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Como a ciência e a inovação vencem os “Devoradores da Produtividade”

Vicente Delgado
25/03/2026 às 12:06
Como a ciência e a inovação vencem os “Devoradores da Produtividade”

Eles atacam em silêncio e devoram os resultados. Na Show Safra Mato Grosso, a Bayer mostra como virar esse jogo.

O custo de bater o pulverizador na hora errada ou com o produto capenga pode ser a diferença entre o azul e o vermelho no fechamento da safra. Quem vive o dia a dia do trecho sabe: a lavoura não aceita desaforo, e o mato, ou a lagarta, não espera o preço da soja reagir para atacar. No coração de Mato Grosso, a guerra é silenciosa, mas o prejuízo é barulhento.

A “batalha do rendilhamento“, como muitos técnicos chamam o ataque da falsa-medideira, é apenas a ponta do iceberg de um desafio que exige mais do que suor; exige tecnologia de choque e residual.

Como a ciência e a inovação vencem os "Devoradores da Produtividade"

O que esperar das margens da soja com a pressão das lagartas

Não adianta tapar o sol com a peneira, produzir no sistema de agricultura tropical é um desafio de mestre. O calor e a umidade que fazem a planta saltar do chão são os mesmos que dão o “start” na pressão de pragas. A falsa-medideira (Chrysodeixis includens), por exemplo, é danada para se esconder no baixeiro, comendo a folha por dentro e deixando apenas as nervuras, aquele aspecto de renda que destrói a fotossíntese.

Thaís Braga, pesquisadora e especialista da estação da Bayer em Sorriso (MT), conhece bem esse “modus operandi“. Segundo ela, o estrago vai além do que os olhos veem de longe. “Essa é uma lagarta verdinha que a gente consegue observar, ela anda literalmente medindo palmo e ataca superfície foliar, causando esse estrago que conseguimos identificar facilmente.“, descreve a especialista. O problema é que, enquanto ela mede o palmo, o produtor mede o prejuízo. Se a folha fica rendilhada, a planta perde o fôlego para encher o grão.

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Thaís Braga, pesquisadora e especialista da estação da Bayer em Sorriso (MT)

Mas se a folha é o pulmão, a vagem é o cofre. E é aí que entra a Spodoptera cosmioides. Diferente de outras, essa lagarta não se contenta com o verde. “Ela ocorre na cultura da soja, só que diferente de outras lagartas, ela ocorre na parte foliar […] e ela também consome a vagem, então vai afetar diretamente a produtividade da soja“, alerta Thaís. Quando a praga fura a vagem, ela está comendo o seu lucro direto da fonte.

A tecnologia que “limpa” o estômago da praga

A saída para não ficar refém do balde de veneno toda semana passou pela genética. A plataforma Intacta 2 Xtend chegou para mudar a regra do jogo, trazendo três proteínas que agem como um escudo interno. Muita gente acha que a planta fica com gosto ruim, mas a ciência é mais precisa.

Como a ciência e a inovação vencem os "Devoradores da Produtividade"

A explicação técnica de Thaís é direta ao ponto: “A lagarta assim que ela eclode, que ela nasce, ela vai comer a soja. Na hora que ela come, ela morre“. O que acontece lá dentro é uma reação biológica onde cristais perfuram o tecido médio do inseto. Ele para de comer na hora. Isso quebra o ciclo reprodutivo e impede que aquela “nuvem” de lagartas se instale na sua área. “Quando a gente observa a gente utilizando a semente […] da plataforma Intacta 2 Xtend, a gente consegue observar uma excelente proteção contra essa lagarta“, reforça a pesquisadora.

Menos máquinas no talhão e mais dinheiro no caixa

Olhando “da porteira para fora“, o cenário de preços nem sempre ajuda. Por isso, a eficiência operacional virou palavra de ordem. Erick Parente, Gerente Regional de Field Marketing da Bayer no Cerrado, toca na ferida de todo gestor: o custo operacional. Em anos de margem apertada, como ele bem diz, “a única alternativa que resta é produzir e produzir bastante“.

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Erick Parente, Gerente Regional de Field Marketing da Bayer no Cerrado

Mas produzir bastante não significa gastar mais. Significa gastar melhor. O uso de produtos com alto efeito residual é a chave para diminuir as entradas com o trator. Isso é um fato comprovado por pesquisas da Embrapa, o manejo integrado de pragas (MIP) é essencial para manter a sustentabilidade econômica do sistema.

Erick faz um comparativo que todo produtor entende: “Tem produtos que só tem o efeito de choque“. Se o produto só mata o que está ali na hora, daqui a poucos dias você tem que entrar de novo. “Agora com esse efeito residual é o que permite que o agricultor tenha que entrar talvez menos vezes na lavoura, tendo economia de recursos como água, diesel e até mesmo produto“, explica ele. Reduzir de seis para três ou quatro entradas por safra não é só economia de óleo diesel; é menos amassamento de planta e mais vida útil para o maquinário.

O desafio das doenças e a “anomalia” das vagens

Como se as pragas não bastassem, o clima tropical traz o combo das doenças fúngicas. Erick Parente lembra que o sucesso do Mato Grosso no algodão, por exemplo, veio do aprendizado no manejo do bicudo. Agora, o desafio na soja são as manchas e as podridões.

A tal “anomalia das vagens“, que apareceu com força nos últimos quatro ou cinco anos, tirou o sono de muita gente. “Uma dela é a podridão das vagens, que muitos chamam de anomalia. É uma doença que tem um histórico muito ruim de quatro ou cinco anos, e causou bastante temor no agricultor“, pontua Erick. O manejo precisa ser sistêmico. Não adianta ter a melhor semente do mundo se o fungicida não segurar a mancha-alvo ou a cercosporiose.

O futuro já está batendo na porta

O agro não para e a ciência muito menos. Já se fala na plataforma Intacta 5+, que promete elevar ainda mais o sarrafo da proteção e facilitar o controle de plantas daninhas resistentes. O recado para quem está no trecho é claro: a tecnologia é a melhor ferramenta de gestão de risco que existe hoje, e nesse sentido, a Bayer dá um show.

Seja protegendo a folha com biotecnologia ou otimizando o diesel com produtos de longo residual, o foco é um só: blindar a produtividade para que, lá no final, a conta feche com folga. Afinal, no campo, quem não se atualiza acaba virando “comida” para os devoradores da rentabilidade.

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