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Curiosidades

Você sabe como são elaboradas as estimativas de safra?

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Safra

Projeções atualizadas constantemente levam em conta uma série de critérios técnicos, para avaliar o desempenho de cada ciclo

O agricultor já está acostumado. A todo início de safra, diversos órgãos e consultorias privadas estimam qual será o volume produzido pelas lavouras brasileiras. Ao longo do ciclo – da semeadura à colheita –, esses dados são atualizados, com base, por exemplo, na evolução do plantio, no nível de desenvolvimento das plantas e na eventual ocorrência de sinistros climáticos, que podem causar impacto na produtividade. Essas estimativas, é claro, não são feitas ao acaso: se consolidam por meio de critérios técnicos e de dados coletados a partir de uma rede de atores do setor agrícola. Por que, então, os números variam significativamente de um órgão para outro? Simples: por diferenças na metodologia usada pelas entidades responsáveis por cada levantamento.

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Dentre as instituições públicas, fazem a estimativa de safra a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Instituto Nacional de Geografia e Estatísticas (IBGE). Nos diversos Estados, cada um tem uma entidade, que faz o levantamento em âmbito estadual – no caso do Paraná, o responsável é o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab). Em nível mundial, os principais dados são estimados e divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, na sigla em inglês).

“As diferenças decorrem da metodologia de cada órgão. Essa diferença faz com que os números sejam mais divergentes antes do início da safra, mas a tendência é que eles vão se afinando e fiquem muito próximos, senão iguais, no fim do ciclo. Essa diferença de metodologia se dá em razão dos objetivos de cada órgão. O IBGE, por exemplo, usa os dados no cálculo do PIB [Produto Interno Bruto], enquanto a Conab tem os olhos mais na produção agrícola, mesmo”, explica a analista de mercado Daniele Siqueira, da AgRural.

Enquanto o IBGE faz suas projeções para o ano civil, a Conab elabora sua estimativa para o ano-safra – de julho de um ano até junho do ano seguinte. Com a definição das datas de previsão de início de plantio, a Companhia se volta as perspectivas climatológicas para o período. Os técnicos também levam em consideração o “pacote tecnológico” que os produtores de cada região têm usado nos anos anteriores – o que tem relação direta com a produtividade das áreas.

https://agronewsbrasil.com.br/especialista-da-dicas-para-venda-de-safra-futura-da-soja/

“Como nós também fazemos o levantamento dos custos de produção, temos o acompanhamento de o que o produtor tem usado: o tipo de tecnologia de sementes, a adubação… Com isso, conseguimos projetar a produtividade, com base nesse pacote tecnológico”, diz o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Cleverton Santana.

Em seguida, a partir de sua rede em todos os Estados – composta por mais de mil informantes –, a Conab faz o levantamento da intenção de plantio, verificando se haverá oscilação da área plantada por cultura. No caso do Paraná, além de técnicos da própria entidade, os informantes são, principalmente, o Deral e cooperativas agrícolas. Com base nesses quatro pontos – perspectivas climáticas, pacote tecnológico, área plantada e médias de produção de anos anteriores –, a Conab faz seu levantamento inicial, a partir de um modelo estatístico adaptável à realidade de cada Estado que remonta a quatro décadas.

“O Deral é uma instituição de excelência, que trabalha com dados muito confiáveis. Seria muito bom se tivéssemos um órgão do nível do Deral em cada Estado”, comenta Santana.

Paraná

No Paraná, o Deral também parte da estimativa de área plantada de cada um dos 399 municípios e das respectivas médias de produtividade. Para fazer esse levantamento, os técnicos coletam informações diretamente nos municípios e regionais, ouvindo fontes de cooperativas, sindicatos rurais e prefeituras. Uma das diferenças é que o Deral leva em conta a produtividade potencial – ou seja, a média entre as faixas de produção máximas e mínimas esperada para cada município. A Conab, por sua vez, trabalha com a produtividade normal, em um modelo estatístico que já prevê perdas em razão de possíveis eventos climáticos. Essa é a explicação para os números iniciais do Deral serem mais otimistas.

“Conforme há a ocorrência de fatores climáticos e a safra vai evoluindo, vai mudando a nossa produtividade esperada e vamos ajustando a produtividade obtida. Essa revisão vai sendo feita constantemente”, aponta o coordenador da Divisão de Estatísticas do Deral, Carlos Hugo Godinho.

Atualização

Como se vê, o trabalho não se encerra no levantamento inicial, mas passa por acompanhamentos e atualizações constantes, com checagem em campo e com a consulta aos setores técnico e produtivo de cada município das 23 regiões do Paraná. “Essas revisões de atualização são feitas semanal e mensalmente. O IBGE utiliza os nossos dados, com a nossa metodologia”, informa Godinho.

A Conab, além de se valer das atualizações promovidas pelo Deral, também faz outros tipos de acompanhamento agrometeorológico: um deles, em que os analistas e técnicos acompanham, semana a semana, o índice de precipitação, as previsões do tempo e as condições de umidade do solo, prevendo eventuais impactos à lavoura; outro, em que a técnicos fazem o acompanhamento a partir de dados repassados a cada 16 dias e captados por um satélite da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.

“Por fim, analisamos a dispersão de dados e afinamos as estimativas médias, de modo a ter uma média amostral mais homogênea. É um levantamento que já fazemos há 40 anos e que, portanto, nos dá um banco de dados bem estruturado”, aponta Santana. No mundo Um dos levantamentos em âmbito mundial mais confiáveis e mais usados pelo mercado é o elaborado pelo Usda. O departamento estadunidense também faz suas projeções com base em dados levantados por órgãos de cada país, refinados por entrevistas com fontes do setor agrícola. “São os levantamentos mais confiáveis que temos em nível mundial e que são atualizados constantemente. A FAO [Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura] demora anos para atualizar sua base de dados. Então, os do USDA acabam sendo os mais confiáveis”, explica Daniele, da AgRural.

Metodologia da Conab em sete passos

Veja o que a Companhia Nacional de Abastecimento leva em conta para fazer sua estimativa de safra

1º – Previsão: Com a definição do calendário de plantio, técnicos se voltam às perspectivas climatológicas para o período, analisando qual o impacto as condições devem legar à safra;

2º – Pacote tecnológico: Com base em informações do levantamento de custos de produção, técnicos estimam qual o impacto que o pacote tecnológico – como qualidade de sementes e de adubação – deve provocar nas lavouras de cada região, em termos de produtividade;

3º – Intenção de plantio: Técnicos fazem uma projeção da área a ser plantada em cada região, com base na intenção de plantio manifestada por produtores de cada localidade;

4º – Médias históricas: Modelo cruza as informações obtidas nos três itens anteriores com as médias de produção e de produtividade de cada estado, estabelecendo a primeira estimativa para a safra;

5º – Acompanhamento agrometeorológico: Técnicos fazem o acompanhamento constante das culturas, de duas formas: a partir da análise de níveis de chuva e de umidade do solo; e de dados das lavouras, captados por um satélite. Com essas informações, companhia estima eventuais impactos nas estimativas;

6º – Rede de informantes: Companhia continua acompanhando o monitoramento feito por órgãos estaduais – como o Deral, no Paraná –, que leva em conta entrevistas com cooperativas, sindicatos rurais e prefeituras, além de levantamentos em campo;

7º – Análise de dispersão: Por fim, periodicamente, a companhia faz a análise de dispersão dos dados, afinando as estimativas médias, de modo a ter uma amostra mais homogênea.

Por Sistema FAEP/SENAR-PR

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Notícias

Receita de Cupim na Panela de Pressão

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safra

A receita de cupim na panela de pressão é um prato que fica bem em qualquer ocasião, além de combinar com qualquer acompanhamento o cupim na panela de pressão é um prato bem rápido de fazer e também muito econômico

Se você não tem muita destreza na cozinha ou não é tão bom com as panelas, você poderá fazer o cupim na panela de pressão sem ter muito trabalho por que o passo a passo é super simples e você pode servir até mesmo com um arroz branco ou se quiser dar um toque um pouquinho mais sofisticado você pode fazer o cupim na pressão e servir com um delicioso cuscuz marroquino.

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Outra dica muito legal é você fazer o cupim de panela de pressão e servir com aquelas batatinhas assada, também combina perfeitamente. Eu fiz o cupim de panela de pressão e servi na minha ceia de réveillon, como eu estava apenas com meus pais e nós iriamos sair depois do jantar, resolvi fazer uma comidinha simples mas que fosse sofisticada para entrar o ano com o pé direito. O cupim feito na panela de pressão fica super macio e independente de como você preferir servir, vai ficar gostoso.

Ingredientes

  • 1 peça de cupim de aproximadamente 2 kg
  • 3 colheres (sopa) de cebola picadinha
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 2 colheres (sopa) de alho picado
  • Sal a gosto (recomendo 1 colher de sobremesa)
  • 3 cubos de caldo de carne
  • Pimenta do reino a gosto
  • 3 colheres (sopa) de molho inglês

Modo de Preparo

  • Antes de começar a preparar o cupim na pressão você deve lavar bem a peça em seguida fazer alguns furinhos com a ajuda de uma faca.
  • Coloque na panela de pressão o óleo, a cebola picada e o alho.
  • Deixe dar uma leve fritada.
  • Em seguida coloque 2 copos de água e adicione o caldo de carne, mexa para dissolver.
  • Coloque a peça de cupim inteira na panela e deixe por 1 minuto, vire a peça.
  • Depois a coloque água até cobrir a carne, cerca de mais ou menos 4 dedos acima do cupim.
  • Tampe a panela e deixe por 1 hora e 50 minutos, para ela ficar bem macia.
  • Passado esse tempo, retire a peça de cupim e a coloque em um refratário untado com óleo.
  • Salpique pimenta pimenta-do-reino por cima e regue com molho inglês.
  • Leve ao forno, pré-aquecido, por 30 minutos.

Por Pedro Cavalcanti/ Comidinhas do Chef

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Notícias

Vejamos a seguir algumas curiosidades da soja

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preço da soja hoje

A origem chinesa, o presente dos deuses, a chegada ao Brasil, as mil utilizações, o mercado e muitas outras curiosidades

Responda rápido: qual planta é utilizada tanto como alimento humano e animal, quanto na produção de itens tão diferentes quanto combustíveis, cosméticos, medicamentos, adesivos, adubos, produtos veterinários, tintas e plásticos, entre vários outros? Você acertou se pensou em soja!

Essa leguminosa originária da Manchúria, no nordeste da China, pode até não ser muito apreciada quando é apenas cozida, mas possui características surpreendentes e se tornou, com ampla vantagem, o principal produto de exportação do Brasil, que está prestes a se tornar, também, o maior produtor mundial.

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A soja tem uma longa história, que se iniciou há quase 5 mil anos, entre 2880 e 2830 antes de Cristo, de acordo com referências divulgadas pela Embrapa Soja, e em sua origem era tida pelos antigos chineses como um grão sagrado, assim como o arroz, o trigo e a cevada. Um dos primeiros registros da soja está no livro Pen Ts’ao Kong Um, que descreveu as plantas da China para o imperador Sheng-Nung. Contudo, apesar de tão antiga, a pequena planta rasteira ficou restrita à Ásia até o período compreendido entre o final do século 15 e o começo do século 16, quando foi levada para a Europa e plantada apenas em jardins botânicos, como curiosidade.

Demorou muito tempo para que os ocidentais descobrissem as inúmeras possibilidades dessa leguminosa da família Fabaceae, “parente” do feijão, da lentilha e da ervilha. Foi só no início do século 20 que surgiram os primeiros cultivos em maior escala na Europa e nas Américas, mas a partir daí a soja encontrou o ambiente perfeito para se tornar uma das mais valiosas commodities mundiais e a principal cultura do Brasil. A seguir, conheça um pouco mais dessa longa e rica história:

Jóia dos deuses

Uma lenda chinesa diz que a soja nasceu espontaneamente no país, como um presente do deus da agricultura, Hou-tsi, que se compadeceu com a miséria da população em um período de muita fome. Desde então, a planta passou a ser vista como um grão divino e chamada de “jóia amarela”, por causa do seu potencial nutritivo e medicinal.

Tofu, shoyu e missô

A origem chinesa é um dos motivos pelos quais a soja se tornou tão presente na culinária dos países asiáticos, nas mais diferentes formas. Com a popularização da comida japonesa, não há quem desconheça o molho shoyu que tempera o sashimi, a potente pasta de missô e o tofu, todos derivados de soja. Acredita-se que a soja tenha sido levada da China para o Japão por monges budistas e, de lá, espalhou-se por todo o Oriente. Graças às suas propriedades nutricionais, a leguminosa foi incorporada pela macrobiótica.

A chegada ao Brasil

José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja, explica que a primeira tentativa de cultivo de soja no Brasil ocorreu em 1882, na Bahia, mas a espécie plantada não se adaptou ao clima. Nove anos depois, surgiram pequenas plantações na região de Campinas, no interior de São Paulo, com resultados melhores, e em 1928 a cultura chegou a Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, já em escala comercial. Segundo Mandarino, as sementes mais específicas para consumo humano foram trazidas pelos primeiros imigrantes japoneses, em 1908.

A tropicalização

Por muitos anos a soja recebeu pouca atenção dos agricultores brasileiros, que preferiam cultivar culturas mais conhecidas, como café, cana-de-açúcar, arroz, feijão e milho, além de frutas e verduras. Foi somente a partir da década de 1970 que se percebeu o valor comercial da soja, impulsionado pelos programas de melhoramento genético. Em diferentes centros de pesquisas, como o Instituto de Pesquisa Agropecuária do Sul (Ipeas), foram feitos cruzamentos de cultivares trazidos de outros países. Destaca-se especialmente o importante papel da Embrapa e, posteriormente, da Embrapa Soja, que levou essas pesquisas a outro patamar, ao investir em tecnologias para a adaptação da cultura às condições brasileiras e permitir que a leguminosa pudesse ser plantada em baixas latitudes. Basta dizer que a Embrapa já desenvolveu mais de 280 cultivares de soja, um dos motivos pelos quais o Brasil produz, atualmente, mais de um terço de toda a soja do mundo.

Pioneirismo na biotecnologia

Quando se fala hoje em melhoramento genético, logo se imagina que se trata de algo muito moderno, proporcionado pelos avanços recentes da biotecnologia. Na realidade, é possível dizer que a soja passou por processos transgênicos desde a sua origem na China, quando agricultores cruzaram plantas diferentes para chegar ao grão que conhecemos atualmente. No Brasil, a soja também foi o alimento transgênico pioneiro, quando uma espécie resistente a um tipo de herbicida foi aprovada para cultivo em 1998.

Carne vegetal

O alto teor de proteína da soja a tornou o suplemento preferencial para a alimentação animal em todo o mundo, e isso explica por que há tanta demanda. O farelo de soja tem teor proteico de 44% a 48%, quando o grão é descascado antes da extração do óleo, o que é perfeito para a fabricação de ração para bois, porcos, frangos e peixes. Isso significa que, embora apenas 6% da soja seja destinada à alimentação humana, a leguminosa nos nutre indiretamente, por estar presente praticamente toda a carne que consumimos.

Mil e uma utilidades

Porém, mesmo deixando de lado seu papel essencial na nutrição de quase todos os animais que fornecem as carnes que chegam à nossa mesa, a soja é também um fenômeno em variedade de uso. Além do shoyu, do tofu e do missô que conhecemos, a soja pode ser consumida na forma de óleo, farinha e em vários alimentos industrializados como pães, biscoitos e massas. Mas é na indústria que a soja é realmente utilizada em larga escala, em aplicações surpreendentes como tinta de caneta, xampus, sabonetes, esmaltes de unha e outros cosméticos. Também está presente na fabricação de combustíveis, como o biodiesel, e em produtos farmacêuticos, plásticos, tintas, adubos, adesivos, giz de cera, velas aromáticas, revestimentos e muito mais de uma relação quase interminável.

O processo industrial

Quase todos os derivados da soja são produzidos a partir de um processo básico de industrialização que produz, principalmente, o farelo e o óleo. O farelo é utilizado sobretudo na alimentação animal, como ingrediente de vários tipos de ração, e resulta da torrefação e moagem de uma pasta chamada torta de soja, obtida depois da extração do óleo do grão. Até mesmo a casca da soja é aproveitada como forragem grossa e fonte de fibra utilizada em cereais matinais e outros produtos.

O mercado

Como uma commodity, a soja é negociada em bolsas de valores ao redor do mundo, com destaque para a Bolsa de Mercadorias de Chicago, nos Estados Unidos, uma referência dos preços internacionais do momento e do mercado futuro. Nessas bolsas, os países que precisam comprar ou vender soja negociam com base em preços que variam de acordo com a oferta e a demanda. No mercado futuro, os compradores e vendedores assinam contratos com valores pré-estabelecidos para a data da entrega da soja. É um setor econômicos forte e dinâmico, que movimenta em torno de 100 bilhões de dólares anuais e depende das safras dos principais países produtores, do clima e, principalmente, da necessidade dos compradores.

O maior consumidor

A China é o maior mercado consumidor mundial de soja, com seus quase 1,4 bilhão de habitantes e a longa tradição de utilização dessa leguminosa na culinária e na medicina. Dos 68 milhões de toneladas do produto que o Brasil exportou no ano passado, nada menos do que 54 milhões de toneladas foram vendidos aos chineses – ou seja, 80% do total, o que representou uma receita em torno de 25 bilhões de dólares. Grande parte dessa soja se destina à produção de ração animal, mas também é importante a parcela utilizada para a alimentação humana, já que se estima que quase 300 milhões de chineses que vivem no campo migrarão para as grandes cidades até 2030, o que aumentará bastante o consumo.

Por Bayer Jovens

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Curiosidades

Você sabe o que é caviar, de onde vem e por que é tão caro?

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caviar

Que caviar é uma comida requintada todos devem saber, mas o porquê de todo esse requinte, poucos sabem. Nem mesmo Zeca Pagodinho no alto da sua sabedoria pagodeira, conseguiu explicar esta iguaria da realeza, mas neste artigo vamos tentar esclarecer os principais aspectos e mostrar, em vídeo, como é feita a extração do caviar, acompanhe!

“Você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar
Você sabe o que é caviar? Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar…”
(Trecho da música “Caviar” de Zeca Pagodinho)

Mas afinal o que é caviar? saiba tudo sobre essa iguaria

O caviar é um alimento, considerado uma iguaria de luxo, consistindo em ovas de esturjão não-fertilizadas, sem qualquer tipo de aditivo, corante. As ovas podem ser “frescas” (não-pasteurizadas) ou pasteurizadas, tendo estas um menor valor monetário.

Tradicionalmente a designação “caviar” é apenas utilizada para as ovas provenientes das espécies selvagens de esturjão, principalmente as do Mar Cáspio e seus afluentes, de acordo com regra da Rússia ou do Irã (caviar Beluga, Ossetra e Sevruga). Estas ovas, consoante a sua qualidade (sabor, tamanho, consistência e cor), atingem preços entre 6.000€ e 12.000€ o quilo, no mercado europeu ocidental, estando associadas a ambientes gourmet e de alta cozinha (haute cuisine).

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A designação “caviar” pode igualmente ser utilizada para ovas de outras espécies de esturjão selvagem ou para ovas de esturjões criados em aquacultura (das espécies do Cáspio ou outras).

safra
Você sabe o que é caviar, de onde vem e por que é tão caro? 1

Hoje, dependendo dos países e das legislações nacionais específicas, a designação “caviar” pode ainda ser utilizada para uma série variada de produtos de baixo preço substitutos ou sucedâneos de caviar, como as ovas de salmão, de truta, de lumpo, etc. Contudo, segundo a FAO, ovas de qualquer espécie que não acipenseriformes (incluindo estes os acipenseridae, ou esturjões stricto sensu, e os polyodontidae, ou peixes-espátula), não são caviar, mas sim “substitutos de caviar”.

https://agronews.tv.br/voce-sabe-porque-os-ovos-tem-cores-diferentes/

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Esta posição é igualmente adoptada pela CITES, pelo WWF, pelos serviços aduaneiros dos Estados Unidos e pelo Estado francês. Igualmente a legislação europeia aplicável em Portugal define caviar como “Ovos não fecundados mortos transformados de todas as espécies de Acipenseriformes; igualmente designados por ovas“.

Porque é tão caro?

Primeiramente, o caviar faz tanto sucesso assim por conta de seu preço que é exorbitante. No entanto, por ser tão caro, apenas pessoas com um custo de vida maior conseguem consumir esse tipo de alimento com frequência. Ou seja, uma pequena parte da população. Basicamente, se você for olhar como é o caviar você verá que são bolinhas gosmentas. Porém, a verdade é que o caviar são ovas não-fertilizadas de peixes selvagens.

Se você é a parcela de pessoas que ainda está sem entender do porquê esse tipo de alimento faz tanto sucesso, vem com a gente que iremos explicar todos os detalhes, procedimentos, culinária e ainda, o preço desse alimento tão “famosinho”.

Como já dizemos o caviar são ovas que ainda não foram fertilizadas de peixes selvagens. Em específico, o peixe mais conhecido, é o esturjão, os quais são encontrados no Mar Cáspio. O esturjão depois do tubarão baleia é o maior peixe de água salgada do mundo.

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No entanto, antigamente o caviar só “prestava” se fosse do peixe esturjão, porém ele começou a se tornar difícil de se encontrar, por isso a regra foi mudada, ou seja, hoje em dia o caviar pode ser extraído de outros peixes selvagens. Como por exemplo, o salmão, truta, lumpo e a tainha. Enfim, o caviar são bolinhas pretas, rosas ou outra cor. Essas bolinhas possuem um intenso sabor de peixe e são consideradas no mundo todo como um alimento requintado.

O caviar é encontrado principalmente em canapés sofisticados, os quais aparecem mais em festas de milionários. Esse tipo de alimento não possui nenhum aditivo, corante ou conservante. Além de, as ovas podendo ser distintas entre frescas ou seja, não-pasteurizadas ou também pasteurizadas, as quais se tornam mais baratas.

Esturjão, um peixe em extinção?

Como é de costume, quando um alimento se populariza, mesmo sendo para um grupo pequeno de pessoas, as pescas e a comercialização aumentam. E esse aumento desenfreado gera a diminuição de algumas espécies de seres vivos, como por exemplo, o esturjão.

No caso, o esturjão está começando a ser considerado extinto, justamente pela produção e comercialização do caviar, a qual provoca uma pesca excessiva dessa espécie.

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Além disso, de acordo com a conclusão da comissão de aconselhamento científico da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) das Nações Unidas, o comércios dessas ovas estão sendo insustentáveis.

A preocupação ainda aumenta, pois esses peixes se reproduzem com pouca frequência e bem tarde. Basicamente, um esturjão pode demorar entre seis a 25 anos para atingir a maturidade sexual. Ainda que as fêmeas em sua grande maioria desse peixe se reproduzem apenas a cada três ou quatro anos.

Com base nesses estudos, algumas entidades ambientalistas já alertaram sobre o perigo da extinção dessa espécie. E ainda afirmaram que se continuar com tamanha pesca excessiva e muitas das vezes clandestina, correrá o risco de não existir mais essa espécie. No entanto, por esse motivo, o caviar continua cada vez mais caro no mercado.

Como é feita a extração das ovas?

Levando-se em conta, a pesca desenfreada, e a quase extinção do esturjão. Já se pode imaginar, que a extração das ovas também não será uma coisa “bonita” de se falar, nem de ser ver.

Primeiramente, as ovas são retiradas da fêmea ainda viva, pois as ovas ainda não foram fertilizados. Até porque se ela estiver morta, ela libera toxinas nefastas nas ovas, o que ficaria impróprio para o consumo. No entanto, após tirar as ovas da fêmea viva, eles são peneiradas, lavadas e escorridas, triadas, conforme a consistência, tamanho e cor.

Depois são salgadas em um tempo máximo de 15 minutos após extração. Em seguida são levemente secas e acondicionadas em latas hermeticamente fechadas, onde pode ocorrer processos de maturação, elas não podem ser pasteurizadas. Por fim, a fêmea é morta e encaminhada para produção e comercialização de sua carne.

No entanto, há casos diferentes de esturjões, como por exemplo, os de aquacultura. Em casos como esses, deve se retirar as ovas da fêmea sem matar ela, pois assim ela pode continuar produzindo por mais tempo.

Como é feita a comercialização do caviar?

Como já dissemos, o caviar hoje é um tipo de alimento, que praticamente fica só entre a socialites. Para lhe explicar melhor, esse produto consegue render mais de milhões de dólares anuais. Basicamente, o preço do caviar pode chegar até R$ 6 mil reais ou até mais, por uma simples lata de 125 gramas. De uma forma geral, 1 kg do alimento pode custar 1.000 dólares.

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Pérola Hidratante de Caviar

Enquanto, as marcas mais baratas no Brasil podem custar cerca de 150 reais por 100 g. Agora deu para entender melhor porque eles estão mais presentes em festas de pessoas com uma renda a mais.

Contudo, o caviar mesmo ele sendo tão caro, ele não é utilizado somente na gastronomia. Ele também serve de ingrediente para a produção de alguns cosméticos para tratamento de rejuvenescimento da pele. Isso ocorre devido à uma substância nutritiva chamada vitelline, a qual é rica em fosfolípidos e fosfoproteínas.

Agora deu para entender melhor sobre o universo dos caviar? Ficou com vontade de experimentar essa beldade? deixe seu comentário!

Por AGRONEWS – com informações do R7

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