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Algodão: preços seguem recuando na Bolsa de Nova York

A maior consumidora da pluma, a China, tem se mantido discreta nas compras das fibras americana e brasileira

Em agosto, estima-se que o país asiático adquiriu cerca de 90 mil toneladas da fibra, sendo 25 mil toneladas dos EUA, 5 mil toneladas do Brasil e o restante, de outros países. O volume escoado em ambos os países (EUA e Brasil) é inferior ao visto no mesmo período do ano passado e em relação à média dos últimos cinco anos. Mesmo com a China apresentando sinais de demanda aquecida durante o ano – realizando leilões de estoques antigos – o atraso na colheita do algodão no Brasil e os baixos estoques da fibra nos EUA, limitaram o volume com destino ao país asiático neste período.

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Além disso, os problemas logísticos — falta de contêiner e navios parados em portos — seguem sendo um ponto de
atenção para o fluxo do escoamento. Por fim, para setembro, os dados preliminares já apontam um avanço no volume destinado para a China, devido à maior disponibilidade da pluma no Brasil e nos EUA.

Bolsa de Nova York

As cotações da pluma na bolsa de NY exibiram queda na última semana. Os contratos de dez/21 e jul/22 recuaram 1,36% e 1,39% quando comparados à semana passada, fechando a semana cotados a uma média de ¢US$ 91,67/lp e ¢US$ 88,84/lp, respectivamente. Esse recuo na ICE está atrelado ao mercado financeiro da China, que na última segunda-feira (20/09) intensificou as incertezas quanto a possibilidade de falência da Evergrande.

O possível impacto na economia chinesa fez com que os investidores saíssem fortemente do mercado, o que levou ao recuo das cotações da pluma na bolsa de NY.

Por fim, para os próximos dias as atenções se voltam para a Índia, tendo em vista a irregularidade de chuvas de monções na principal região produtora, o que pode ocasionar uma menor produção por lá e, consequentemente, impactar sobre os preços na bolsa de NY.

Declínio

Com o avanço do beneficiamento no estado de Mato Grosso, o preço Imea apresentou queda de 1,65%, quando comparado à semana passada, precificado a R$ 167,81/@.

Desvalorização

A paridade para o contrato dez/21 apresentou queda de 0,31%, ante a semana passada, cotada a uma média de R$
163,27/@.

Queda

A torta de algodão registrou declínio de 3,24%, quando comparada à semana passada, precificada a R$ 1614,64/t, devido à maior disponibilidade no mercado.

Por Imea

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