Estado de Goiás deve produzir quase 28 milhões de toneladas de grãos na safra 2020/2021

Revisão na expectativa de produção divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento mostra incremento especialmente na produção de soja, trigo, sorgo e girassol, além de alto volume para a produção de milho. “Isso vem alinhado a um momento importante para o Estado, em que o Governo de Goiás trabalha em conjunto com os produtores rurais para melhorar as condições de produção”, avalia Antônio Carlos, titular da Seapa

A produção de grãos em Goiás deve alcançar um total de 27,98 milhões de toneladas na safra 2020/2021, de acordo com a última revisão dos dados divulgada nesta semana, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com esse incremento na expectativa, o aumento esperado chega a 1,6% em relação à safra anterior, que foi de 27,55 milhões de toneladas.

Conforme os dados divulgados, a área plantada também deve registrar acréscimo, passando de 6,07 milhões de hectares na safra 2019/2020 para 6,20 milhões de hectares na atual safra. A estimativa em relação à produtividade é 4,5 toneladas de grãos por hectare.

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O incremento em março, na comparação com o boletim do mês de fevereiro, se deve em sua maior parte à expectativa quanto à produção de soja, que é estimada agora em 13,72 milhões de toneladas (aumento de 4,3% em relação à safra anterior), em uma área plantada de 3,7 milhões de hectares (aumento de 4,2%).

Conforme avalia o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, esse aumento na projeção reforça que o produtor tem encontrado boas condições para produção, graças ao alinhamento entre as condições de expansão de suas lavouras e de investimento. “Isso vem alinhado a um momento importante para o Estado, em que o Governo de Goiás trabalha em conjunto com os produtores rurais para melhorar as condições de produção, como no caso das linhas de créditos ao setor rural que visam fomentar o investimento no campo, além da melhoria das condições de escoamento, na frente de trabalho pela recuperação de estradas. Mostra que o Estado acredita e investe no setor agropecuário.”

Trigo, sorgo e girassol

O levantamento aponta, ainda, acréscimos consideráveis em culturas de segunda safra, sobretudo em relação a trigo, sorgo e girassol. A estimativa da produção de trigo continua elevada, com a expectativa de aumento de 161,5% em relação à safra anterior, fazendo com que o Estado espere colher 241,6 mil toneladas do grão.

O sorgo deve aumentar a produção na safra 2020/2021 para 1,3 milhão de toneladas (acréscimo de 18,4% em relação à safra passada), mantendo o Estado em primeiro lugar na produção nacional. Enquanto a expectativa da produção de girassol no Estado deve ultrapassar a de Mato Grosso, nesta safra, elevando o Estado ao primeiro lugar no ranking nacional de produção com a estimativa de 33,8 mil toneladas (aumento de 2,7% em relação à safra passada).

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“Essa maior diversificação das culturas exploradas no Estado pode e deve ser vista com bons olhos por todo o setor, uma vez que mantém a produção elevada das principais commodities, como soja e milho, mas busca outras linhas de frente para o desenvolvimento agropecuário e industrial, como no caso da produção de trigo, de sorgo e de girassol”, analisa Antônio Carlos, da Seapa. “Isso contribui na construção de bases de fomento a outras cadeias de produção, como a de alimentos ou de ração animal, que vão, lá na frente, trazer empregos na indústria de beneficiamento, por exemplo”, completa.

Arroz, feijão e milho

Apesar de pequena em comparação à produção de outros estados, a produção de arroz e feijão em Goiás também deve crescer segundo o levantamento atualizado. Na safra 2020/2021, o Estado deve colher 346,2 mil toneladas de feijão (aumento 4% em relação à safra passada) e 130,9 mil toneladas de arroz (aumento de 8,7%).

A produção de milho, que continua com números expressivos no Estado, deve sofrer ligeira redução de 3,9% em comparação à safra anterior, considerando o total da 1ª e 2ª safras. Mesmo assim, a produção da 2ª safra deve registrar aumento na comparação com a safra 2019/2020 e atingir 10,62 milhões de toneladas. Considerando a produção total, o cereal deve alcançar 12,13 milhões de toneladas, atrás apenas do volume produzido na cultura da soja.

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Antônio Carlos, da Seapa, acredita que, apesar do ligeiro recuo da produção do milho na 1ª safra, o cenário aponta para um bom momento no mercado em que produtores e consumidores devem ser beneficiados. “A produção de milho, que é uma importante matéria-prima para indústrias de base, como a de ração e de alimentos, continua com volume muito expressivo e uma boa opção na 2ª safra, por um lado. Por outra vertente, mais produtores têm aberto espaço para a produção de outros tipos de culturas. Arroz e feijão vêm ganhando espaço, por exemplo, e isso contribui para a oferta desses produtos ao consumidor. É um ciclo muito dinâmico, mas que tem trazido bons cenários para Goiás”, finaliza.

IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou nesta quinta-feira o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), que traz outros dados além da produção de grãos, como frutas e hortaliças. O levantamento aponta para aumento da produção de tomate (1,13 milhões de toneladas – acréscimo de 6,8%); laranja (155,4 mil toneladas – aumento de 12,3%); e uva (1,6 mil toneladas – acréscimo de 11%).

Por Seapa – Governo de Goiás

AGRONEWS – Informação para quem produz

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