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EUA dão espaço para frigoríficos do Brasil crescerem, antes do pouso previsto em 2022

Por Giovanni Lorenzon – AGRONEWS®

As compras e vendas internacionais de carne bovina americana avançam em 2021, menos um pouco em 2022. Também nesta coluna, exportações de milho brasileiras estão devagar

As importações de carne bovina pelos Estados Unidos devem chegar acima de 1,4 milhão de toneladas em 2021, pouca coisa abaixo de 2020, porque a produção interna aumentou em cerca de 300 mil toneladas. As exportações, contudo, deverão se ampliar em 16%, para 1,5 milhão/t, e o consumo doméstico manterá expansão.

Os números do USDA, que se apoiam nos resultados até setembro, em crescimento regular desde janeiro, mostram que o quarto trimestre do ano deverá ser bom para os players brasileiros – e seus pares locais – presentes naquele mercado.

E talvez seja bom que se confirme mesmo, porque algumas projeções de entidades e consultorias dão conta que 2022 todos os principais recortes do setor serão menores.

Além de China – claro, sempre China ponta – o mercado americano é importante para o Brasil. Além de frigoríficos brasileiros possuírem unidades lá, as exportações de se ampliaram.

Neste ano, por exemplo, os EUA se consolidaram como o segundo comprador de carne de boi do Brasil, até setembro, em 82,3 mil/, o dobro somado dos mesmos meses de 2021.

Mas, para 2022, os números serão pouco menores.

Com base nas séries estatísticas regulares, o USDA, que detecta evolução menor do plantel de gado em confinamento -, o grupo de consultoria Beef2Live, calcula uma perda de cerca de 9 mil toneladas nas importações do país no que vem.

Em relação às exportações, o recuo está avaliado em 65 mil/t. Junto, uma pequena queda no consumo per capita da população.

No balanço de oferta, somando a produção doméstica e as importações previstas em 2022, a consultoria calcula em uma soma mais reduzida, na comparação com 2021, em cerca de 43 mil toneladas.

Exportações de milho até outubro em torno de 12,5 mi/t. Lentas

As exportações brasileiras de milho seguem bastante lentas, com uma mistura da oferta americana também saindo da colheita e redução gradual do consumo global, ao contrário do visto no mesmo período de 2022.

A consultoria e corretora Germinar calcula em cerca de 2 milhões de toneladas exportadas em outubro.

Contando com o acumulado de fevereiro a setembro, as vendas efetivadas foram de 10,488 milhões/.

Daí, que até outubro fala-se em 12,5 milhões/t de milho embarcadas

As explosões de preços, que proporcionaram altas em cadeia – do milho às carnes – já não se verificam desde agosto, com o fim da colheita da safrinha brasileira.

Que, embora menor, também ajuda a inflar a oferta mundial.

AGRONEWS® – Informação para quem produz

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