O problema da reboleira na sua lavoura pode ser esse “falso fungo” silencioso e paciente. Se o inimigo é específico, a defesa não pode ser genérica.
A lida no campo ensina que nem tudo que reluz é ouro e nem tudo que murcha é sede. Quem gasta a bota no talhão sabe bem: você olha aquela reboleira de soja morrendo, o sol estalando na nuca, e a primeira coisa que vem à cabeça é o estresse hídrico. “É o calorão judiando“, a gente pensa. Mas a verdade, muitas vezes, é bem mais amarga e está escondida onde os olhos não alcançam. Existe um adversário traiçoeiro, um “falso fungo” que joga parado, esperando pacientemente o momento de atacar a rentabilidade de quem produz.
Estamos falando da Phytophthora, um oomiceto que não tem pressa. Ele é capaz de sobreviver no solo por um período que varia de 2 a 12 anos, herdado de safras passadas ou até da vegetação nativa. Ele fica ali, dormente, só aguardando o gatilho certo. E o gatilho é justamente o que o produtor mais reza para ter: a chuva. Em anos de muita umidade, esse habitante silencioso desperta e vira uma máquina de destruir raízes.
A ameaça invisível
O prejuízo não é conversa de balcão; os números assustam. Dados de campo mostram que esse inimigo invisível pode causar uma redução de até 30% na produtividade em casos mais severos. Na ponta do lápis, estamos falando de perder facilmente 10 sacas por hectare em condições normais de ataque. Para quem trabalha com a margem apertada e o custo do insumo lá no alto, ver esse dinheiro ficar no barro por falta de diagnóstico é de doer no bolso.

O problema maior é a confusão na hora de identificar o sintoma. E para esclarecer tudo isso, conversamos com Bruno Ferreira, Gerente de Tratamento de Sementes da Corteva Agriscience, que já no início do nosso bate-papo faz um alerta ao produtor que pode estar sendo enganado pelo visual da planta. “Muitas vezes o produtor olhava aquela morte de planta e associava a condições climáticas. ‘Ah, muito calor, tá morrendo por conta do sol, tá seco, não choveu’“, relata Ferreira. Sem saber o que está enfrentando de fato, o agricultor investe errado no combate a outros invasores e a conta não fecha na colheita.
A recomendação técnica é clara: não dá para trabalhar no “achismo“. O manejo eficiente começa com a análise fitopatológica do solo para entender quem é o inimigo. Só sabendo se é fungo, nematoide ou a tal da Phytophthora é que se escolhe a arma certa.
A tecnologia de atirador de elite para blindar a semente
Se o inimigo é específico, a defesa não pode ser genérica. É nesse cenário que surge a necessidade de ferramentas de precisão. A Corteva trouxe para o mercado o Lumitrel (comercialmente LumiTreo®), que atua como um verdadeiro “atirador de elite” no tratamento de sementes. Diferente dos fungicidas comuns que tentam abraçar o mundo, essa tecnologia foi desenhada com foco cirúrgico nos oomicetos.

O grande diferencial está na química de ponta. O produto combina três ativos, incluindo a molécula exclusiva oxathiapiprolin. Bruno Ferreira destaca a inovação: “É o único produto fungicida do mercado que tem três ativos. Desses três ativos, duas moléculas inovadoras… uma estrobilurina e a oxathiapiprolin“.






