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AgroCAD: Ferramenta inovadora auxilia a traçar trajetos mais precisos na semeadura

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Ferramentas de agricultura de precisão ajudam a identificar e planejar cenários e trajetos mais apropriados com o objetivo de tornar a operação de semeadura mais precisa.

O AgroCAD é um inovação que consegue unir alta complexidade e precisão, com resultados comprovados. Diversas técnicas de gestão das lavouras têm sido disponibilizadas nos últimos anos, devido à mudança no perfil da agricultura brasileira, fazendo com que os produtores busquem técnicas que aumentem a capacidade produtiva de suas propriedades, mantendo-se competitivos no mercado. O conjunto dessas técnicas, denominado Agricultura de Precisão (AP), tem por princípio a utilização dos recursos disponíveis de forma racional e precisa aliado a sistemas de tecnologia, de modo a reduzir o custo e aumentar a lucratividade da atividade agrícola.

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Redução de custos e aumento de produtividade

Ao se pensar em redução de custos é fundamental que as operações sejam realizadas com o mínimo de dispêndio possível. O sucesso ou insucesso da lavoura está relacionado com a operação de semeadura, considerada uma das mais importantes etapas do processo produtivo. Quando essa operação é bem-sucedida, facilita o manejo da cultura, melhorando a eficiência das operações subsequentes, principalmente a aplicação de defensivos e a colheita mecanizada.

Tecgraf - Soluções tecnológicas de alta complexidade e precisão
Tecgraf – Soluções tecnológicas de alta complexidade e precisão

Assim, o uso de softwares, aliado a um sistema de direcionamento automático, pode contribuir, e muito, na implantação e rentabilidade de um sistema agrícola, uma vez que permite o planejamento da área e a estimativa de gastos na operação de semeadura. Além disso, possibilita análises comparativas de possíveis trajetos a serem percorridos pelo conjunto trator-semeadora, auxiliando na escolha do mais indicado para ser executado no campo, com base em uma série de quesitos, tais como número de manobras, comprimento de linhas, além da estimativa da capacidade operacional. Vale ressaltar que a aplicação e a eficácia desses softwares a campo só são possíveis graças aos Sistemas de Navegação Global por Satélites (GNSS).

Soluções tecnológicas de alto desempenho

Dentre os métodos de posiciona- mento dos GNSS, o mais utilizado atualmente é o de posicionamento relativo por sinal RTK (Real Time Kinematic), que garante erros máximos na ordem de 2,5cm. Porém, vale lembrar que esse tipo de posicionamento, quando utilizado em grandes áreas, ou em áreas com relevo acidentado, pode apresentar degradação do sinal, fazendo com que seja necessária a instalação de bases repetidoras para assegurar a qualidade do sinal.

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O planejamento das operações utilizando um projeto e com uso de sinal GNSS, independentemente do tipo de sinal, melhora a qualidade do serviço, uma vez que o operador tem que desviar a sua atenção para o direcionamento da máquina.

AgroCAD
AgroCAD – Solução para projetos agrícolas de alta complexidade e precisão

Assim, a utilização desses softwares, como o AgroCAD, tem auxiliado produtores em diversos aspectos, como escolha do melhor percurso das máquinas, de modo que seja possível o agricultor escolher aquele percurso em que a máquina ficará mais tempo em operação e menos tempo fazendo manobras, além de estimar, ajustar e sistematizar a área para operações subsequentes.

Desse modo, para avaliar a eficácia do software AgroCAD, o Laboratório de Máquinas e Mecanização Agrícola (Lamma) realizou um experimento simulando cenários para a semeadura de amendoim na região de Orindiúva (SP), em que foram gerados três cenários para a operação, selecionando-se então o mais adequado para realização da operação em campo, em seguida comparou-se o cenário executado com o previamente projetado no software. Para tanto, foi utilizado no planejamento das linhas de semeadura o software AgroCAD, desenvolvido pela TecGraf, representante Autodesk.

AgroCAD
Figura 1 – Esquema representativo das linhas para orientação do conjunto trator-semeadora utilizando piloto automático

No campo, realizou-se o levantamento dos limites dos talhões, utilizando o próprio sistema do trator para gravar o percurso (AMS RTK John Deere). Em seguida percorreram-se os terraços para realizar o levantamento de suas coordenadas. Com o trabalho de campo finalizado, utilizando um pen drive, os arquivos foram transferidos do monitor GS3 para o software AgroCAD.Após os arquivos serem transferidos, a partir dos terraços mapeados em campo, foram criadas linhas paralelas com espaçamento de 5,4 metros, com- patíveis com a configuração da semeadora (seis linhas com espaçamento de 0,9m).Na Figura 1 encontra-se a ilustração das linhas paralelas criadas, assim como o posicionamento das fileiras de semeadura.

Desenhadas as linhas, foi realizada uma análise com objetivo de verificar qual a melhor forma de distribuição das fileiras dentro do talhão, efetuando-se simulações que permitiram avaliar qual seria o projeto de semeadura mais eficiente, utilizando-se, como critério para seleção, a análise de curvas em nível mortas (“matação”), melhor capacidade de campo operacional e otimização de manobras.
Dessa forma, foram criados três cenários com as linhas planejadas de forma distinta entre eles. Esses cenários foram analisados visando posterior- mente à seleção de um para execução no campo. As análises foram feitas no próprio software.

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AgroCAD
Resultados obtidos com a utilização do AgroCAD

Para cada cenário, o software permite que se possam comparar duas condições de planejamento: sem e com otimização. A condição “sem otimização” representa a utilização das linhas planejadas, porém, sem a junção de linhas próximas. Já na condição “com otimização”, o software verifica as possibilidades de junção de linhas planejadas próximas, utilizando como critérios a máxima distância entre nós e o ângulo máximo permitido pelo piloto automático. Para a análise deste trabalho foram considerados os valores de 25 metros de distância entre pontos (nós) e 10º para angulação máxima.

Resultados e eficácia do planejamento

Após execução do cenário selecionado (término da semeadura), extraíram-se os dados das linhas executadas e, a partir daí, fez-se o comparativo entre o cenário selecionado e o cenário executado no campo. Por meio de comandos do software AgroCAD, foram feitas análises de confiabilidade da execução do projeto, que possibilitaram identificar os desvios realizados em campo, juntamente com a comparação de tempo executado de manobra, capacidade de campo operacional e tempo efetivo de semeadura.

Observa-se que ocorreu aumento de 5,7% e 4,6% para o comprimento de linhas de zero a 200 metros e 200 a 400 metros, respectivamente. Enquanto em linhas maiores a 800 metros reduziu em 1% (Figura 6A), e a distância total percorrida reduziu de 0,6% de linhas com comprimentos inferiores a 800 metros e aumentou de 0,1% de linhas superiores a 800 metros, do cenário selecionado com a do cenário executado (Figura 6B).

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Figura 6 – Quantidade de linhas (A); E distância total percorrida (B), em diferentes faixas de comprimento dos cenários selecionado e executado

Na Figura 7, é possível notar que houve redução de 6,8% no comprimento médio das linhas e, ainda, na mesma proporção o aumento na quantidade de manobras do selecionado para o executado em campo.
Considerando que o número de manobras aumentou, consequentemente o tempo gasto em manobras também aumentou em 6,8% (Figura 8). Em contrapartida, o tempo de percurso não apresentou diferença considerável, enquanto que o tempo total de execução aumentou cerca de 1,9% do planejado para o executado, contudo, mantendo a eficiência do percurso constante ao longo da operação (73%).

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Figura 7 – Comprimento médio das linhas e número de manobras do cenário selecionado e cenário executado | Figura 8 – Tempo total de execução, de percurso e de manobra dos cenários selecionado e executado

As diferenças encontradas entre os cenários (selecionado e executado) para os tempos de manobra e total de execução são pequenas (6,8% e 1,9% superiores, respectivamente) e se justificam, assim como as diferenças encontradas na comparação das demais variáveis, pelo fato de que, durante a execução, podem ocorrer influências de fatores adversos. Esses fatores podem ser, dentre outros, presença de obstáculos e falhas de mão de obra e de sistematização do terreno. Estas adversidades não são adicionadas ao software AgroCAD e, portanto, podem levar ao aumento das variáveis na execução da operação de semeadura de amendoim.

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Ressalta-se ainda que, apesar dessas pequenas diferenças, o uso do software AgroCAD foi benéfico, pois possibilita a seleção de um cenário que favorece a eficiência da operação de semeadura, em detrimento de outras opções que tornariam o processo mais oneroso, uma vez que se teria maior tempo gasto em manobras e maior quantidade de linhas curtas. Além disso, o software é eficiente na realização de análises de cenários e possibilita a otimização destes, mostrando ser uma boa ferramenta para auxiliar o agricultor na realização da semeadura.

Conclusão

A utilização do software possibilitou a otimização das linhas de semeadura de amendoim proporcionando o aumento do comprimento médio das linhas e consequentemente o aumento dos tiros do conjunto mecanizado no momento da semeadura.

Com o planejamento das linhas de semeadura no software é possível alinhar as operações subsequentes, de modo a reduzir os custos com a atividade agrícola, bem como estabelecer um controle de tráfego nas áreas planejadas, visto que as máquinas irão trafegar sempre sob a mesma faixa, independentemente da operação, só dependerá do ajuste da bitola dessas.

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AgroCAD: Ferramenta inovadora auxilia a traçar trajetos mais precisos na semeadura

Desenvolvedora do software AgroCAD, a Tecgraf é uma empresa de tecnologia em computação gráfica focada em fornecer soluções para projetos agrícolas, arquitetônicos e de infraestrutura, utilizando a metodologia BIM. Conheça nossas outras soluções para agricultura de precisão.

Site: https://tecgraf.com.br/
Telefone: 55 19 2129-7177
Endereço: Av. Aquidaban, 766, Sala 11- Campinas SP 13026510
e-mail: [email protected]


Por Rouverson Pereira da Silva, Gabriel Garcia Blumer, Adão Felipe dos Santos, Luiz Augusto de S. Nardo, Cristiano Zerbato e Carlos Eduardo Angeli Furlani, Lamma, Unesp-Jaboticabal, SP

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Zootecnia: largo campo de atuação e de oportunidades no agronegócio

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Nesta quinta-feira, 13 de Maio, é comemorado o dia do Zootecnista, um profissional que contribui para o bom desemprenho do agronegócio brasileiro.

Mato Grosso possui a maior economia agrícola do Brasil. O campo de atuação é vasto, por causa disso, aumenta a procura pela zootecnia entre os estudantes. Mato Grosso, que possui oportunidades tanto na agricultura como na pecuária, oferece a formação em dez unidades de ensino, entre privada e pública: UFMT (Cuiabá e Sinop), UNEMAT (Vila Rica e Pontes e Lacerda), IFMT (São Vicente, Alta Floresta e Guarantã do Norte), EDUVALE (Jaciara), UNIVAR (Barra do Garças) e UFR (Rondonópolis). O curso tem em média a duração de cinco anos com aulas teóricas e muita prática. A professora Dra. Maria Fernanda Soares Queiroz Cerom, que é coordenadora do Curso de Graduação em Zootecnia na UFMT, atribui a grande oferta de ensino superior, por ser um Estado em crescimento na agricultura e na pecuária. “O aluno formado aqui conhece melhor a realidade, potencialidades e também os desafios da produção animal” ressaltou Maria Fernanda.

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A Zootecnia, a Medicina Veterinária e a Agronomia são profissões da área de agrárias, com algumas similaridades na formação mas com atuação diversas. A professora Maria Fernanda destacou que a profissão zootecnista teve como origem a disciplina de zootecnia que era ensinada nos cursos de Agronomia e Medicina Veterinária até 1966. “E que após a criação do primeiro curso de Zootecnia, as pessoas com interesse na produção animal, puderam se tornar profissionais no assunto. Já no curso de Veterinária o foco é a medicina, clínica e cirurgia. As disciplinas de produção animal são concentradas em poucas horas do curso, apenas para que o básico sobre aquela produção seja ensinada. Na Agronomia, normalmente, o foco é a produção vegetal, contudo, por abordar vegetais utilizados na nutrição animal, também é ensinado o básico sobre produção animal”, pontou Maria Fernanda. Ou seja, quem se decide por trabalhar na produção de proteína animal de forma eficiente e sustentável com respeito ao bem-estar animal deve cursar Zootecnia.

Zootecnista - Professor. Dr. Luiz Juliano Valério Geron
Zootecnista – Professor. Dr. Luiz Juliano Valério Geron

Para Professor Dr. Luiz Juliano Valério Geron, que trabalha também na formação de zootecnista, os desafios da profissão vão desde a preservação ambiental, a conciliação da produtividade com bem estar animal, a viabilidade econômica, ou seja, o profissional precisa desenvolver uma cadeia de serviços e produtos ligados a produção animal e as commodities do milho e soja que também são base da nutrição animal. “O atual profissional precisa estar conectado com o livre comércio, sabendo o que acontece dia a dia com a economia, política e mercado futuros”, destacou Geron que é professor do curso de bacharelado em Zootecnia da UNEMAT – Universidade do Estado de Mato Grosso.

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Quanto a procura pelo curso, a professora Maria Fernanda explica que atualmente mais mulheres têm ingressado no curso de Zootecnia, apesar de a proporção ainda estar próximo a 50% em cada gênero. Para o Luiz Juliano, o mercado absorve muitas mulheres principalmente na área administrativa na gestão de Recurso Humano das empresas rurais. “Tem espaço para todos, homens e mulheres. Hoje competência é quem determina a contratação e não mais o gênero”, disse a coordenadora do curso de Zootecnia da UFMT.

O dia do zootecnista é comemorado em 13 de maio, porque foi nesta data que, em 1966, aconteceu a aula inaugural do primeiro curso superior de zootecnia do Brasil. O ensino foi iniciado na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

Por Márcio Moreira

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Feijão: ferramenta de software permite ter maior produtividade no setor

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Ferramenta permite reduzir aplicações de defensivos e ter produtividade

Dois programas têm ajudado produtores paranaenses a reduzir o uso de inseticidas e fungicidas nas lavouras de soja. A adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP) e do Manejo Integrado de Doenças (MID) elimina as aplicações preventivas de agrotóxicos e estabelecem parâmetros para que os produtos sejam usados apenas quando houver risco para as lavouras.

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O trabalho é desenvolvido junto a produtores de soja atendidos pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e conta com a ajuda de um software que auxilia no controle de pragas e doenças na oleaginosa. Já está em tratativas com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) a expansão da tecnologia para o feijão já na próxima safra.

O MIP do feijão já recebe as adaptações necessárias. O software vai facilitar a coleta de dados e permitir a consolidação dessas informações para análise. Hoje em dia tudo é feito manualmente ou em planilhas eletrônicas.

https://agronews.tv.br/safra-de-feijao-podera-ter-quebra-de-ate-40-devido-clima/

A ferramenta vai ajudar o extensionista a identificar rapidamente a ocorrência de pragas nas áreas de feijão e o seu manejo. Também vai dar informações para comparar o que está sendo feito nas áreas monitoradas e naquelas que não têm esse trabalho de monitoramento. O professor Gabriel Costa Silva, que desenvolveu o software e coordena o trabalho pela UTFPR, acredita que com as adaptações que estão sendo feitas, em breve o aplicativo poderá ser usado em qualquer cultura que adote o Manejo Integrado de Pragas ou de Doenças.

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O projeto de MIP na soja mostrou ser possível reduzir em até 50% as aplicações de inseticidas nas lavouras e em 35% o uso de fungicidas, mantendo-se a produtividade das lavouras. Para fazer esse manejo, os técnicos e produtores acompanham a ocorrência de pragas e doenças nas áreas de plantio, semanalmente. A ferramenta começou a ser usada em 2019 e nesta safra chegou a 230 agricultores, assistidos por 130 extensionistas do IDR-Paraná.

“O aplicativo permite a análise dos dados em formato de rede, analisando o comportamento de pragas e doenças em determinado município, região ou mesmo no estado. Tudo em tempo real, possibilitando a tomada de decisão mais acertada. O software é um ensaio para uma extensão rural mais moderna. Estamos nos preparando para o mundo digital. O uso dessas tecnologias vai ser uma opção para um serviço de Extensão Rural mais digital num futuro próximo”, observa Edivan José Possamai, coordenador estadual do Projeto Grãos do IDR-Paraná.

Fonte: Ibrafe

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POWERPASTE: Cientistas criam pasta de hidrogênio que pode substituir combustível

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Se você acha que o futuro são apenas veículos elétricos, pode estar enganado. Cientistas inventaram a POWERPASTE, uma pasta de hidrogênio que armazena até dez vezes mais energia que baterias comuns. Os pesquisadores responsáveis pela invenção dessa pasta são do Fraunhofer Institute for Manufacturing Technology and Advanced Materials (IFAM), na Alemanha e nomearam como POWERPASTE.

O hidrogênio é considerado por muitos como o futuro da tecnologia de propulsão. Os primeiros carros movidos a hidrogênio já estão em ação nas estradas alemãs. No caso das e-scooters, no entanto, a instalação de um tanque de alta pressão para armazenar o hidrogênio é impraticável. Uma alternativa aqui é a POWERPASTE. Isso fornece uma maneira segura de armazenar hidrogênio em uma forma química que é fácil de transportar e reabastecer sem a necessidade de uma rede cara de estações de abastecimento. Esta nova pasta é baseada no hidreto de magnésio e foi desenvolvida por uma equipe de pesquisa do Instituto Fraunhofer de Tecnologia de Fabricação e Materiais Avançados IFAM em Dresden.

A pasta é uma forma segura de se usar o hidrogênio e não é poluente. Também é uma mistura em pó de magnésio e hidrogênio que resulta em hidreto de magnésio, que incluído um éster, é possível armazenar em um cartucho.

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Benefícios

  • Não evapora se deixar o carro sob a luz do Sol
  • Densidade de armazenamento de energia superior à fornecida por um tanque de alta pressão
  • Reabastecimento rápido com apenas uma troca de cartucho
  • Transporte de unidades extras
  • Sem necessidade de postos de combustíveis
POWERPASTE
TRL 5 demonstrator of a power generator with a POWERPASTE cartridge and a 100 watt PEM fuel cell.

POWERPASTE ajuda a superar falta de infraestrutura

Além de fornecer um alto alcance operacional, POWERPASTE tem outro ponto a seu favor. Ao contrário do hidrogênio gasoso, não requer uma infraestrutura cara. Isso o torna ideal para áreas sem tal infraestrutura. Em lugares onde não há estações de hidrogênio, estações de abastecimento regulares poderiam, portanto, vender POWERPASTE em cartuchos ou recipientes. A pasta é fluida e bombeável. Pode, portanto, ser fornecido por uma linha de enchimento padrão, utilizando equipamentos relativamente baratos. Inicialmente, os postos de abastecimento poderiam fornecer quantidades menores de POWERPASTE – a partir de um tambor de metal, por exemplo – e depois expandir-se de acordo com a demanda. Isso exigiria gastos de capital de várias dezenas de milhares de euros.

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A título de comparação, um posto de abastecimento para bombear hidrogênio a alta pressão atualmente custa entre um e dois milhões de euros para cada bomba de combustível. POWERPASTE também é barato de transportar, uma vez que não há tanques caros de alta pressão envolvidos nem o uso de hidrogênio líquido extremamente frio.

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Testes iniciais da POWERPASTE

O material inicial do POWERPASTE é o magnésio, um dos elementos mais abundantes e, portanto, uma matéria-prima facilmente disponível. O pó de magnésio é combinado com hidrogênio para formar hidreto de magnésio em um processo conduzido a 350 °C e cinco a seis vezes pressão atmosférica. Em seguida, são adicionados um éster e um sal metálico para formar o produto acabado. A bordo do veículo, o POWERPASTE é liberado de um cartucho por meio de um êmbolo. Quando a água é adicionada de um tanque a bordo, a reação resultante gera gás hidrogênio em uma quantidade dinâmica ajustada aos requisitos reais da célula de combustível. Na verdade, apenas metade do hidrogênio se origina do POWERPASTE; o resto vem da água adicionada. “O POWERPASTE tem, portanto, uma enorme densidade de armazenamento de energia”, diz Vogt. “É substancialmente maior do que o de um tanque de alta pressão de 700 barras. E em comparação com as baterias, tem dez vezes a densidade de armazenamento de energia.” Isso significa que o POWERPASTE oferece uma gama comparável a – ou até maior que – gasolina. E também fornece um alcance maior do que o hidrogênio comprimido a uma pressão de 700 bar.

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Projeto piloto da POWERPASTE em 2021

O IFAM está atualmente construindo uma planta de produção para POWERPASTE no Centro de Projetos Fraunhofer para Armazenamento de Energia e Sistemas ZESS. Prevista para entrar em operação neste ano, esta nova instalação será capaz de produzir até quatro toneladas de POWERPASTE por ano.

Veja abaixo a palestra demonstrativa da POWERPASTE

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