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Efeitos da COVID-19 sobre as exportações de carne de frango afetaram sobretudo o Brasil

Os últimos dados da FAO demonstram que os efeitos da pandemia sobre as exportações de carne de frango dos dois líderes mundiais no setor afetaram muito mais o Brasil do que os EUA.

Tendo como base o Índice FAO para a carne de frango e partindo dos preços médios registrados em 2010, constata-se que os valores alcançados pelos dois países evoluíram de forma muito similar até 2019, período pré-pandemia.

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Em 2020, ambos foram afetados pela queda no comércio mundial. Mas enquanto os preços norte-americanos sofreram retrocesso anual de apenas 1%, os brasileiros despencaram 13%. Como resultado, o diferencial de preços entre os dois países – de 62%, em média, a favor do Brasil entre 2010 e 2019 – caiu para menos de 40% de 2020 para cá.

Pelo menos para o Brasil, em 2021 a recuperação de preços vem sendo contínua. No entanto, o melhor preço registrado no ano (US$1.617/tonelada, valor preliminar para junho passado) ainda se encontra 3% aquém da média registrada em 2010. Já o preço dos EUA, embora em queda nos últimos dois meses, fechou junho com uma valorização de 10% em relação à média de 2010.

Vale notar que os dois países permanecem com preços muito aquém dos recordes registrados em 2011 (Brasil) e 2012/13 (EUA). Porém, se os EUA agora se encontram a cerca de 93% do máximo já obtido, o Brasil enfrenta situação pior, pois seu preço mais recente equivale a pouco mais de 80% do recorde de dez anos atrás.

carne de frango
Efeitos da COVID-19 sobre as exportações de carne de frango afetaram sobretudo o Brasil

Por Avisite

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