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Bayer apresenta resultados surpreendentes no controle do Caruru e da Buva no Centro-Oeste

Vicente Delgado
27/03/2026 às 09:58
Bayer apresenta resultados surpreendentes no controle do Caruru e da Buva no Centro-Oeste

Formulação moderna, com VaporGrip, à base de DICAMBA (SAL de MEA), o XtendiMax® 2 agora é flexível para aplicação em pós emergência. Resultados com picos de 106,5 sacas por hectare no MT, a tecnologia Intacta2 Xtend se consolida na Safra 25/26 protegendo 10 milhões de hectares em todo o Brasil. A guerra contra as plantas invasoras não é vencida com uma única arma, mas com um arsenal tecnológico integrado.

Quem observa as vastas planícies do Centro-Oeste brasileiro, com suas lavouras de soja que se estendem até onde os olhos podem alcançar, muitas vezes se deixa enganar pela aparente calmaria do “mar verde“. No entanto, sob essa paisagem de cartão-postal, trava-se uma guerra implacável e silenciosa por luz, água e nutrientes. O inimigo não rasteja nem voa; ele brota da terra, cresce com uma velocidade assustadora e tem o poder de sufocar a rentabilidade de uma safra inteira. Estamos falando das plantas invasoras, a matocompetição que se tornou a verdadeira assombração dos produtores rurais.

Para compreender a gravidade desse cenário e as armas revolucionárias que estão sendo levadas ao campo, viajamos para Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, onde conversamos com especialistas que vivem o dia a dia dessa trincheira agronômica. Victor Veiga e Alyne Gonçalves, Representantes Técnicos de Vendas (RTV) especialistas na plataforma Intacta da Bayer, acompanham de perto a dor do produtor mato-grossense. Ao lado deles, Mateus Benedeti, responsável por desenhar o futuro da biotecnologia com o lançamento da Intacta 5+, ajuda a traçar a linha do tempo dessa evolução tecnológica. Confira!

Inimigos íntimos: Caruru e Buva

O primeiro passo para vencer uma batalha é conhecer o adversário. No Centro-Oeste, os vilões já têm nome e sobrenome. Quando questionada sobre quais são as piores ameaças invasoras da região, Alyne Gonçalves é categórica: “Pra nossa região, o caruru e a buva são os que a gente tem mais problema“. Ela ressalta que essas são as ervas que causam as maiores perdas dentro da lavoura se o produtor perder a mão no controle.

Bayer apresenta resultados surpreendentes no controle do Caruru e da Buva no Centro-Oeste
Victor Veiga e Alyne Gonçalves, Representantes Técnicos de Vendas (RTV) especialistas na plataforma Intacta da Bayer

O que torna essas plantas tão perigosas é o seu vigor impressionante e sua capacidade de adaptação. Elas não esperam o tempo do agricultor. “Elas crescem muito, elas têm o potencial de crescer até mais de 1 cm por dia“, alerta Alyne. Em uma semana de chuvas, uma pequena planta se transforma em um obstáculo colossal que ultrapassa a altura da própria soja.

Os números apresentados por Victor Veiga traduzem o impacto visual em prejuízo financeiro direto. O nível de dano que uma infestação aparentemente pequena pode causar é assombrador. “Três plantas [de caruru] por metro quadrado podem causar percas de até 14,6 sacas por hectare“, detalha Victor. O cenário com a buva é igualmente devastador: “Duas plantas por metro quadrado podem causar perdas de até 15 sacas por hectare. Isso é muita coisa“, complementa.

Em um cenário de margens apertadas no agronegócio, perder 15 sacas em um único hectare para o mato é a diferença entre o lucro e o prejuízo em uma safra inteira.

O desafio operacional e a revolução do XtendiMax 2

Saber o que fazer é apenas metade do caminho; a outra metade é conseguir fazer no momento certo. O clima tropical do Centro-Oeste impõe janelas curtas e imprevisíveis. Victor Veiga ilustra com perfeição a realidade operacional das grandes fazendas: “Às vezes é poucas máquinas para muita área, ele não consegue operar analisar aquilo e muitas vezes por chuva, por algum motivo, ele não consegue aplicar no momento ideal“.
Nesse gargalo de tempo, o produtor muitas vezes “perde o time de aplicar” o herbicida na fase de pré-emergência ou dessecação. Era exatamente aqui que residia uma grande limitação das tecnologias anteriores. Alyne explica que o produto da geração passada, o Xtendicam, “era para manejo apenas em dessecação“. Ou seja, precisava ser aplicado dias antes ou no exato dia do plantio. Se chovesse e a máquina não entrasse, o produtor ficava sem opções robustas quando a soja já estivesse nascida.

Bayer apresenta resultados surpreendentes no controle do Caruru e da Buva no Centro-Oeste

É para solucionar essa dor aguda que a Bayer trouxe uma das suas maiores inovações recentes: o herbicida XtendiMax® 2 – formulação moderna, com VaporGrip, à base de DICAMBA (SAL de MEA), flexível para aplicação em pós emergência. Alyne detalha o salto químico por trás da novidade: “Agora o XtendiMax a gente teve a troca de sal… a volatilização diminui. A gente tem associado com o Extend Protect, que é o nosso vapor grip. E com isso diminui ainda mais a volatilidade“. Essa segurança contra a volatilidade mudou a regra do jogo. “Com o XtendiMax 2 a gente já traz o posicionamento também na pós-emergência, que é depois que a soja já tiver grande“, comemora Alyne.

Victor complementa o cenário prático: “Poderia ser uma lavoura que ele voltou de fora. A gente poderia aplicar o produto com alvo naquelas plantas que estão sobressaindo a soja… Ele só ataca as plantas daninhas e não a soja“. O produtor ganha, assim, a flexibilidade de salvar a lavoura mesmo se o planejamento inicial for frustrado pelo clima.

A eficiência do limpo: Pré-emergentes e Biotecnologia

Apesar da flexibilidade da pós-emergência, a recomendação de ouro dos especialistas continua sendo a prevenção, construindo o que chamam de “lavoura no limpo“. Isso começa com o uso de pré-emergentes. Como Alyne ensina de forma didática, “o alvo dele [pré-emergente] vai ser as plantas que não nasceram ainda… ele meio que ataca a semente da erva daninha“. Produtos como essa classe protegem o solo por dias cruciais, garantindo que a soja cresça e faça sombra antes que o mato consiga germinar.

Mas como é possível aplicar herbicidas potentes como o Dicamba (presente no XtendiMax 2) em cima da soja sem matá-la? A resposta está na revolução silenciosa da genética. Victor Veiga resume de forma brilhante: “Essa é a sacada da Intacta… a gente tem essa proteína na soja que tolera a aplicação do herbicida“. Se a semente carregasse qualquer outra genética, a aplicação pós-emergente seria letal para a cultura. “E não prejudica a sua soja porque ela é Intacta 2 e ela tem resistência para esse herbicida“, conclui Victor.

Bayer apresenta resultados surpreendentes no controle do Caruru e da Buva no Centro-Oeste
Mateus Benediti – Líder de lançamento da plataforma Intacta 5+ Bayer

Para entender o peso dessa “sacada“, Mateus Benedeti nos convida a uma viagem no tempo da biotecnologia. Ele relembra que a evolução começou lá atrás, quando a primeira biotecnologia RR revolucionou os campos trazendo sustentabilidade e produtividade. Depois, veio a Intacta 1, inserindo proteínas de proteção contra lagartas. “A gente não para por aí, continua evoluindo“, relata Mateus. “E em 2021 a gente lança a segunda geração de Intacta, onde a gente sai de duas proteínas agora para cima, ampliando proteção contra lagartas e ampliando o manejo de plantas daninhas que passava a contar não só mais com roundup [glifosato], mas com extend dicamba“, completa.

O salto para o futuro: Intacta 5+

O agronegócio é um setor que não permite estagnação. Enquanto as plantas invasoras tentam evoluir e criar resistências, a ciência precisa estar sempre dois passos à frente. É com essa visão que a Bayer já estrutura a chegada da próxima era da sojicultura: a Intacta 5+.

Bayer apresenta resultados surpreendentes no controle do Caruru e da Buva no Centro-Oeste

O nível de expectativa para essa nova tecnologia é tão alto que a empresa tem tratado seu pré-lançamento com exclusividade máxima. Mateus Benedeti, responsável por apresentar essa inovação aos grandes produtores, comenta sobre o circuito restrito de demonstrações: “Nós só estamos com essa estrutura do Intacta 5+ em três feiras… essa tá sendo a terceira“, destaca ele durante a Show Safra.

A Intacta 5+ promete ser o coroamento de décadas de pesquisa, trazendo um espectro ainda maior de ferramentas para o agricultor. Ao ampliar as opções de manejo, ela entregará nas mãos do produtor mato-grossense e de todo o Cerrado a capacidade de rotacionar princípios ativos com segurança, evitando a resistência das ervas daninhas e garantindo que assombrações verdes como o caruru e a buva sejam mantidas sob controle absoluto.

Resultados impressionantes no Mato Grosso

Os resultados comprovados da Safra 25/26 com a Plataforma Intacta2 Xtend em Mato Grosso destacam performances de excelência entre os produtores locais. Liderando com a semente AVRA 2478 i2x, Marlei Roque Sponchiado em Lucas do Rio Verde alcançou impressionantes 106,53 sc/ha. Logo atrás, com a DM 78ix80 i2x, a KM Agro em Campo Verde registrou 106,20 sc/ha.

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A performance também foi alta em Vilhena, Rondônia, onde Cladir Signor obteve 105,50 sc/ha com a NEO 802 i2x. Outras conquistas notáveis incluem 101,78 sc/ha pela Fazenda Lagoa Vermelha em Sorriso (semente TMG ITAÚBA i2x), 101,00 sc/ha pela L.M. Agropecuária em Nova Mutum (semente NEO 800 i2x), e 100,00 sc/ha pelo Grupo Giacomet e Cassol em Campos de Júlio (semente BRASMAX SPARTA i2x). Resultados consistentes foram também alcançados por Elton Zanella com 93,42 sc/ha (semente M 6930 i2x) em Campos de Júlio e Argino Bedin com 92,77 sc/ha (semente M 7601 i2x) em Sorriso, reafirmando que fazer a “decisão certa” na lavoura gera retornos tangíveis.

No final do dia, a mensagem que ecoa das vozes de Victor, Alyne e Mateus é uníssona. A guerra contra as plantas invasoras não é vencida com uma única arma, mas com um arsenal tecnológico integrado. Desde a semente inteligente que pulsa com biotecnologia avançada, passando pelo planejamento de uma “lavoura no limpo” com herbicidas pré-emergentes, até a precisão letal e flexível do XtendMax 2 na pós-emergência. Com ciência aplicada, pesquisa contínua e a chegada iminente da Intacta 5+, o produtor do Centro-Oeste ganha a garantia de que o verde que prevalecerá no horizonte será, exclusivamente, o da produtividade.

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