da pitomba em nosso organismo:

1 – Fortalece o sistema imunológico

  • Devido à sua grande quantidade de vitamina C, a pitomba pode ser consumida para ajudar o organismo a evitar doenças, tais como gripe e resfriado;
  • A fruta também beneficia o sistema vascular. Por exemplo, ela evita problemas de saúde como a anemia;
  • Ainda com relação ao sistema vascular, a pitomba colabora na formação da hemoglobina;
  • Essa fruta tem também ação antioxidante, combatendo os radicais livres que causam a degeneração das células;
  • Dessa forma, o envelhecimento precoce da pele é evitado e as rugas diminuem.

2 – Combate os problemas intestinais

  • A pitomba contém fibras em sua composição, por isso, além de ajudar a digestão dos alimentos, ela pode tratar diarreias graves.

3 – Proteção óssea

  • Como é rica em cálcio, a fruta atua no fortalecimento e desenvolvimento ósseo;
  • Além disso, doenças como a osteoporose são evitadas.

4 – Propriedade antioxidante

  • A pitomba favorece a função glandular. Por exemplo, ela pode ajudar na cicatrização de feridas;
  • Ela também tem uma ação adstringente, que ajuda na desinfecção dos ferimentos, o que leva à não infecção.
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Pitomba 2.0: saiba tudo sobre esta excelente fonte de saúde

COMO CONSUMIR A PITOMBA

Uma das formas mais comuns de consumo é ao natural. Para isso, remova a casca que envolve a polpa. Outra maneira muito comum de consumir a pitomba é através do preparo do suco.

Veja algumas receitas para colocar a fruta em sua alimentação.

RECEITAS COM PITOMBA

pitomba
Pitomba 2.0: saiba tudo sobre esta excelente fonte de saúde

SUCO DE PITOMBA

Ingredientes:

  • 100ml de água filtrada;
  • 8 pitombas;
  • Açúcar ou adoçante a gosto;
  • Gelo a gosto.

Modo de preparo:

  • Higienize as frutas e descasque-as;
  • Com o liquidificador, acrescente as pitombas e o açúcar ou adoçante a gosto;
  • Bata bem, feito isso, antes de ingerir a recomendação é passar o suco pela peneira.
  • Somente isso. Fácil, não é mesmo?

Outra receita muito simples de fazer usando a pitomba é preparando seu molho, vamos ver a receita:

MOLHO DE PITOMBA

Ingredientes:

  • Uma xícara de chá de água;
  • 20 unidades de pitomba;
  • 1 colher de sopa de maionese;
  • 1 unidade de cravo;
  • 1 colher de chá de coentro;
  • 1 colher de sopa de açúcar;
  • 1 pitada de sal

Modo de preparo:

  • Descasque a pitomba e coloque-a para cozinhar com a quantidade de água recomendada na receita.
  • Junto, acrescente o açúcar e o cravo;
  • Deixe no fogo por uns 10 minutos;
  • Passado o tempo, desligue o fogo e deixe esfriar por uma hora;
  • Com a ajuda de uma peneira, passe toda a mistura, esfregando o caroço, para retirar o máximo de polpa possível;
  • Acrescente a maionese, o sal e o coentro picadinho.

A dica é servi-lo gelado.

CAIPIROSKA DE PITOMBA

Ingredientes:

  • 1 lata de leite condensado;
  • 6 a 8 pitombas descascadas;
  • Açúcar a gosto;
  • Gelo;
  • Vodka.

Modo de preparo:

  • Coloque as pitombas e o açúcar em uma coqueteleira;
  • Bata até obter um creme homogêneo;
  • Acrescente a vodka e por último o gelo.

OUTRAS UTILIDADES RELACIONADAS À PITOMBA E À PITOMBEIRA

Recuperação de áreas degradadas

A pitombeira pode ser usada na recuperação de áreas degradadas, graças ao fato de servir de alimentação, para diversas espécies de aves.

Combate ao apodrecimento do couro

Devido à presença de tanino em sua composição, as folhas da pitomba são usadas para impedir que o couro apodreça ao ser curtido.

Combate a fungos e carunchos em plantações

Uma proteína presente na pitomba promete ser eficiente para combater fungos e carunchos em plantações de cana-de-açúcar e café, além de grãos de feijão e de soja que ficam estocadas.

Arborização

A árvore da pitomba pode ser utilizada na arborização de parques e praças.

DICAS DE COMO CULTIVAR A PITOMBA

  • Seu cultivo é fácil e resistente a baixas temperaturas (até – 3ºC) e a secas de até 3 meses ou mais, sem chuva após 2 anos de idade;
  • Começa a frutificar de 2 a 3 anos e pode ser cultivada com sucesso em vasos grandes de 40 cm por 50 cm de altura;
  • As sementes são arredondadas de cor esbranquiçada (perdem o poder germinativo em 20 a 30 dias);
  • Precisam ser plantadas assim que colhidas em substrato organo-arenoso;
  • A germinação ocorre em 30 a 50 dias, e as mudas atingem 50 cm com 8 meses de viveiro;
  • As mudas desenvolvem-se tanto em pleno sol, como na sombra;
  • O espaçamento de plantação das árvores é de 5 x 5m;
  • Faça covas quadradas com 50 cm nas 3 dimensões e coloque adubo;
  • A melhor época de plantio é de outubro a novembro;
  • Irrigar a cada 15 dias nos primeiros 3 meses, posteriormente apenas caso falte água no período da florada.

Agora acompanhe um vídeo produzido pelo Canal Djr Horta Frutas e Flores, que mostra mais detalhes desta fruta exótica.

Fantástico não é mesmo? Se você não conhecia esta fruta maravilhosa, agora você já pode consumir e começar o cultivo da sua plantação de Pitombas.

E não se esqueça de compartilhar esta matéria para que outras pessoas também conheçam os benefícios da Pitomba.

Por Vicente Delgado – AGRONEWS BRASIL, com informações do Souagro e No Amazonas é Assim.

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