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Mercado Financeiro

Cotações do café sobem na bolsa de NY com queda do dólar

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preço do café

A semana foi de alta nas cotações do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), que baliza a comercialização internacional

Entre os principais elementos de sustentação, a queda do dólar contra o real (e outras moedas) garantiu suporte à commodity na Bolsa.

Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, o mercado de café vive um período de grande instabilidade. “A volatilidade dos ativos financeiros internacionais, causada pelas incertezas em relação à retomada das atividades e normalização monetária mundial, justifica a grande amplitude observada no mercado internacional de café. O foco continua sendo a pandemia”, avalia.

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Para Barabach, as idas e vindas, altos e baixos do mercado, são naturais, particularmente nesse início de transição em direção a uma suposta normalidade. “O otimismo em exagero é, rapidamente, trocado pelo pessimismo, o que leva a picos de pânico e euforia, que tem impacto de forma direta as cotações da bebida”, comenta.

Pelo menos no curto prazo, observa o consultor, o mercado de café deve seguir vulnerável ao petróleo, índice de commodities CRB e DXY (Dólar Index). “No lado fundamental, a demanda continua cautelosa, embora mais esperançosa. Do lado da oferta, o radar se volta para a safra brasileira, que inicia com a colheita de conilon agora em abril e avança em direção ao arábica ao longo de maio. O café conilon deve ganhar as praças de negociação, portos e indústrias já em maio, enquanto o arábica, oficialmente, só começa a nova temporada a partir de julho”, pondera.

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Esse período de transição entre as safras, normalmente, como observa o consultor, é marcado por algumas distorções momentâneas de mercado e comportamentos erráticos dos preços. “Por isso, é sempre interessante seguir atento as oportunidades. O clima também volta a ganhar mais evidência. Excesso de chuva além de atrapalhar a colheita e a secagem do café, também compromete o perfil de qualidade da safra. Já a falta de umidade por um longo período de tempo pode afetar as lavouras, comprometendo a produção futura”, analisa.

Barabach observa ainda, que, como o período de colheita é bastante longo, ainda há espaço para encaixar a temporada fria no Brasil. “Enfim, um mercado de clima com chuvas e também com inverno brasileiro, o que pode elevar significativamente a volatilidade dos preços e gerar oportunidades de negócios”, diz.

Na Bolsa de NY, cujo foco agora é o contrato julho, o desafio para essa posição é recuperar a linha de 130 cents e, com isso, dar sequência ao movimento corretivo, iniciado ao final do ano passado. “O enfraquecimento do dólar, o atraso na colheita ou um desempenho abaixo do esperado na safra brasileira pode servir de suporte aos preços, dando impulso ao movimento de alta. Mas se o mercado falhar diante da linha de 130 cents, abre espaço para uma nova acomodação negativa”, adverte Barabach. “O avanço da safra de arábica brasileiro pode criar um ambiente mais favorável a perda desse importante suporte”, conclui.

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No balanço dos últimos sete dias na Bolsa de NY (entre 01 e 08 de abril), o arábica para julho subiu de 123,55 para 129,75 centavos de dólar por libra-peso, acumulando uma alta de 5%. Em Londres, no mesmo período, o robusta para julho subiu menos (+1,9%).

No Brasil, o dólar comercial caiu no comparativo entre as quintas-feiras (01 e 08 de abril) de R$ 5,711 para R$ 5,574, tendo uma baixa de 2,4%. Isso limitou o impacto positivo da subida na Bolsa de NY sobre as cotações do café no mercado físico brasileiro.

Assim, no balanço da semana, o café arábica bebida boa no sul de Minas Gerais, com 15% de catação, na base de compra subiu de R$ 700,00 para R$ 720,00 a saca no mesmo comparativo, alta de 2,9%. Já o conilon, tipo 7, em Vitória, Espírito Santo, avançou na base de compra na semana de R$ 435,00 para R$ 440,00 a saca (+1,1%).

Por Lessandro Carvalho – Agência Safras

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AGRONEWS – Informação para quem produz

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Mercado Financeiro

Gâmbia e Costa Rica lideram importação de arroz do Brasil no mês de abril

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arroz

A República da Gâmbia liderou as compras de arroz (base casca) do Brasil em abril deste ano, com importações de 29.412 toneladas. Em seguida, aparece a Costa Rica, com 24.228 t. Os dois países responderam por quase a metade das 111.145 t do cereal brasileiro exportado no mês passado, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) e o Sindicato da Indústria do Arroz do Rio Grande do Sul (Sindarroz).

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Em abril, os embarques de arroz recuaram mais de 30 mil toneladas em relação ao mesmo mês de 2020, quando totalizam 145.508, informam a Abiarroz e o Sindarroz, com base em dados do Ministério da Economia. Além da Gâmbia e da Costa Rica, outros quatro países lideraram as compra do cereal do Brasil: Países Baixos (20.589 t), Peru (15.784 t), Nicarágua (4.115 t) e Venezuela (3.869 t).

As exportações brasileiras de arroz também tiveram redução no primeiro quadrimestre, em comparação com igual período de 2020. De janeiro a abril deste ano, o Brasil embarcou 318.869 t, contra 383.687 dos quatro primeiros meses de 2020.

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O recuo das vendas externas de arroz em abril não surpreendeu a associação. Segundo o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan, as exportações do cereal brasileiro estão voltando aos patamares anteriores à pandemia de covid-19, o que já era esperado pelo mercado.

“Com a pandemia, alguns países exportadores de arroz, como o Vietnã, Tailândia e Índia, restringiram as vendas externas. Com isso, houve um aumento expressivo das nossas exportações. Agora, com a retomada das atividades, os embarques do Brasil estão retornando aos volumes normais.”

Qualidade

Trevisan destaca também que há espaço para o aumento das exportações brasileiras de arroz no cenário de normalidade. “A qualidade do nosso arroz e a eficiência da nossa indústria arrozeira são os nossos diferenciais no mercado internacional. Isso tem contribuído para ampliar mercados.”

O diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz estima exportações de 1,5 milhão de t neste ano, contra 1,8 milhão t de 2020. Na avaliação de Trevisan, este será um volume muito bom de vendas externas.

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“Uma das estratégias da Abiarroz para alcançar este resultado é intensificar as ações promocionais do arroz brasileiro no mercado externo, por meio do projeto Brazilian Rice, desenvolvido em parceria com a Apex-Brasil”, informa Trevisan.

Importações

De acordo com a Abiarroz e o Sindarroz, as importações de arroz em abril somaram 102.142 t, contra 70.977 t do mesmo mês de 2020. No primeiro quadrimestre deste ano, o Brasil comprou de outros países, principalmente Paraguai, Uruguai e Argentina, 389.003 t do cereal. Em igual período de 2020, as importações alcançaram 331.218 t.

Por Abiarroz

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Mercado Financeiro

Etanol mira petróleo para tirar competitividade da gasolina e não sofrer pressão

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preço etanol

Com o petróleo em queda na quinta-feira, a gasolina manteve uma moderada defasagem na refinaria.

Na conta feita na Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a diferença para menor do combustível estava em 2% (e -3% do diesel), dia no qual o etanol hidratado cedeu 0,85% nas distribuidoras de Paulínia (SP). Terminou o dia em R$ 3,091 o litro, segundo o Cepea.

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Nesta sexta (14), o óleo cru sobe, aumenta a diferença para o combustível derivado, e leva expectativa para algum reajuste da Petrobras (PETR4) na próxima semana se mantido a sequência de alta do barril em Londres. Sobe 1,86%, a US$ 68,15, às 10h40 (Brasília).

A semana deve fechar com redução do biocombustível nas usinas, ou no máximo em estabilidade, seguindo as baixas nos preços de vendas das distribuidoras. Na semana anterior, a originação subiu mais de 10%, também de acordo com dados do Cepea, refletindo a queda de produção em abril, como informou a agremiação que reúne as empresas, Unica.

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O potencial do hidratado para não sofrer novas reduções, inclusive pelo aumento da produção que vem com o andar da safra no Centro-Sul, será via reajustes da gasolina.

Por Giovanni Lorenzon – Money Times

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Mercado Financeiro

Safra recorde e preços favoráveis garantem VBP elevado neste ano

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vbp

Apesar de pouca chuva na fase de plantio de algumas culturas, a tendência de recorde de safra não foi alterada

Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deste ano deve ser 12,1% superior em termos reais em relação ao de 2020, com base nos dados de abril. O valor estimado é de R$ 1,076 trilhão, enquanto o de 2020 fechou em R$ 960,2 bilhões.

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As lavouras continuam liderando o indicador, sendo previsto faturamento de R$ 741,2 bilhões e a pecuária, R$ 335,1 bilhões. O crescimento do valor das lavouras é de 16%, e da pecuária, 4,4%.

“A falta de chuvas no período de plantio de importantes culturas como, milho, soja e feijão, teve impactos ao prejudicar parcialmente essas lavouras. Esse fato, entretanto, não chegou a alterar o caminho de crescimento da safra. Permanecem, em essência os valores que representam resultado recorde da produção em 2021”, explica José Garcia Gasques, coordenador da pesquisa e de Avaliação de Políticas e Informação do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

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cafe,cotação do cafe
Safra recorde e preços favoráveis garantem VBP elevado neste ano

A maior parte dos produtos analisados teve crescimento. Entre eles, algodão, com crescimento de 3,7% do VBP; arroz, 4,8%; banana, 2,4%; cacau, 8,3%; cana de açúcar, 1,3%; milho, 22,7%; soja, 31,3%; e trigo, 25,4%,

Na pecuária, os melhores resultados são no segmento de carne bovina, com crescimento previsto em 10,3%, e carne de frango, com alta de 2,2%.

Os campeões de faturamento em valores absolutos são soja, carne bovina, milho e cana de açúcar. Esse pequeno grupo contribui com 34% do VBP.

“Olhando a série de dados nos últimos 32 anos, verifica-se que este ano representa recorde para as seguintes atividades: algodão, soja, arroz, milho, trigo, carne bovina e leite”, analisa o coordenador.

Gasques destaca diversos fatores responsáveis pelos bons resultados do setor de grãos. “Os mais importantes são estoques baixos, demanda internacional e preços em expansão, e algumas incertezas com relação ao clima de países, como os Estados Unidos”.

Retrações no VBP foram observadas nas culturas de batata inglesa, café, feijão, mandioca e tomate. Carne suína e ovos também tiveram recuo.

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VBP por estados

Os dados regionais do VBP mostram a seguinte classificação dos estados: Mato Grosso (17,6%), Paraná (13,5%), São Paulo (11,2%), Rio Grande do Sul (10,6%) e Minas Gerais (9,8%).

cafe,cotação do cafe
Safra recorde e preços favoráveis garantem VBP elevado neste ano

De acordo com Gasques, de janeiro a março deste ano, o agronegócio contribuiu com 42,3% nas exportações totais do país.

O que é VBP

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

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